Enquanto o presidente americano, Donald Trump, e o líder russo, Vladimir Putin, negociam um cessar-fogo parcial para a Guerra da Ucrânia, tendo Kiev uma vez que coadjuvante, os militares ucranianos não veem zero de novo no front.
Maksim Altair Holubok, dirigente do Estado-Maior da 13ª Brigada, a Khartia, mostra-se cético sobre as perspectivas de um conciliação de tranquilidade. “Não muda absolutamente zero no terreno. E é quase impossível. Imagine se fosse no seu país, um vizinho vem e diz: ‘Você precisa me dar quatro dos seus estados e furar mão de todas as suas armas.’ Porquê você reagiria?”, diz Holubok à Folha. “Qualquer cessar-fogo parcial é uma oportunidade para o inimigo resfolgar, se rearmar e voltar mais possante.”
A Brigada Khartia, que atua no setentrião da região de Kharkiv, perto da fronteira russa, enviou aos soldados um vídeo de um solene, recomendando que não perdessem o foco devido às negociações entre ucranianos e russos. “Há muitas notícias negativas”, afirma o militar no vídeo. “Não usem muito as redes sociais, vocês devem focar suas tarefas específicas; outro jeito de não se distrair é manobra físico.”
“Gostaria de estar otimista [com as negociações de paz]. Mas a veras está aí. Os [drones] FPVs e os KABs [bombas guiadas russas, de 300 quilos] estão voando”, declara o paramédico Andrii, da 68ª Brigada, cuja espaço de atuação é Pokrovsk, no leste do país.
Trump determinou suspensão de compartilhamento de perceptibilidade e envio de recursos para a espaço militar depois o bate-boca com Zelenski no Salão Oval da Mansão Branca, no término de fevereiro. A ajuda foi restabelecida depois o presidente ucraniano admitir um cessar-fogo parcial proposto pelo republicano —a Rússia fez uma série de exigências para aderir, e a situação ainda é incerta.
Os militares ucranianos não admitem, em público, quão difícil seria lutar sem a ajuda militar americana, caso os EUA voltassem a cortá-la. Mas a maior segmento da resguardo antiaérea, por exemplo, é fornecida pelos EUA, o que impede mísseis e drones russos de matarem dezenas de civis por dia em Kiev e em outras cidades maiores.
O Starlink, satélite de baixa órbita, é instrumento essencial. Há algumas alternativas, mas não funcionam tão muito no campo de guerra, afirmam os militares. No início de março, o bilionário Elon Musk, possessor da rede de satélites, afirmou no X, sua plataforma, que o Starlink era “a espinha dorsal do Tropa ucraniano” e que “toda a frente de guerra dos ucranianos entraria em colapso se ele desligasse [os aparelhos]”.
O arsenal de drones da Ucrânia, que compensa, em segmento, a inferioridade em tropas e forças aéreas, depende pesadamente do Starlink para localizar e vigiar alvos, reagir a ataques e fazer a logística.
A francesa Eutelsat está em negociações com a União Europeia para fornecer chegada suplementar à Ucrânia. A empresa controla a única outra operação de satélites de trajectória terrestre baixa de cobertura global, além da Starlink —com a diferença de que esta tem mais de 7.000 aparelhos, e os franceses muro de 630.
Para Andrii Zahorodniuk, ex-ministro da Resguardo da Ucrânia, haverá impactos de um namoro de ajuda militar americana, mas as forças ucranianas sobreviverão com ajuda europeia. “Há uma série de capacidades que são exclusivas dos Estados Unidos. Se cortarem completamente, será muito difícil. A Europa substituirá a maior segmento disso, mas não tudo”, diz.
Segundo ele, não é provável substituir toda a perceptibilidade, portanto haveria problemas com alguns dos sistemas de resguardo. Também haveria questões com a artilharia, porque grande segmento vem dos Estados Unidos, e não é provável substituir munições. “Mas continuar a lutar é uma situação melhor do que simplesmente assinar um conciliação nos termos russos.”
Para os soldados de infantaria, a primeira traço de resguardo contra o progresso da Rússia, a situação continua sátira. Ficam em buracos cavados por eles mesmos, chamados informalmente de tocas de raposa, que praticamente substituíram as trincheiras tradicionais. A função desses combatentes é não deixar os russos tomarem mais terreno.
Cada soldado deveria permanecer, no sumo, cinco dias no buraco, tão apertado que mal se consegue sentar-se ereto. “Mas não temos gente suficiente, e está muito difícil fazer rotação, por desculpa dos drones. Tem gente ficando até um mês”, conta Milka, comandante de um esquadrão de infantaria da 68ª Brigada, de Pokrovsk. Ele comanda 30 homens nesses esconderijos.
Milka recebeu a reportagem em uma morada a poucos quilômetros das posições da infantaria. A construção estava parcialmente destruída –havia sido atingida por estilhaços de uma explosivo planadora três dias antes. Ele conta que estava dormindo e acordou com a explosão.
“Em 2023, havia dois, três drones no front, durante algumas horas. Dava para transpor da posição, andejar, cavar”, diz Milka. “Agora, na maioria das posições, nem dá para transpor do buraco para fazer as necessidades. Os soldados precisam deixar a vergonha de lado e fazer em um saco plástico, na frente dos companheiros, em um espaço minúsculo.”
Dentro dos esconderijos, conta Milka, há ratos enormes, portanto os soldados precisam manter a comida totalmente vedada, para os animais não comerem.
Durante a noite, os drones Vampire fazem as entregas nas tocas de raposa: chuva, salsicha, músculos enlatada, pão, energético, cigarros, vapes, barras de proteína, lenços de papel, meias, cuecas e munição. “Pode faltar comida, mas não pode faltar cigarro e chuva”, diz Milka.
Os militares se comunicam por walkie-talkie. Levam power bank para recarregar o aparelho, um saco de dormir e, às vezes colchonetes de ioga. Não levam celular.
Nos esconderijos, mantêm armamentos uma vez que metralhadoras e lançadores de granadas. Segundo Milka, os russos atacam com bombas de fósforo branco, morteiros de 120 mm, lançadores de foguetes e drones.
Ele acha que seria importante possuir um cessar-fogo, mesmo parcial, mas não está otimista. “Minha filosofia é: se eu vejo um borsch [sopa típica ucraniana, à base de beterraba] na minha frente, eu uma vez que. Mas, se alguém me diz que vai ter borsch, eu duvido.”