Em 1994, quando Vladimir Putin não passava de uma autoridade municipal de São Petersburgo, Aleksandr Lukachenko já estava adiante da Belarus. O hoje ditador nunca saiu da cadeira, é parceiro de primeira hora do russo na Guerra da Ucrânia e, neste domingo (25), caminha para mais uma vitória eleitoral amplamente denunciada uma vez que farsa.
De líderes políticos, ativistas e jornalistas que denunciavam a ditadura, a qualquer cidadão se manifestando em pequenos protestos silenciosos, o regime não tem poupado sinais de dissidência e queixa e piorou a repressão nos meses antes do pleito, segundo opositores.
Desde 2020, tapume de 65 milénio pessoas foram detidas, ainda de conciliação com a oposição. Naquele ano, enormes protestos por novas eleições posteriormente outro pleito de frontaria injetaram esperança de que a logo chamada última ditadura da Europa enfim cairia.
Não foi o caso. O regime se sustentou apesar de sanções externas, muito por pretexto do base de Moscou, o que reforçou Minsk uma vez que aliada no conjunto de oposição ao Poente —a Belarus é país parceiro do Brics neste ano, cuja cúpula acontece no Brasil.
Presos ou exilados, críticos ao regime têm sido julgados mesmo à revelia. É o caso de Svetlana Tikhanovskaia, líder das chamadas forças democráticas, condenada a 15 anos de prisão em 2023.
São 1.300 presos políticos, embora a oposição afirme que o número é subnotificado, e mais de 2.700 organizações civis fechadas, além de toda a imprensa independente. O país ocupa a 167ª posição entre 180 nações no ranking de liberdade de prensa da organização Repórteres Sem Fronteiras.
“Desde a eleição presidencial de 2020, a já profunda crise de direitos humanos na Belarus se aprofundou ainda mais. Com uma campanha brutal contra toda dissidência, as autoridades criaram um clima sufocante de pavor, silenciando tudo e todos que desafiam o governo”, afirmou Marie Struthers, diretora da Anistia Internacional para a Europa Oriental e Ásia Medial.
A oposição denuncia a carência de qualquer possibilidade de verificação independente dos resultados do pleito previsto para nascente domingo. A percentagem eleitoral é composta somente por pessoas leais à ditadura, e o registro de partidos opositores foi revogado.
Serão quatro candidatos nas urnas, além de Lukachenko —todos submetidos ao regime. Não há sinal relevante de grupos se posicionando publicamente por outra plataforma política. A oposição evita o termo eleição e prefere se referir ao pleito de domingo uma vez que “eleição sem escolha” ou simplesmente farsa.
“Em 2020, muita gente aderiu a um protesto em que se dobrava a cédula em um formato sanfonado, para que na urna transparente fosse provável ver quantos foram contra [o regime]”, diz Volha Iermalaieva. “Era um protesto sombrio, modesto, mas nesse ano não esperamos nem isso. A pessoa pode pegar anos de prisão por um simples gesto de discordância.”
Iermalaieva é representante da embaixada popular da Belarus no Brasil. O grupo, que não tem relação com a embaixada do regime, é desempenado à oposição belarussa, mas não recebe financiamento e trabalha voluntariamente com projetos de cultura do país. Há outras organizações semelhantes contrárias ao regime da diáspora belarussa em vários países.
Os Estados Unidos, ainda sob Joe Biden, e o Parlamento Europeu, condenaram o pleito, afirmando que o regime tenta tornar legítima uma eleição que “não pode ser livre ou justa”, dadas as condições de repressão.
As críticas de europeus e americanos, aliás, são a matéria-prima da campanha da ditadura. Junto da militarização do oração político, é vocábulo de ordem na prensa estatal e canais aliados ao regime que o Poente prenúncio o país e usa a oposição uma vez que instrumento.
Coligado de Putin no conflito contra o vizinho ao sul, Lukachenko permitiu o uso do território belarusso para a ofensiva iniciada em 2022 e, em 2023, começou a abrigar mísseis nucleares de Moscou.
A oposição à guerra é punida, uma vez que na Rússia. “Qualquer sinal de solidariedade com a Ucrânia é punido severamente”, afirma Iermalaieva. “Depois da invasão russa, muitos presos políticos ficaram incomunicáveis nesses últimos quase três anos.”
A relação com Kiev era relativamente positiva antes da guerra. Foi em Minsk que ucranianos, russos e europeus traçaram os acordos que congelaram o conflito no leste do país invadido em 2014, por exemplo.
Com a repressão de 2020, muitos belarussos fugiram justamente para a vizinha ao sul, somente para se perceberem em situação complexa em fevereiro de 2022.
“A Ucrânia declarou a Belarus uma vez que coagressora, e isso complicou a situação das pessoas refugiadas da Belarus lá; muitos não conseguiram regularizar documentos, tiveram que fugir. Por outro lado, centenas de belarussos se inscreveram para lutar pelo Tropa da Ucrânia”, diz Iermalaieva.