Uma vez que as águas de março fechando o verão, as decisões dos campeonatos estaduais fecham as cortinas para a temporada brasileira de futebol inaugurar para valer. Com emoção.
Porque os clássicos do final de semana são assim chamados por razões históricas e, de tão sérios, capazes de lotar estádios seja pelo motivo que for, até par ou incomparável.
Há dramas e mais do mesmo nas finais pelo país afora.
Em São Paulo, caso o predilecto Palmeiras perda o tetracampeonato inédito em dois Dérbis, haverá queixas da torcida e não muito mais que isso porque o ano promete ser palpitante.
Se o Corinthians decepcionar novamente, depois da terceira eliminação em pré-Libertadores, será melhor para Memphis Depay permanecer na Holanda e para os Díaz pedirem asilo na Argentina, onde se dão muito com o bufão Javier Milei.
No Rio, por um empate, o Flamengo deve confirmar a supremacia mesmo desfalcado e se perder viverá situação parecida com a do Palmeiras. Sem crises.
O Fluminense, caso vire, confirmará ser a pedra nas chuteiras rubro-negras.
Nem para um, nem para outro, a taça acrescentará muita coisa além da comemoração no domingo.
Diferentemente da situação no Rio Grande do Sul.
O Inter tem a faca, o queijo, o espeto e a mesocarpo nos pés para evitar o octacampeonato do Grêmio, pois joga no Extremo-Rio e com a vantagem de estar com 2 a 0 no confederado. Se permitir a reviravolta será heróico para o Imortal e tétrico para o Colorado.
Em Pernambuco, o clássico entre Santa Cruz e Sport define um finalista, será jogado no Mundão do Arruda e com os visitantes também vencendo por 2 a 0.
O outro finalista sairá do embate entre Retrô e Maguary.
O Retrô, de Camaragibe, ainda não completou dez anos, é o chamado clube professor, tem belíssimo núcleo de treinamento e ganhou a Série D no ano pretérito. Talvez devesse se invocar Progrê.
O Maguary é isso mesmo que a rara leitora e o vasqueiro leitor pensaram: é o suco!
Teremos ainda Atlético Mineiro x América, com o Galo já vencedor depois da goleada por 4 a 0 no jogo de ida.
É O NORDESTE
Pela primeira vez em 65 anos dois times nordestinos estarão na Libertadores ao mesmo tempo.
O Fortaleza, que se classificou sem precisar disputar o entrada, e o Bahia que, diferentemente do Corinthians, passou pela pré-Libertadores.
“E pur si mueve”, disse Galileu Galilei.
Só Augusto Melo e seus parças não viram.
KIRRATA
Diferentemente do cá escrito na última quinta-feira (13), numa confusão de empastelamento de texto e raciocínio torto, dos oito classificados para as quartas de final da Liga dos Campeões da Europa somente dois lutam por título inédito: o Arsenal e o PSG.
Na edição do dedo deu para emendar em tempo, na impressa, infelizmente, não.
E sem nenhuma intenção de magoar meus dois Gunners de estimação, José Trajano e Sandro Macedo, uma previsão: uma vez que o oponente do Arsenal será o Real Madrid, não será desta vez que o clube inglês sairá da fileira.
Os madridistas têm pacto com o diabo.
Já o Paris Saint-Germain, contra o Aston Villa, é predilecto para chegar às semifinais.
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