Como a Guerra da Ucrânia pode chegar ao fim em 2025 – 13/01/2025 – Mundo

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“Devo manifestar que a situação está mudando drasticamente”, declarou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em sua entrevista coletiva de término de ano em dezembro de 2024. “Há movimento em toda a risco de frente. Todos os dias.”

No leste da Ucrânia, a máquina de guerra de Moscou está se movimentando gradualmente, quilômetro a quilômetro, pelos amplos campos abertos de Donbass, envolvendo e dominando vilarejos e cidades.

Alguns civis estão fugindo antes que a guerra os alcance. Outros esperam até que os projéteis comecem a explodir ao seu volta antes de empacotar os pertences que podem carregar e embarcar em trens e ônibus para um sítio seguro mais a oeste.

A Rússia está ganhando terreno mais rapidamente do que em qualquer outro momento desde que lançou sua invasão em grande escala em fevereiro de 2022, apesar do impressionante histórico de ataques assimétricos muito divulgados de Kiev contra seu poderoso vizinho.

À medida que a invasão chega ao final de seu terceiro ano, com um dispêndio estimado de um milhão de pessoas mortas ou feridas, a Ucrânia parece estar perdendo.

Enquanto isso, na distante Washington, o imprevisível Donald Trump, que não é famoso por seu paixão pela Ucrânia ou por seu líder, está prestes a assumir o comando da Moradia Branca.

Parece um ponto de inflexão. Mas será que 2025 pode realmente ser o ano em que esse devastador conflito europeu finalmente chegará ao término e, se for o caso, porquê será o desfecho?

‘Falar de negociações é uma ilusão’

A promessa de Trump de encerrar o conflito dentro de 24 horas em seguida assumir o incumbência é uma ostentação tipicamente grandiosa, mas vem de um varão que claramente perdeu a paciência com a guerra e com o envolvimento dispendioso dos Estados Unidos.

“O número de jovens soldados mortos nos campos de todo o lugar é impressionante”, disse ele. “É uma loucura o que está acontecendo.”

Mas o novo governo dos EUA enfrenta desafios duplos, de concordância com Michael Kofman, membro sênior do Carnegie Endowment for International Peace. “Primeiro, eles herdarão uma guerra em uma trajetória muito negativa, sem um tempo enorme para estabilizar a situação”, disse ele em dezembro do ano pretérito. “Em segundo lugar, eles vão herdá-la sem uma teoria clara de sucesso.”

O presidente eleito deu algumas pistas em entrevistas recentes sobre porquê pretende abordar a guerra. Ele disse à revista Time que discordava veementemente da decisão do governo Biden, em novembro, de permitir que a Ucrânia disparasse mísseis de longo alcance fornecidos pelos EUA contra alvos dentro da Rússia. “Estamos unicamente aumentando essa guerra e piorando-a”, disse.

Em 8 de dezembro, ele foi questionado pela NBC News se a Ucrânia deveria se preparar para receber menos ajuda. “Possivelmente”, respondeu ele. “Provavelmente, com certeza.”

Mas para aqueles que temem, porquê muitos temem, que o novo líder dos EUA esteja propenso a se distanciar da Ucrânia, ele ofereceu dicas de tranquilidade. “Na minha opinião, não é verosímil chegar a um concordância se você desabitar”, disse ele.

A verdade é que: As intenções de Trump estão longe de ser claras. E, por enquanto, as autoridades ucranianas rejeitam qualquer conversa sobre pressão, ou a sugestão de que a chegada de Trump significa necessariamente que as negociações de silêncio são iminentes.

“Fala-se muito em negociações, mas isso é uma ilusão”, diz Mikhailo Podoliak, assessor do dirigente do gabinete do presidente Volodimir Zelenski. “Nenhum processo de negociação pode ocorrer porque a Rússia não foi obrigada a remunerar um preço superior o suficiente por essa guerra.”

O ‘treino de estratégia inteligente’ de Zelenski

Apesar de todas as dúvidas de Kiev sobre negociar enquanto as forças russas continuam seu progressão inexorável no leste, está simples que o presidente Zelenski está ansioso para se posicionar porquê o tipo de homem com quem Trump pode fazer negócios.

