As ocorrências de um fenômeno divulgado porquê “chicotada hidroclimática”, que culpa variações bruscas entre períodos de seca e umidade intensos, estão aumentando. Segundo um novo estudo, a frequência dos eventos do tipo teve aumento de 31% a 66% globalmente desde meados do século 20 nas medições feitas em períodos de três meses.
Nas medições anuais, o aumento registrado é de 8% a 31%, de concórdia com a pesquisa.
Segundo os cientistas, o fenômeno é potencializado pelas mudanças climáticas, trazendo ainda mais inundações repentinas e incêndios florestais, e pode estar por trás das chamas que devastaram áreas de Los Angeles neste mês de janeiro.
O item com o levantamento que mostra o prolongamento das ocorrências foi publicado por pesquisadores dos Estados Unidos e da Suíça na última quinta-feira (9) na revista Nature Reviews.
Los Angeles é a segunda maior cidade dos EUA e fica localizada no sul do estado da Califórnia. A região é conhecida pelo clima quente e sequioso. O período de maior umidade é registrado entre novembro e abril, mas as chuvas são, em universal, escassas.
Para os cientistas, a “chicotada climática” atuou na superfície da seguinte forma: os invernos de 2022-2023 e 2023-2024 trouxeram grande quantidade de chuvas (o inverno nos EUA ocorre de dezembro a março), com mais neve e inundações de vales. A maior umidade proporcionou repleção de grama e arbustos nos meses seguintes.
Em 2024, o verão (de junho e setembro) teve calor recorde, e o mês de janeiro, que é o período úmido na região, teve um início mais sequioso.
“Essa sequência de impacto climatológico na Califórnia aumentou o risco de incêndios em duplo: primeiro, ao erguer consideravelmente o prolongamento de grama e arbustos inflamáveis nos meses que antecedem a temporada de incêndios e, depois, ao secá-los a níveis excepcionalmente altos com a extrema secura e calor que se seguiram”, diz Daniel Swain, responsável principal do item e investigador climatológico da UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles), em expedido publicado pela instituição.
Os incêndios florestais, intensificados pelos fortes ventos Santa Ana, quentes e secos, destruíram áreas urbanas e já deixaram 24 mortos.
“As evidências mostram que a ‘chicotada hidroclimática’ já teve aumento devido ao aquecimento global, e o aquecimento suplementar provocará aumentos ainda maiores”, diz Swain.
Os pesquisadores estimam que a frequência do fenômeno deve crescer em 113% em períodos de três meses e 52% em períodos anuais caso as temperaturas globais subam 3°C supra dos níveis pré-industriais.
De concórdia com dados do observatório Copernicus, da União Europeia, 2024 foi o ano mais quente na história da humanidade, com temperatura média global 1,6°C supra dos níveis pré-industriais.
Segundo os autores do estudo, a capacidade da atmosfera de evolar, sugar e liberar chuva, citada no item porquê “esponja atmosférica em expansão”, cresce 7% para cada 1°C de aumento na temperatura média global, aumentando a volatilidade do clima.
“O planeta está aquecendo a um ritmo essencialmente linear, mas nos últimos cinco ou dez anos tem havido muita discussão sobre a aceleração dos impactos climáticos. Oriente aumento da ‘chicotada hidroclimática’, através da esponja atmosférica em expansão exponencial, oferece uma explicação potencialmente suasivo”, afirma Swain no expedido.
O investigador prevê que essas rápidas alterações no clima entre extremos podem atingir potencialmente todas as regiões da Terreno. Os cientistas destacam no item, porém, que os maiores aumentos do fenômeno devem ser vistos no setentrião da África, Oriente Médio, sul da Ásia, setentrião de Ásia e Europa e nas regiões do Pacífico Tropical e do Atlântico Tropical, que inclui o Brasil.
Para Swain, a abordagem para gerenciar eventos climáticos extremos deve mudar: grandes volumes de chuva devem ser administrados com zelo para o verosímil período de seca extrema que pode seguir —é o que o pesquisador labareda de “cogerenciamento”.
“Ele [o estudo] leva a conclusões mais holísticas sobre quais intervenções e soluções são mais adequadas, em confrontação com considerar o risco de seca e inundação de forma isolada”, conclui.