Jogadoras do River Plate são encaminhadas a presídio em SP – 22/12/2024 – Esporte

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As quatro jogadoras do River Plate detidas em flagrante sob suspeita de injúria racial durante a partida contra o Grêmio, em São Paulo, foram encaminhadas à penitenciária da capital localizada no bairro do Carandiru, posteriormente a Justiça metamorfosear a prisão delas em preventiva neste sábado (21).

Candela Díaz, Camila Duarte, Juana Cangaro e Milagros Díaz agora aguardam o resultado de um pedido de habeas corpus guiado pela advogada Thais Sankari, que as representa, para que elas respondam em liberdade.

Procurada pela Folha, Sankari disse que não vai se manifestar a pedido do clube prateado.

As atletas foram presas posteriormente a partida entre River e Grêmio, pela última rodada da temporada de grupos do torneio Brasil Ladies Cup, que foi disputada no estádio do Canindé, na capital paulista. O jogo foi interrompido ainda no primeiro tempo, depois do empate da equipe gaúcha aos 38 minutos.

Nas imagens da transmissão de TV, é verosímil ver a meio-campista do time portenho Candela Díaz imitando um macaco em direção a um dos gandulas da partida. Na sequência, um grupo de jogadoras do River segmento para cima dele.

Instaura-se logo uma confusão generalizada com jogadoras dos dois times, comissões técnicas e seguranças do estádio. O jogo ficou paralisado por 30 minutos e as atletas do Grêmio deixaram o campo.

O confronto foi oferecido uma vez que encerrado depois que o perito Marcio Mattos dos Santos expulsou seis atletas da equipe argentina —as quatro que foram presas, a goleira Lara Esponda e a meia Julieta Romero, autora do primeiro gol da partida—, que ficou sem o número mínimo de atletas para continuar jogando. Com isso, o time gaúcho avançou à final, neste domingo, em que derrotou o Bahia nos pênaltis, por 2 a 1, posteriormente o jogo ter terminado em 1 a 1.

“Situações uma vez que essa não podem continuar acontecendo. Até quando a gente vai permanecer fingindo que não tem racismo, que não tem machismo?”, disse Thaissan Passos, técnica das Gurias Gremistas —uma vez que é divulgado o time feminino do Grêmio— em entrevista ao SporTV depois do incidente.

“Espero que no próximo momento a gente venha falar sobre futebol, sobre tática, sobre resultado. E não o que aconteceu hoje. É uma vergonha e isso acaba manchando a competição e a grandeza que é o desenvolvimento do futebol feminino e o momento que estamos vivendo”

Segundo o próprio relato de Thaissan e uma nota de repúdio veiculada pelo Grêmio na sexta-feira, as atletas também foram branco de insultos racistas ao defenderem o gandula. O clube lamentou o incidente e informou o registro de um boletim de ocorrência. “Faremos todo o verosímil para que o caso resulte em punição para as responsáveis”, diz trecho do texto.

Pelas redes sociais do time feminino, o River também se pronunciou, manifestando seu “mais integral repúdio diante dos gestos discriminatórios que ocorreram no encontro com o Grêmio pela Brasil Ladies Cup 2024”. Disse estar tomando as “devidas medidas disciplinares” e que seguirá trabalhando para expelir esse tipo de comportamento.

A equipe acabou expulsa da competição, o que acarreta em uma suspensão pelos próximos dois anos conforme regulamento.

“Reiteramos o saudação pelo River Plate-ARG, instituição que participou das edições de 2021 e 2024, mas cabe ressaltar que além do vista desportivo, a Ladies Cup valoriza também o viés educativo e social presente nas ações complementares ao evento. Não iremos nunca compactuar com leste tipo de incidente dentro do campeonato”, afirma a nota.

A organização informou ainda que implantou uma novidade diretriz ao regulamento que prevê o “o deportação sumário de qualquer clube ou seleção participante, cujos atletas e dirigentes executem gestos racistas no campo de jogo”.



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