O líder ucraniano não demorou a parabenizar Trump por sua vitória eleitoral e não perdeu tempo em enviar altos funcionários para se reunir com a equipe do presidente eleito. Com a ajuda do presidente da França, Emmanuel Macron, Zelenski também conseguiu um encontro com Trump quando os dois visitaram Paris para a reabertura da catedral de Notre-Dame.

“O que estamos vendo agora é um treino de estratégia muito inteligente do presidente Zelenski”, disse seu ex-ministro das Relações Exteriores, Dmitro Kuleba, ao Recomendação de Relações Exteriores dos EUA em dezembro. O ucraniano, segundo ele, estava “sinalizando construtividade e prontidão para se envolver com o presidente Trump”.

Com poucos sinais óbvios de que o Kremlin esteja fazendo gestos semelhantes, o governo de Kiev está claramente tentando trespassar na frente. “Porquê Trump ainda não explicou completamente porquê vai fazer isso, os ucranianos estão tentando dar a ele algumas ideias que ele pode apresentar porquê suas”, diz Orisia Lutsevich, dirigente do Fórum da Ucrânia na Chatham House. “Eles sabem porquê trabalhar com esse ego”.

O Projecto de Vitória: possíveis jogos finais

Mesmo antes da eleição nos EUA, havia sinais de que Zelenski estava procurando maneiras de substanciar o apelo da Ucrânia porquê um porvir parceiro para um presidente eleito porquê Trump, que é instintivamente transacional e relutante em continuar a prometer uma segurança europeia mais ampla.

Porquê segmento de seu “Projecto de Vitória”, revelado em outubro do ano pretérito, Zelenski sugeriu que as tropas ucranianas, com experiência em guerra, poderiam substituir as forças dos EUA na Europa em seguida o término da guerra com a Rússia. Ou por outra, ele ofereceu a perspectiva de investimentos conjuntos para explorar os recursos naturais da Ucrânia, incluindo urânio, grafite e lítio. Esses recursos estratégicos, alertou Zelenski, “fortalecerão a Rússia ou a Ucrânia e o mundo democrático”.

Mas outros elementos do Projecto de Vitória do líder ucraniano —a adesão à Otan e seu apelo por um “pacote abrangente de dissuasão estratégica não nuclear”— parecem ter recebido uma resposta morna entre os aliados de Kiev.

A filiação à Otan, em privado, continua sendo um ponto de atrito, porquê tem sido desde muito antes da invasão em grande graduação da Rússia. Para Kiev, essa é a única maneira de prometer a sobrevivência futura do país, contra um inimigo russo voraz que pretende subjugar a Ucrânia.

Mas, apesar de ter proferido em julho pretérito que a Ucrânia estava em um “caminho irreversível para a plena integração euro-atlântica, incluindo a adesão à Otan”, a associação está dividida, com os EUA e a Alemanha ainda não favoráveis à emissão de um invitação.

O presidente Zelenski indicou que, se uma oferta de associação fosse estendida a todo o país, dentro das fronteiras internacionalmente reconhecidas da Ucrânia, ele estaria disposto a concordar que ela se aplicasse, inicialmente, unicamente ao território sob o controle de Kiev.

Isso, disse ele à Sky News em novembro pretérito, poderia fechar a “período quente” da guerra, permitindo que um processo diplomático abordasse a questão das fronteiras finais da Ucrânia. Mas, segundo ele, essa oferta ainda não foi feita.

A posição instável de Kiev

Se não for a Otan, logo o que será? Com a possibilidade de conversações de silêncio lideradas por Trump se aproximando e a Ucrânia perdendo terreno no campo de guerra, o debate internacional se concentra em substanciar a posição instável de Kiev. “É fundamental ter garantias fortes, legais e práticas”, disse Andri Iermak, dirigente do gabinete do presidente Zelenski, à emissora pública da Ucrânia em 12 de dezembro.

O pretérito recente da Ucrânia, segundo ele, deixou um legado amargo. “Infelizmente, com base em nossa experiência, todas as garantias que tínhamos antes não resultaram em segurança.”

Sem mecanismos concretos semelhantes ao tipo de concepção de resguardo coletiva incorporado pelo item 5º do tratado de instalação da Otan, os observadores temem que não haja zero que impeça outro ataque russo.

