Pedágio urbano em NY testa capacidade de governo democrata – 08/01/2025 – Lúcia Guimarães

Mundo


No último domingo (5) registrei dois fatos que considerava altamente improváveis. Completei 40 anos da chegada a Nova York —com planos de permanecer por um ano. E a cidade passou a cobrar pedágio urbano de motoristas na extensão mediano de Manhattan.

Nas últimas quatro décadas, só pertenci brevemente à minoria de proprietários de automóveis nesta ilhéu, onde 74% dos moradores dependem do antiquado sistema de transporte público. No final dos anos 1980, aflita para fazer viagens curtas com crianças, comprei um Chevette com 135 milénio km rodados.

Durante os quatro anos seguintes, pedi a parentes e amigos para tomar o carruagem emprestado e me livrar do inferno de procurar estacionamento. Era tão penosa e absurda a rotina que, certa vez, a bordo de um ônibus que tinha parado num farol a mais de 10 quilômetros do meu prédio, minha filha pequena reagiu como se tivesse visto uma aparição e gritou: “Olha, mãe, uma vaga!”

Porquê é provável, se a maioria ia se beneficiar, apenas um terço dos nova-iorquinos terem bravo o pedágio urbano, no longo período que precedeu esta semana, marcado por demonstrações de pusilanimidade política e ações na Justiça?

Uma explicação mais mordaz, vinda de críticos da acelerada gentrificação da maior metrópole americana, seria o roupa de que Manhattan se assemelha cada vez mais a um imenso e afluente condomínio com portões invisíveis.

Outra explicação provável estaria na falta de imaginação de líderes políticos, que destacavam o pedágio principalmente uma vez que financiador de reparos na infraestrutura do metrô, e da prensa sítio, cuja cobertura é focada na senão a motoristas, não nos benefícios ambientais e de qualidade de vida em universal.

O pedágio chegou retardado e diluído pela governadora Kathy Hochul, que baixou o preço de US$ 15 para US$ 9 por dia, entre 9h e 21h, nas vias do perímetro inferior da rua 60, com exceção das duas avenidas marginais nos lados leste e oeste da ilhéu.

O prelúdios da cobrança foi marcado por temperaturas geladas, e é cedo para estimar o efeito sobre engarrafamentos e a qualidade de ar em Manhattan. Mas o roupa de que o pedágio entrou em vigor tem implicações além desta região metropolitana de 20 milhões de habitantes, na república cuja fundação foi inspirada, no século 18, na revolta contra os excessos de tributação da diadema britânica.

A pouco mais de uma semana da posse de Donald Trump, depois de uma eleição em que Novidade York registrou uma guinada à direita, o pedágio pode simbolizar a capacidade do Partido Democrata de implementar políticas cuja sensatez a maioria não bolsonarista da população do planeta não questiona mais.

O combate à mudança climática enfrenta mais desafios narrativos nos EUA do que em qualquer outra democracia próspera. Bilionários ligados à indústria de combustíveis fósseis implementaram décadas de estruturas negacionistas, financiando pesquisas fraudulentas e comprando políticos.

Notando que US$ 9 é uma fração do dispêndio imposto por motoristas ao resto dos nova-iorquinos, o vencedor do Nobel de Economia Paul Krugman comparou combater o pedágio a depositar o lixo no terreno de um vizinho por discordar do preço da coleta.

O carro não foi inventado pelos americanos, mas o começo da sua produção em massa, há 117 anos, alimentou a teoria do individualismo como aspiração democrática. Para o pedágio urbano ter sucesso, é preciso revisitar leste mito.


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