O partido de oposição Demokraatit, que tem porquê uma de suas principais bandeiras a formalização de novos negócios, aparecia adiante na apuração dos votos da eleição parlamentar da Groenlândia. Milhares de eleitores foram às urnas nesta terça-feira (11) em pleito que ganhou projeção internacional devido às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de assumir o controle da ilhota rica em minerais, o que motiva debates sobre a independência do território.
Com mais de 90% das urnas apuradas, o Demokraatit registrava 30,4% dos votos, um salto em relação aos 9,1% obtidos no pleito pretérito, em 2021. A legenda Naleraq, também de oposição, era a segunda mais votada, com 23,7% da preferência dos eleitores.
Diferentemente do Naleraq, que quer a independência de forma rápida, o Demokraatit defende mais negociações e cautela no processo.
Desde que assumiu o missão em janeiro, Trump vem prometendo tomar a Groenlândia, a maior ilhota do mundo e que é um território autônomo da Dinamarca. Segundo o presidente americano, tal medida é necessária à segurança de Washington.
A Groenlândia, cuja população é estimada em exclusivamente 57 milénio habitantes, é objeto de disputa em uma corrida geopolítica pelo domínio do Ártico, onde o derretimento das calotas polares está tornando seus recursos mais acessíveis e abrindo novas rotas para navegação. Tanto a Rússia quanto a China intensificaram suas atividades militares na região nos últimos anos.
O depressa derretimento da cobertura de gelo do território ainda abriu possibilidades de exploração mineral. A Groenlândia é rica em ferro, tungstênio e terras-raras, vitais para a indústria eletrônica. A ilhota também tem potenciais reservas de petróleo, objeto de libido do republicano.
A Groenlândia deixou de ser colônia e passou a ser considerada território da Dinamarca em 1953. A ilhota ganhou alguma autonomia em 1979, quando seu primeiro Parlamento foi formado, mas Copenhague ainda controla as relações exteriores, a resguardo e a política monetária sítio.
Uma pesquisa recente indicou que 85% dos groenlandeses não desejam se tornar parte dos EUA, e quase metade vê o interesse de Trump porquê uma ameaço.
A votação para o pleito parlamentar começou às 8h (de Brasília) em 72 seções eleitorais na ilhota ártica, onde 40.500 pessoas estão aptas a votar. Foi encerrada 11 horas depois.
Na véspera, o primeiro-ministro Mute Egede afirmou que Trump é “muito imprevisível” e que não tratou sua população com respeito desde que manifestou interesse em comprar a ilhota no Ártico. “As atitudes recentes do presidente dos EUA fazem com que ninguém queira se aproximar tanto [dos americanos] porquê gostaria no pretérito”, disse ele antes da votação. “Merecemos ser tratados com saudação, e não acredito que Trump tenha feito isso ultimamente desde que assumiu o missão.”
O partido de centro-esquerda do premiê, o IA (Inuit Ataqatigiit, comunidade dos povos, em groenlandês), tem plataforma independentista. A maioria dos habitantes da Groenlândia declara não querer ser nem dinamarquesa nem americana, mas sim groenlandesa.
O interesse de Trump em tornar a ilhota um território americano colocou a independência no meio da eleição. No último debate antes do pleito, na noite de segunda, os líderes dos cinco partidos que compõem o Parlamento atual disseram não responsabilizar no presidente dos EUA. “Ele [Trump] está tentando nos influenciar. Posso entender se os cidadãos se sentem inseguros”, disse Erik Jensen, líder do Siumut, parceiro de coalizão do governo.
Preocupações sobre interferência estrangeira no pleito são grandes: no mês pretérito, o serviço de segurança pátrio e perceptibilidade dinamarquês alertou sobre o aumento da desinformação, principalmente nas redes sociais, com o surgimento de perfis falsos polarizando o debate.
No início, a campanha eleitoral se concentrou na frustração em relação aos erros cometidos pelo macróbio governante colonial, a Dinamarca, de contrato com Julie Rademacher, consultora e ex-conselheira do governo da Groenlândia ouvida pela dependência de notícias Reuters. “Mas acho que o susto da abordagem imperialista dos EUA, ultimamente, tornou-se maior do que a raiva contra a Dinamarca”, disse ela.
A Reuters conversou com mais de uma dúzia de groenlandeses em Nuuk, a capital da ilhota. Todos eles disseram ser favoráveis à independência, embora muitos tenham manifestado preocupação com o indumentária de que uma transição rápida poderia prejudicar a economia e expulsar os serviços de bem-estar nórdicos, porquê assistência médica universal e ensino gratuito.
Todos os seis principais partidos políticos apoiam a independência, mas divergem sobre porquê e quando ela poderia ser alcançada. O Naleraq ganhou força antes do pleito, impulsionado pelo interesse dos EUA e por novas acusações de exploração histórica da riqueza mineral da Groenlândia por segmento da Dinamarca.