Ekrem Imamoglu, prefeito de Istambul retido pelas autoridades turcas, afirmou nesta sexta-feira (28) que seu jurista também foi recluso. A detenção de Imamoglu, principal rival do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, tem causado uma série de protestos no país.
“Meu jurista, Mehmet Pehlivan, foi retido sob falsos pretextos”, escreveu Imamoglu na rede social X, sem detalhar a natureza das supostas acusações contra seu representante permitido.
Imamoglu, que pertence ao Partido Republicano do Povo (CHP), era indigitado uma vez que o maior contendedor de Erdogan nas próximas eleições presidenciais, em 2028. “Porquê se o golpe de Estado contra a democracia não fosse suficiente, não podem tolerar que as vítimas se defendam”, escreveu Imamoglu.
O Sindicato de Jornalistas da Turquia denunciou a detenção de duas repórteres que cobriam as manifestações na madrugada desta sexta.
Dez jornalistas foram detidos no início da semana, incluindo um fotógrafo da AFP, e liberados na quinta (27). No mesmo dia, um correspondente da BBC foi deportado do país posteriormente ser recluso na véspera em Istambul por deter os protestos.
As autoridades, que enfrentam uma vaga de protestos sem precedentes desde 2013, disseram na quinta que, desde a detenção do prefeito, em 19 de março, 1.879 pessoas foram presas.
Imamoglu —retido, interrogado, encarcerado e destituído do função devido a uma investigação por devassidão— nega as acusações contra ele e diz que são “imorais e sem fundamento”.