Esporte de elite pode prejudicar fertilidade de atletas? – 05/01/2025 – Equilíbrio

Esporte


A medalhista de ouro olímpica Laura Kenny é a desportista feminina mais bem-sucedida da história do Reino Unido.

Ela é mãe de dois meninos, mas também teve um monstro instintivo e uma gravidez ectópica, e sempre se perguntou se o dispêndio físico do esporte de escol havia prejudicado sua fertilidade.

Laura tem 32 anos e dedicou seu corpo ao ciclismo por mais de uma dezena.

“Em todas as sessões de treinamento eu dei 100%, em todas as corridas eu dei 100%.”

“Eu levava isso ao limite: se eu não ficava doente depois de uma corrida, pensava: ‘será que eu me esforcei o suficiente?'”

Esse compromisso integral foi recompensado no velódromo. Duas medalhas de ouro nas Olimpíadas de Londres 2012 foram seguidas por mais duas na Rio 2016.

Ela se casou com Jason Kenny, outro fenômeno do ciclismo, no final daquele ano e o parelha teve seu primeiro bebê, Albie, em 2017. Ela logo garantiu outra medalha de ouro e prata nas Olimpíadas de Tóquio (realizadas em 2021).

Mas ela abortou em novembro de 2021 e cinco meses depois teve uma gravidez ectópica, na qual o embrião se implanta fora do útero, necessitando de cirurgia de emergência.

“Tudo foi um choque – deixei de estar muito em controle do meu corpo para estar muito fora de controle”, disse ela à BBC.

Laura nunca havia se preocupado com sua própria fertilidade antes. Conceber Albie foi simples e a gravidez correu muito.

Mas desde que ela falou publicamente sobre a perda de seu bebê, outras atletas disseram a ela que haviam pretérito pela mesma coisa.

A pergunta que fica é: o esporte de escol pode ter um impacto prejudicial na fertilidade de atletas mulheres?

“Será que meu corpo estava esgotado e reagiu dizendo: ‘não tem mais uma vez que fazer isso’?”, ela pergunta.

O monstro instintivo é geral. Tapume de uma em cada quatro gestações termina antes de 24 semanas e muitas ocorrem em um estágio muito precoce. A maioria dos casais nunca descobre o porquê.

Mas atletas de escol correm maior risco de ter qualquer tipo de problema de fertilidade?

Emma O’Donnell, fisiologista da Universidade de Loughborough, diz que o estilo de vida de uma desportista profissional exerce uma pressão dissemelhante sobre o seu corpo.

O treinamento de escol queima uma quantidade extraordinária de calorias e, uma vez que resultado, os corpos das atletas costumam ser magros e musculosos, contendo muito pouca gordura corporal.

Se elas não se alimentarem o suficiente para seguir a queima de calorias, problemas com os ciclos menstruais, uma vez que interrupção por meses ou até anos, são “muito comuns”, diz O’Donnell.

Quase dois terços das atletas mulheres têm menstruações interrompidas, principalmente em esportes de resistência. Percentuais altos também são registrados entre praticantes de escol de ginástica, balé e patinação artística. Já entre a população universal de mulheres, o percentual de menstruações interrompidas é de 2% a 5%.

A falta de mênstruo pode ser um sinal de que a ovulação (ou liberação do óvulo) não está acontecendo.

Porquê isso acontece no corpo?

“Não temos 100% de certeza”, diz O’Donnell, mas a teoria principal é que conceber um bebê é uma tarefa que consome tanta virilidade do corpo que o cérebro interrompe todo o processo de reprodução se encontrar que o corpo não possui virilidade suficiente.

Isso começa no hipotálamo, uma pequena estrutura no meio do cérebro que detecta o estado nutricional do corpo.

Logo aquém do hipotálamo está a fábrica de hormônios do corpo – a glândula pituitária.

Normalmente, a glândula libera hormônios que viajam até o útero e os ovários para controlar o ciclo menstrual mensal e a liberação de óvulo, o que torna a gravidez verosímil.

Mas se o hipotálamo não estiver feliz, esse processo é interrompido e a ovulação não acontece.

“Se você não está ovulando, não pode ter um bebê. Você não pode conceber porque não há nenhum óvulo sendo liberado”, diz O’Donnell.

O principal fator para isso parece ser o grande número de calorias queimadas durante os treinos físicos, o que pode fazer com que os atletas tenham dificuldade em consumir comida suficiente para indemnizar.

Esse fenômeno é divulgado uma vez que deficiência relativa de virilidade no esporte (RED-S) e foi reconhecido pela primeira vez pelo Comitê Olímpico Internacional em 2014.

Mas é provável que outros fatores também estejam envolvidos, diz a professora Geeta Nargund, consultora do hospital St George’s e diretora médica da entidade Create Fertility.

A gordura no corpo ajuda a produzir o hormônio sexual estrogênio.

“Se o esporte está afetando o nível de gordura corporal, é simples que há um efeito nos níveis de estrogênio”, diz ela.

O estresse psicológico —potencialmente causado pelas pressões do treino e da competição— também pode atrapalhar o ciclo menstrual.

“Nós vemos isso em mulheres com altos níveis de impaciência”, disse O’Donnell.

