Corinthians só não surpreendeu o mais fanático dos fiéis.
Porque todas as pessoas sensatas imaginavam um time de crista baixa depois da decepcionante eliminação, em lar, e pela terceira vez, na pré-Libertadores, pelo equatoriano Barcelona genérico.
O que se viu, ao contrário, foi um time disposto a “jugar a morir”.
E pareceu que os alviverdes se surpreenderam, embora com time superior e mais cascudo, diante de sua gente, com estádio referto e no seu gramado desequilibrante.
Dava tudo falso para o alvinegro desde o meio da semana passada e no sábado, quando, no Morumbi, as Brabas perderam o tetracampeonato para as Soberanas, nos pênaltis.
Na lar verdejante a sorte mudou.
O primeiro tempo mostrou o alvinegro preocupado unicamente em quebrar o ritmo do alviverde e impedir que houvesse jogo, no que foi, diga-se, muito bem-sucedido.
Tanto que a única chance real de gol, em arremate de Raphael Veiga, acabou salva por Matheusinho na risca trágico, em verdadeiro gol do lateral.
Era pouco para os donos da lar.
E ficou pior quando Memphis achou um bom passe para Yuri Alberto livrar-se de Micael e sovar de direita sem resguardo para Weverton, aos 55 minutos.
O gol serviu, ao menos, para o Palmeiras deixar de ser letárgico e ir mais à luta.
Só que o Corinthians estava confortável e muito encaixado para controlar a vantagem.
E controlou até o término para levar a vantagem do empate, em Itaquera, no próximo 27 de março, depois as datas Fifa.
FESTA POPULAR
O Mineirão estava referto por mais de 42 milénio torcedores para comemorar o esperado hexacampeonato do Galo, o 50° título alvinegro.
O Extremo-Rio também, com 49 milénio, para ver o Inter impedir o octacampeonato do Grêmio, lucrar o título pela 46ª vez contra 43 do rival, e pela quinta vez invicto.
E o Maracanã lotou, 64 milénio, para testemunhar a confirmação do nepotismo do Flamengo, vencedor carioca pela 39ª vez, 13 vezes vencedor neste século, mais que os 12 títulos somados dos outros três grandes do Rio.
Mas o melhor da presença de público neste domingo no Brasil foi a ausência de público no fracassado ato pela infame anistia pretendida pelos bolsonaristas em Copacabana, menos de 20 milénio pessoas.
Jair Bolsonaro teria feito melhor se tivesse ido à lar verdejante, com 40 milénio, para ver seu Palmeiras na decisão paulista e Tarcisio de Freitas ao Maracanã para ver o Flamengo dele.
Preferiram remunerar mico porque o povo é contra anistia para golpista.
EM WEMBLEY
Na Inglaterra de Winston Churchill que disse ser “a democracia a pior forma de governo exceção feita à todas as outras”, o santuário de Wembley lotou com 90 milénio pessoas para curtir o Newcastle derrotar por 2 a 1 o predilecto Liverpool, em queda surpreendente, na decisão da Despensa da Liga Inglesa, em jogo simplesmente espetacular e dramático.
A sorte dos Reds, eliminados da Champions pelo PSG no meio da semana passada e, agora, derrotado em decisão de Despensa, é que os 12 pontos que tem de vantagem sobre o Arsenal na Premier League parecem suficientes para lucrar seu 20° título ao faltarem nove rodadas — e empatar no topo com o Manchester United.
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