Pesquisa: Mundo vê volta de Trump nos EUA com bons olhos – 15/01/2025 – Mundo

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O tsunami prometido pela volta de Donald Trump à Vivenda Branca em 2025 incomoda mais os aliados dos Estados Unidos do que seus rivais geopolíticos e países de posição ambígua, de convénio com pesquisa global do Parecer Europeu de Relações Exteriores (ECFR), think tank com escritórios em sete nações do continente e em Washington.

O otimismo com Trump é maior na Índia, onde 85% dos entrevistados veem a volta do republicano uma vez que boa para os americanos, e 84% uma vez que boa para a Índia. O país é seguido por Arábia Saudita (69% na primeira métrica, 61% na segunda) e Rússia (59% e 49%).

A pesquisa foi conduzida em novembro do ano pretérito e ouviu um totalidade de 28.549 pessoas. Em países fora da Europa, os questionários foram conduzidos pela Gallup ou parceiros; no caso brasílico, a responsável foi a empresa MarketAnalysis, com 1.000 pessoas entrevistadas e modelo representativa do país, diz o ECFR.

Segundo a pesquisa, 56% dos entrevistados no Brasil veem a volta de Trump uma vez que boa para os americanos, e 43% uma vez que boa para Brasília.

Acham ruim para o Brasil o retorno do republicano, 25% dos entrevistados brasileiros; 33% disseram que a volta não seria nem boa nem ruim, ou não souberam opinar.

Suíça, Reino Unificado, Ucrânia e Coreia do Sul, além da União Europeia, são países em que o pessimismo é mais pronunciado, ainda que com algumas diferenças.

Em Seul, 49% dos sul-coreanos veem a volta de Trump uma vez que positiva para os americanos, mas unicamente 11% avaliam que os efeitos desse retorno são bons para a Coreia do Sul —que vive, além de grave crise política interna, uma crescente e perene tensão com a Coreia do Norte, e tem nos EUA seu maior coligado no conflito.

No Reino Unificado, unicamente 15% estão otimistas quanto à eleição de Trump e os efeitos dela em seu país (contra 54% que a veem com pessimismo); na União Europeia, esses valores são de 22% e 38%, respectivamente. Londres e Bruxelas têm estado em rota de colisão com o republicano e pessoas próximas dele, uma vez que o bilionário Elon Musk, mesmo antes da posse de Trump.

Já na Ucrânia, sob a perspectiva de que algum desfecho deve ser dado ao conflito com a Rússia, predomina o meio termo: 55% afirmam que a eleição de Trump não será nem boa nem ruim para o país, ou não sabem proferir (para 26% será boa; para 20%, ruim).

Outro ponto levantado pela pesquisa é a expectativa quanto ao termo da Guerra da Ucrânia. Em maio de 2024, 58% dos entrevistados avaliavam que Kiev vencer o conflito era o resultado mais provável. Já no levantamento atual, de novembro, o percentual caiu para 34%, e a variável mais aceita uma vez que provável é a assinatura de um convénio que termine o conflito (47% em novembro, contra 40% em maio).

“A Europa está bastante isolada em relação a sua impaciência com o retorno de Trump à Vivenda Branca. Enquanto muitos europeus enxergam o presidente eleito uma vez que um desestabilizador, outros, em diferentes partes do mundo, o veem uma vez que um pacificador. Essa posição coloca a Europa em um ponto de inflexão em suas relações com a novidade gestão americana”, afirma Ivan Krastev, coautor da pesquisa e presidente do Meio de Estratégias Liberais.

“Em vez de tentar liderar uma resistência global contra Trump, os europeus deveriam assumir a responsabilidade por seus próprios interesses e buscar maneiras de edificar novas relações em um mundo mais transacional”, diz Mark Leonard, cofundador e diretor do ECFR.

A pesquisa capta ainda uma segunda categoria de percepções sobre a geopolítica que adiciona nuances à força de Trump avante da Vivenda Branca.

Enquanto a pesquisa identifica que os EUA terão mais influência no mundo na próxima dezena, na opinião da maioria dos entrevistados, também capta o soberania da visão de que Pequim vai ultrapassar Washington uma vez que maior potência do mundo nos próximos 20 anos.

Todos os países pesquisados veem os EUA uma vez que mantendo ou aumentando sua influência global atual para a próxima dezena. No caso brasílico, o percentual que vê essa influência crescendo é de 70%, detrás unicamente de África do Sul e Índia.

Mesmo os russos, os que mais duvidam dessa influência, ainda veem a força de Washington se mantendo (35%); 22% deles acham que ela irá aumentar, e 29%, que ela irá diminuir.

Tão preponderante quanto a teoria dos EUA uma vez que potência ainda relevante nas próximas décadas é a de que Washington perderá a liderança global para Pequim, segundo a pesquisa.

A maioria, mesmo de britânicos e europeus, próximos dos EUA, avaliam ser provável que a China ultrapasse o coligado uma vez que maior potência do mundo (52% para o Reino Unificado, 55% para a União Europeia). Somente ucraniano e sul-coreanos pensam ser improvável esse cenário.

Os brasileiros se aproximam dos britânicos nesse quesito, com 56% achando provável um mundo em que Pequim seja a maior potência nos próximos 20 anos, contra 30% que acham isso improvável (14% não souberam ou não quiseram responder).

Países do Brics, aliás, grupo do qual Brasil e China fazem segmento e que tenta se posicionar uma vez que opção ao Oeste, são os que mais enxergam Pequim prevalecendo. Chineses (81%), russos (77%), sauditas (71%) e sul-africanos (67%), além dos brasileiros, veem o cenário uma vez que provável.

A exceção é a Índia, ora parceiro, ora grande rival regional da China, onde os indianos se dividem: 45% acham provável a China passar os EUA, contra 44% que acham improvável.



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