Moçambique: Daniel Chapo toma posse em meio a protestos – 15/01/2025 – Mundo

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Proferido vencedor em uma eleição marcada por acusações de fraude e seguida por meses de protestos, Daniel Chapo tomou posse uma vez que presidente de Moçambique nesta quarta-feira (15).

A cerimônia foi realizada na rossio da República da capital, Maputo, sob rigorosas medidas de segurança. Segundo relatos, afora os policiais e militares que monitoravam a dimensão, o lugar estava praticamente deserto.

A vitória de Chapo representou a perpetuidade do partido Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), de centro-esquerda, no poder. A legenda de centro-esquerda governa o país há 50 anos, desde a independência de Portugal, em 1975 —o presidente eleito a princípio soma a eles mais cinco anos.

Mas observadores independentes dizem que a votação, ocorrida em 9 de outubro, não foi livre ou justa. Atos populares, entre manifestações, greves e bloqueios de rodovias mobilizam o país desde logo, afetando empresas estrangeiras que atuam no país e o transacção transfronteiriço.

A ONG Plataforma Decide, centrada no monitoramento eleitoral, afirmou que confrontos entre manifestantes e forças de segurança já mataram 300 pessoas. Sete dessas mortes teriam ocorrido na própria quarta, em manifestações em Maputo e em Nampula, no setentrião. Questionado pela filial AFP, um porta-voz da polícia disse que a organização ainda não tinha zero a expressar sobre os eventos.

Felipe Nyusi, que deixa o incumbência posteriormente executar o limite de dois mandatos, abordou os protestos em seu oração na cerimônia desta quarta. “Moçambique precisa de tranquilidade e de reconciliação vernáculo”, disse.

Mas a crise estava em certa medida refletida no evento. Dois dos principais partidos de oposição boicotaram a posse por não reconhecerem o presidente eleito.

Aliás, praticamente não havia líderes estrangeiros presentes —as exceções eram os presidentes Cyril Ramaphosa, da África do Sul, Umaro Sissoco Embaló, da Guiné-Bissau.

A vazio pode ser uma indicação de que mesmo a nível regional há um perceptível receio em concordar Chapo. O presidente de Ruanda, Paul Kagame, não compareceu a despeito da atuação de seu Tropa em combates contra grupos armados jihadistas no setentrião de Moçambique. Portugal enviou seu ministro das Relações Exteriores, que descreveu uma vez que uma “representação adequada” para as “circunstâncias atuais”.

O Frelimo nega as acusações de fraude, e sustenta que seu candidato obteve 65% dos votos, resultado endossado em dezembro pelo tribunal supremo do país. O partido permaneceu no poder inclusive durante uma guerra social que matou um milhão de pessoas e durou de 1977 a 1992.

Seja uma vez que for, Chapo assume um país cindido. Especialistas sugerem que ele poderia anunciar um grupo de trabalho para propor reformas eleitorais, uma forma de lucrar tempo, ou recrutar mais esteio convidando a oposição e a sociedade social para criar seu governo.

Em seu oração de posse, o líder afirmou que a segurança social e política seria prioridade em seu procuração. Ainda prometeu reduzir o tamanho do governo, diminuir o número de ministérios, combater o desemprego entre os jovens e investir em saúde e ensino.

No dia anterior, seu rival nas eleições, Venâncio Mondlane, assinalado uma vez que o presidente eleito pela oposição e por segmento da população, tinha urgido seus apoiadores a continuaram resistindo.

“Uma vez que isso vai terminar?”, questionou o líder, que retornou a Maputo na semana passada. Ele tinha saído do país em outubro, depois do assassínio de dois de seus aliados. “Levante regime não quer tranquilidade. E se não querem tranquilidade, não vamos voltar detrás. Se for necessário, nos manifestaremos todos os dias, 365 dias por ano.”



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