Robinho completa um ano preso com bom comportamento – 21/03/2025 – Esporte

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Robson de Souza, o Robinho, 41, completa nesta sexta-feira (21) o primeiro ano dos nove de sua sentença pelo violação de estupro coletivo, cometido na Itália, em 2013.

Ídolo do Santos e jogador da seleção brasileira nas Despensa do Mundo de 2006 e 2010, ele cumpre a pena no presídio de Tremembé, no interno de São Paulo, sabido por alojar criminosos famosos, seja por serem figuras públicas, seja pelo violação ter tido grande repercussão e, por isso, correrem risco em penitenciárias comuns.

Enquanto sua resguardo trabalha por recursos no STF (Superior Tribunal Federalista) e no STJ (Superior Tribunal de Justiça) com o objetivo de modificar a pena determinada pelos tribunais italianos, sob o argumento de que há diferença nas legislações dos dois países e que a dosimetria deveria ser adaptada ao que diz a lei penal brasileira, o ex-atleta aposta no bom comportamento e em cursos para reduzir seu tempo de prisão.

De tratado com a Polícia Penal do Estado de São Paulo, Robinho tem bom convívio com os outros detentos. Ele participa de atividades esportivas durante o banho de sol. O ex-atleta concluiu os dez módulos do Programa de Ensino para o Trabalho e Cidadania, que visa a capacitação em relação ao trabalho e a cidadania, além de fazer segmento do clube de leitura.

Com a reforma de sua sentença, além dos dispositivos previstos na Lei de Realização Penal sobre reduzir a remissão da pena fundamentado no comportamento dentro da prisão, o ex-atleta espera, ao menos, passar para o regime semiaberto em breve.

Um dos recursos apresentados por seus advogados junto ao STJ estava na taxa para ser julgado neste mês, mas foi retirado da agenda no último dia 13, conforme consta no sistema destapado do tribunal.

A resguardo do ex-jogador não atendeu ligações, nem respondeu mensagens para comentar se a mudança foi um pedido feito pelos defensores, liderados pelo legista José Eduardo Alckmin, com escritório principal em Brasília.

O ex-jogador sempre negou que tenha cometido o violação. Pouco antes de ser recluso, em março de 2024, ele chegou a publicar um vídeo em suas redes sociais no qual mostrava fotos e prints que, segundo ele, comprovariam sua inocência.

Além de seus representantes, Robinho tem recebido visitas regulares de seus familiares. A lista de quem já foi ao presídio para vê-lo não é divulgada pela SAP (Secretaria de Governo Penitenciária), mas já houve quem manifestasse publicamente seu libido de visitá-lo, uma vez que o ex-técnico Emerson Leão.

Técnico do Santos quando Robinho ajudou a equipe a invadir o Campeonato Brasiliano de 2002, Leão afirmou em fevereiro, ao site ge.com, que gosta muito do ex-jogador, tem diálogo com ele e espera exclusivamente por uma autorização do presídio para visitá-lo. Isso, porém, não deve ocorrer porque somente parentes de primeiro intensidade (pais, cônjuges e filhos) podem fazer visitas.

Mais velho dos três filhos do ex-atacante, Robinho Jr, 17, que recentemente assinou seu primeiro contrato profissional com o Santos, costuma visitar o pai uma vez por mês.

Porquê acontece aos fins de semana, o ex-atleta deverá receber visitas neste sábado (22), quando terá pela primeira vez um contato com alguém de fora depois a morte de Rudney Gomes, um de seus quatro amigos citados na pena que o levou o ex-jogador à prisão.

Rudney morreu na última terça-feira (18), aos 46 anos, no bairro de Gonzaga, em Santos. De tratado com informações prestadas pelo 7º Província Policial e pela CPJ (Meão de Polícia Judiciária) de Santos, o caso foi registrado uma vez que suicídio.

A morte foi confirmada ainda no lugar depois que a Polícia Militar foi acionada pela síndica do prédio onde ele morava. Os policiais chamaram uma médica para constatar o óbito.

Ainda de tratado com o registro, uma amiga de Rudney informou a polícia que ele estava com depressão.

Rudney era segurança privado de Robinho e foi um dos denunciados pelo Ministério Público da Itália por envolvimento no caso de estupro coletivo contra uma mulher albanesa, mas não foi sentenciado pelo violação.

Ele e outros três homens não foram julgados pela Justiça italiana porque deixaram o país durante as investigações e não foram notificados para a audiência prévio, que ocorreu em 31 de março de 2016.

Além de Robinho, Ricardo Falco também foi sentenciado pela Justiça Italiana. As condenações dos dois foram determinadas em terceira e última instância, ou seja, não cabem mais possibilidade de recurso.

Falco cumpre sua sentença na Penitenciária 1 de Guarulhos, na Grande São Paulo. A P1, uma vez que é chamada, foi escolhida por concentrar um perfil de presos semelhantes aos de Tremembé.

Lorena Machado, advogada de Falco, informou que o caso se seu cliente segue nos tribunais um curso semelhante ao de Robinho, tanto no STF uma vez que no STJ, mas que estão em estágios processuais distintos.



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