“Zelenski entende que não pode simplesmente fazer um cessar-fogo puro e simples”, diz Orisia Lutsevich. “Tem que ser um cessar-fogo mais. Seria suicídio para Zelenski simplesmente concordar um cessar-fogo e não ter nenhuma resposta sobre porquê proteger a Ucrânia.”

Nos fóruns de políticas europeias, os especialistas têm procurado maneiras pelas quais a Europa pode ajudar a assumir essa pesada responsabilidade.

As ideias incluem o envio de forças de silêncio para a Ucrânia (uma proposta apresentada pela primeira vez em fevereiro pretérito por Macron) ou o envolvimento da Força Expedicionária Conjunta liderada pelos britânicos, que reúne forças de oito países nórdicos e bálticos, além da Holanda.

Mas Kofman é cético. “Garantias de segurança que não têm os Estados Unidos envolvidos porquê um dos garantidores são porquê uma rosquinha com uma metade gigante faltando.”

Essa é uma opinião que ecoa em Kiev. “Que opção poderia ter? Não há alternativas hoje”, diz Podoliak.

Pedaços de papel, porquê o Memorando de Budapeste de 1994 (sobre as fronteiras pós-soviéticas da Ucrânia) ou os acordos de Minsk de 2014-15 (que buscaram rematar com a Guerra do Donbass) são inúteis, argumenta ele, sem a ameaço suplementar de dissuasão militar. “A Rússia precisa entender que, mal iniciar uma agressão, receberá um número significativo de ataques em resposta”, diz ele.

Grã-Bretanha, Biden e o papel do Oeste

Na exiguidade de um concordância sobre o porvir de longo prazo da Ucrânia, seus aliados estão fazendo o que podem para substanciar suas defesas.

Em dezembro, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse que tudo estava sendo analisado, inclusive o fornecimento de sistemas adicionais de resguardo aérea, em segmento para proteger a infraestrutura de vigor danificada do país de uma novidade vaga de ataques coordenados de mísseis e drones russos.

Porquê a Ucrânia continua enfrentando uma grave escassez de mão de obra, o secretário de Resguardo do Reino Unificado, John Healey, disse que o governo poderia estar disposto a enviar tropas britânicas à Ucrânia para ajudar no treinamento.

Por sua vez, o governo Biden parece determinado a entregar à Ucrânia o sumo de assistência militar aprovada pelo Congresso antes de deixar o incumbência, embora os relatórios sugiram que talvez não haja tempo para enviar tudo.

Em 21 de dezembro, foi noticiado que Trump continuaria a fornecer ajuda militar à Ucrânia, mas exigiria que os membros da Otan aumentassem drasticamente seus gastos com resguardo.

Os aliados de Kiev também continuaram a aumentar as sanções contra Moscou, na esperança de que a economia russa dos tempos de guerra, que se mostrou obstinadamente resistente, possa finalmente quebrar.

“Houve uma profunda frustração pelo vestuário de as sanções não terem simplesmente destruído a economia russa de forma irreparável”, disse uma natividade do Congresso dos EUA, sob requisito de anonimato.

Depois de várias rodadas de sanções (15 somente da União Europeia), os funcionários do governo ficaram cautelosos quanto à previsão de seu impacto bem-sucedido. Mas os indicadores recentes são cada vez mais alarmantes para o Kremlin.

Com taxas de juros de 23%, inflação supra de 9%, queda do rublo e expectativa de desaceleração drástica do prolongamento em 2025, as pressões sobre a economia russa raramente pareceram mais agudas.

Putin está se mostrando corajoso. “As sanções estão tendo um efeito”, disse ele durante sua entrevista coletiva de término de ano, “mas não são de relevância fundamental”.

Juntamente com as perdas surpreendentes da Rússia no campo de guerra —autoridades ocidentais estimam que Moscou está perdendo uma média de 1.500 homens, mortos e feridos, todos os dias— o dispêndio dessa guerra ainda pode levar Putin à mesa de negociações.

Mas quanto mais território a Ucrânia terá perdido —e quantas pessoas mais terão sido mortas— quando esse ponto for atingido?

Esta reportagem foi originalmente publicada aqui.



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