A interrupção da mênstruo e a liberação de óvulos são o impacto mais claramente reconhecido na fertilidade de uma desportista feminina, mas isso deve se resolver quando ela se aposenta do esporte, observa ela.

Gravidez ectópica e monstro instintivo

Para as atletas que conseguem engravidar, ainda há riscos. Depois que um óvulo é fertilizado, ele deve se implantar no revestimento do útero. No entanto, em uma gravidez ectópica, o óvulo se implanta em outro lugar, geralmente nas trompas de falópio que conectam os ovários ao útero.

Tapume de 11 milénio gestações por ano no Reino Unificado são ectópicas. Não está totalmente simples por que elas acontecem, embora a inflamação e o tecido cicatricial nas trompas de falópio possam aumentar o risco.

“Mas, neste caso, não vejo uma relação direta entre esportes e um aumento na incidência de gravidez ectópica”, diz Nargund, que tratou atletas com dificuldades de fertilidade.

No entanto, ela disse que pode possuir uma relação entre exercícios muito intensos nos primeiros três meses de gravidez e monstro instintivo – embora sejam necessárias muito mais pesquisas para se ter certeza.

Ela cita um grande estudo dinamarquês que acompanhou mais de 90 milénio mulheres e que sugere que quanto mais exercícios intensos as mulheres faziam, maior o risco. Isso acontece mormente com exercícios de peso e sobranceiro impacto.

“Se você estiver no nível de Laura Kenny, de atletas de escol, você está no topo”, diz Nargund.

Mas ela explicou que as descobertas do estudo precisam ser interpretadas “com cautela”, porque a forma uma vez que o estudo foi elaborado indica que podem possuir outras explicações que não foram consideradas.

Enquanto isso, um estudo muito pequeno com 34 atletas norueguesas não encontrou risco maior de problemas de fertilidade, incluindo monstro.

“Precisamos fazer muito mais pesquisas quando se trata de esportes, exercícios, estabilidade hormonal e reprodução”, diz Nargund.

Atletas congelando óvulos

Lauren Nicholls jogou netball de escol por dez anos e depois teve dois filhos, antes de se tornar treinadora do Loughborough Lightning, uma equipe britânica. Ela diz que as conversas que as jogadoras atuais têm sobre fertilidade são diferentes das que ela tinha com suas colegas de antigamente.

“Conheço algumas jogadoras um pouco mais velhas e elas congelaram óvulos e adiaram essas decisões sobre ter uma família”, diz ela. “Porque agora elas estão preocupadas com sua curso.”

Conciliar o sonho de ser uma desportista de escol com o de debutar uma família sempre foi um duelo complicado. Para as mulheres, os anos de pico de fertilidade coincidem com seu pico físico.

Atletas do sexo masculino também não estão imunes a problemas de fertilidade.

Queimar mais virilidade do que você consome pode afetar os níveis de testosterona, fomentar anormalidades no sêmen e até mesmo disfunção erétil.

Mas para Emma Pullen, pesquisadora de exercícios esportivos em Loughborough, a falta de respostas definitivas sobre o impacto do esporte de escol é emblemática de quão mal as atletas têm sido pesquisadas – desde a fertilidade até o risco de lesões.

Ela disse que a pesquisa com mulheres está correndo detrás da atenção dada pela ciência no esporte masculino.

“Estamos vendo as repercussões disso com a crescente profissionalização dos esportes femininos e com mais atletas do sexo feminino do que nunca”, diz Pullen.

No universal, Nargund argumenta que as atletas provavelmente enfrentam mais desafios de fertilidade do que outras mulheres.

“Parece possuir um problema de fertilidade devido ao efeito potencial [do esporte de elite] na ovulação, incluindo um risco potencialmente maior de monstro”, diz ela.

Mas uma resposta definitiva sobre exatamente quanto tirocínio de escol é demais não está clara. E isso é o suficiente para Dame Laura, por enquanto.

“Acho que a conversa em si é muito importante porque quero que as pessoas comecem a falar”, diz Laura. “Honestamente, eu adoraria se fosse muito mais ingénuo.”

No entanto, a relação entre exercícios e fertilidade afeta a todos nós, mesmo que estejamos muito longe da glória olímpica.

Porquê o tirocínio afeta a fertilidade em universal?

A maioria dos homens e mulheres se beneficia de se exercitar e perder excesso de peso antes de tentar engravidar – sabe-se que isso aumentar a fertilidade.

A atividade física regular reduz o estresse, melhora o sono e torna a mênstruo mais regular em pessoas com a quesito hormonal da síndrome dos ovários policísticos (SOP).

Mas atletas amadoras que treinam intensamente também podem findar esgotando sua virilidade, interrompendo a mênstruo ou a tornando irregular.

“Não exatamente na mesma medida, mas isso acontece”, diz O’Donnell.

Prometer que haja um estabilidade entre a ingestão e a produção de virilidade é “muito importante para os ciclos ovulatórios” e a chave para manter a função reprodutiva, acrescenta ela.

“[Atletas amadores] não estão cientes do indumento de quantas calorias eles realmente precisam ingerir para atender a essa demanda de virilidade.”

Leste texto foi publicado originalmente aqui.



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