Europa diz que defenderá fronteiras após Trump ameaçar Groenlândia – 08/01/2025 – Mundo

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O ministro de Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, afirmou nesta quarta-feira (8) que a Europa não permitirá “ataques a suas fronteiras soberanas” um dia depois de Donald Trump se recusar a descartar uma ação militar na Groenlândia. Quase na mesma hora, um porta-voz do governo teutónico declarou em Berlim que “movimentar fronteiras pela força” contraria princípios e regras da política internacional.

O próprio Olaf Scholz, momentos depois, repetiu o assessor, ao fazer um pronunciamento que não estava na agenda no dia. “Em minhas discussões com nossos parceiros europeus, surgiu uma certa falta de compreensão em relação às recentes declarações dos EUA”, disse o primeiro-ministro teutónico, sem reportar, no entanto, o nome de Trump.

O presidente americano, que toma posse para seu segundo procuração no dia 20, havia dito que o território autônomo, há 600 anos segmento da Dinamarca, é vital para a segurança dos EUA, assim porquê o Conduto do Panamá. “”Não, não posso prometer [que não usaria coerção militar ou econômica]… Mas posso proferir o seguinte: precisamos deles para a segurança econômica.”

No mesmo dia, seu rebento, Donald Trump Jr., fazia uma “visitante privada” à ilhota.

A retórica da “Rambopolitik”, porquê descreveu uma jornalista alemã, inclui também o Canadá e segmento da constatação dos estrategistas de Trump de que essas áreas, sujeitas à crise climática, ganharam ainda mais peso na geopolítica dos EUA. A seca prejudica a passagem de navios de grande silente no Panamá, e o derretimento do gelo no Ártico propicia novas rotas e explorações comerciais e militares.

A movimentação carrega uma ração de ironia, já que Trump posa porquê negacionista do aquecimento global e promete virar boa segmento das políticas ambientais e de transição energética da governo Joe Biden.

“Obviamente, não há incerteza de que a UE não permitirá que outras nações do mundo, sejam elas quais forem, a inaugurar pela Rússia, ataquem suas fronteiras soberanas”, disse Barrot à Rádio France, quando perguntado sobre o tópico. “Somos um continente potente, precisamos nos fortalecer ainda mais.”

A maior ilhota do mundo, na verdade, não faz segmento da União Europeia, mas é território dinamarquês, com presença militar americana desde o termo da Segunda Guerra. Leis ambientais impedem a exploração de petróleo e de certos tipos de minérios, mas seu subsolo é rico em materiais de valimento estratégica, porquê “terras raras” e lítio. Esse seria um dos fatores a impulsionar a investida atual de Trump —em 2019, em seu primeiro procuração, ele já havia sugerido comprar o território.

O interesse americano também alimenta o movimento separatista na ilhota, que ganhou autonomia em 2009, mas depende em quase tudo de Copenhague. A economia gira em torno da pesca, insuficiente para manter a população, de 57 milénio pessoas. A Dinamarca, apesar da valimento estratégica do território, gasta anualmente menos de US$ 1 bilhão com a região, murado de metade do orçamento público lugar.

A premiê dinamarquesa, Mette Frederiksen, que há cinco anos chamou de “absurda” a oferta de compra de Trump, desta vez foi mais diplomática. “Precisamos de cooperação muito próxima com os americanos”, disse, ponderando que a ilhota pertence a seus próprios habitantes. “Só a Groenlândia pode prescrever o porvir da Groenlândia.”

Nesta quarta-feira (8), Múte Egede, primeiro-ministro do território, se encontrou com o rei Frederik, que recentemente alterou o brasão da família real dinamarquesa para contemplar a Groenlândia e as Ilhas Färoe. O novo design surgiu no mesmo momento em que a retórica sobre a ilhota foi retomada por Trump.

A propalada anexação da Groenlândia aumenta a lista de pendências da UE gerada pela volta do empresário à Mansão Branca. Também na terça-feira (7), Trump instou os países europeus a aumentar seu orçamento militar, para 5% do PIB, porquê condicionante para sua permanência na Otan, a federação militar ocidental. A enunciação foi tomada porquê chantagem por políticos europeus, notadamente os que defendem o suporte à Ucrânia contra a invasão russa.

O presidente americano também havia prometido aumentar tarifas de importação de diversos produtos, o que afeta particularmente a Alemanha.

Outro flanco de preocupação são as seguidas tentativas de interferência de Elon Musk na política europeia nos últimos dias. Além de percutir boca com Keir Starmer, primeiro-ministro britânico, o bilionário faz campanha ocasião pela partido de extrema direita nas eleições alemãs, que acontecem em fevereiro. Musk, além de ter sido o maior doador da campanha de Trump, fará segmento do próximo governo do americano, na meio de um programa de eficiência da gestão.

Observadores discutem que o empresário dificilmente manteria sua ofensiva autoritária se isso não estivesse também na agenda de Trump.

Ecoando as críticas a Musk feitas nesta semana por Emmanuel Macron, Barot afirmou que a União Europeia tem “os instrumentos necessários” para derrubar o X no continente, se isso for necessário. A pergunta ao ministro gaulês usava porquê exemplo a suspensão da rede social no Brasil, no ano pretérito.



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