Equador terá 2º turno entre Noboa e pupila de Correa – 09/02/2025 – Mundo

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A maratona eleitoral do Equador ao longo dos últimos quatro anos não terá pausa neste domingo (9). O órgão eleitoral diz que deve ter um polarizado segundo vez em abril entre o atual presidente, Daniel Noboa, e Luisa González, de esquerda.

Com 84% da apuração concluída, Noboa, o herdeiro do predomínio das bananas (seu pai é um bilionário proprietário da empresa “Formosa Banana”), soma 44,6%. Na sequência, González, com 43,8%. A eleição contava com 16 candidatos, mas somente os dois eram expressivos. Os equatorianos também elegeram 151 legisladores.

Será uma disputa que sobrepõe esses nomes. O pleito mostrará qual percepção social ganha: o recente “anti-noboismo” ou o já tradicional “anti-correísmo”. O primeiro refere-se à oposição a Noboa. Já o segundo, à oposição ao paraninfo político de González, o ex-presidente Rafael Correa (2007-2017), um dos nomes mais polarizadores do país.

Será ainda um “revival” de 2023, quando a mesma dupla disputou o segundo vez em eleições atípicas, convocadas de maneira antecipada posteriormente o portanto presidente Guillermo Lasso, investigado por devassidão, colocar termo a seu governo por meio de uma figura jurídica inédita, a “morte cruzada”, que também dissolveu o Parlamento. Noboa ganhou daquela vez e é predilecto nesta.

A participação eleitoral foi de 83,4% no país onde o voto é obrigatório para cidadãos que tenham entre 18 e 65 anos e no qual a multa por não comparecer às urnas é de US$ 47 (murado de R$ 270).

Em um exposição ainda enquanto corria a apuração, González voltou a acusar Noboa de cometer irregularidades eleitorais, devido ao roupa de que o presidente se recusou a se alongar do governo para conduzir sua campanha à reeleição, porquê manda a lei.

Noboa também tentou cortar sua vice, Verónica Abad (que neste domingo votou com um colete a prova de balas), e tentou nomear uma aliada provisoriamente para o função, mas foi impedido pela Justiça.

Político da centro-direita, Noboa se deparou com desafios substanciais no limitado procuração de um ano e meio no qual parecia estar a todo o tempo em clima de campanha a reeleição. Ele viu um via de TV ser invadido ao vivo por homens armados, um dos maiores chefes criminosos fugir da prisão e o sistema energético ruir com a seca.

Para combater a crise a galope da segurança pública, ele apostou na militarização do setor, o que é secção fundamental do “anti-noboísmo”, sentimento social de que a linha-dura do presidente corroborou para que houvesse violações de direitos humanos cometidas pelas mãos de soldados nas ruas. Os casos do tipo se acumularam.

Por outro lado, Luisa González, advogada e ex-deputada, carrega a trouxa simbólica dos governos de Rafael Correa, período de calma econômica pela idade áurea do boom das commodities —que alavancou as exportações de petróleo, mas foi marcado por escândalos de devassidão.

O próprio Correa foi réprobo por um desses casos, mas afirma se tratar de mais um exemplo de lawfare, termo que se popularizou na região para falar de uma provável perseguição judicial com objetivos políticos. Hoje, ele vive na Bélgica, país natal de sua esposa.

É provável interpretar que o próprio primeiro vez deste domingo já foi ditado, em grande medida, pela pergunta “quem você não quer que ganhe” do que a óbvia “quem você deseja optar”.

Isso porque até há poucos dias antes desse pleito, porquê mostrou a consultoria Cedatos em pesquisa de opinião, havia uma ampla indecisão dos equatorianos. Ao menos 34% deles diziam não saber em qual dos 16 candidatos votar, revelando que a fidelidade aos concorrentes não foi prioridade na eleição.

Durante seu limitado procuração no Palácio de Carondelet, Noboa não teve grandes laços internacionais além de apoios expressivos de líderes que hoje não estão no função, porquê o ex-presidente da Colômbia Iván Duque. Mas, agora, mostrou que pode se coligar a Donald Trump.

Ele foi o único líder da América do Sul, além de Javier Milei (Argentina), a participar da cerimônia de posse de Trump em Washington. Noboa é muito relacionado principalmente do secretário de Saúde do republicano, o anti-vacina Robert Kennedy Jr., de cuja família é próximo.

Ainda assim, uma resposta sua à revista New Yorker em junho pretérito surpreendeu. Questionado sobre com qual líder da América Latina ele mais se sente desempenado, sua resposta foi o presidente Lula (PT), referência da esquerda. Por quê? Noboa disse que conheceu Lula há 15 anos, durante uma cúpula empresarial, e ficou impressionado com sua sabedoria política e sua habilidade de levar adiante suas prioridades.

Já González aumentaria o leque de políticos à esquerda na região —Claudia Sheinbaum (México), Gustavo Petro (Colômbia), Yamandú Orsi (que tomará posse no mês que vem no Uruguai), Gabriel Boric (Chile) e mesmo Lula. Durante a campanha, ela se recusou a criticar a ditadura da Venezuela, enquanto, por outro lado, Noboa não só o fez porquê reconheceu o opositor Edmundo González porquê o verdadeiro eleito do pleito de 2024 e o recebeu na capital Quito.



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