Goiás viu aumento de público após reconhecimento facial – 22/02/2025 – Esporte

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O entrada aos estádios por meio da biometria facial tem sido uma instrumento utilizada na procura de clubes e autoridades para melhorar a segurança do entorno nos dias de jogos.

Devido às brigas entre torcedores de Sport e Santa Cruz pelas ruas do Recife no início do mês, a Justiça determinou que os clubes implementem a tecnologia para o entrada aos estádios a partir de março.

Alguns dias antes, no termo de janeiro, a prefeitura de Fortaleza havia determinado a instalação de câmeras de reconhecimento facial no Estádio Presidente Vargas, em seguida torcedores do Ceará protagonizarem cenas de violência nas arquibancadas.

A Lei Universal do Esporte impõe que, até o meio do ano, estádios com capacidade supra de 20 milénio torcedores implementem o padrão, sob risco de punições aos dirigentes responsáveis.

No Goiás, o primeiro clube do país a adotar a tecnologia no Estádio Hailé Pinho para 100% do público, em meados de 2022, a principal motivação para a decisão foi justamente a violência protagonizada pelas torcidas, disse Paulo Rogério Pinho, presidente do clube entre 2021 e 2023.

“A motivação surgiu a partir de uma reportagem que destacou a violência dentro e nas redondezas do estádio, além da ineficiência na emprego das medidas judiciais que proibiam a presença de torcedores condenados nos jogos, o que resultava na subtracção do público médio e na evasão das famílias dos estádios”, afirmou Pinho à Folha.

Ele disse que o reconhecimento facial agilizou o processo de ingressão em muro de três vezes, eliminando a urgência de documentos físicos e ingressos de papel, e impediu o entrada de indivíduos não autorizados ou banidos.

“O reconhecimento de até 20 rostos simultâneos por segundo, dentro e fora do lugar de jogo, ajudou a evitar confrontos. As ocorrências policiais dentro do estádio caíram para quase zero, e as famílias retornaram ao lugar”, afirmou Pinho.

Em 2021, no ano imediatamente anterior ao início do reconhecimento facial para o entrada ao Hailé Pinho, a média de público no estádio foi de 1.143 torcedores.

A partir de 2022, ano em que o Goiás voltou a disputar a Série A do Campeonato Brasileiro, a média saltou para 7.901, e para 8.664 em 2023. Em 2024, com o Goiás de volta à Série B, a média ficou em 6.348.

“Ao expelir os torcedores de facções, condenados e outros indivíduos não autorizados, a tendência é que o público médio aumente e os jogos se tornem mais atrativos e seguros”, disse o ex-presidente do Goiás.

Diretora de marketing do clube, Jessica Rezende afirmou que são aproximadamente 215 milénio usuários cadastrados no sistema de reconhecimento esmeraldino, aptos para acessar o Hailé Pinho, também sabido porquê “Serrinha”.

Desde o início da operação, muro de 6 milénio pessoas já tiveram seus cadastros bloqueados ou cancelados por terem sido identificados qualquer tipo de descumprimento das diretrizes do estádio e de medidas restritivas do poder judiciário.

“Hoje, trabalhamos com um intensidade de precisão de 98%. Trabalhamos com equipamentos que possuem lucidez sintético e que é manteúdo com as fotos dos torcedores de pacto com os acessos ao estádio”, afirmou a diretora.

Sócio-fundador da CCLA Advogados, Cristiano Caús assinalou que o cláusula 148 da Lei Universal do Esporte estabelece que o controle e a fiscalização do entrada do público a estádio esportiva com capacidade para mais de 20 milénio pessoas deverão narrar com meio de monitoramento por imagem das catracas e com identificação biométrica dos espectadores.

“Trata-se de uma obrigação lítico que entrará em vigor em 15 de junho de 2025. Seu descumprimento gera ao clube e ao seu presidente diversas repercussões de ordem disciplinar e até responsabilização criminal, se a falta de identificação do torcedor contribuir ou facilitar para a prática de qualquer delito cometido na estádio”, afirmou Caús.

Entre os grandes do estado, São Paulo e Corinthians ainda não utilizam o entrada via reconhecimento facial no Morumbi e na Neo Química Estádio, respectivamente. Os clubes informaram ter planos para se adequar à legislação até junho. Palmeiras e Santos iniciaram as operações de reconhecimento facial no Allianz Parque e na Vila Belmiro em 2023 e 2024, respectivamente.



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