Milhares de pessoas foram às ruas neste sábado (5) em Seul para concordar o presidente destituído Yoon Suk Yeol, que sofreu um impeachment na manhã de sexta-feira (4), noite de quinta no horário de Brasília, quatro meses posteriormente o fracasso de um autogolpe que tentou amordaçar a oposição.
A decisão judicial abre caminho para novas eleições presidenciais, que devem ser realizadas em até 60 dias. Até lá, o governo será liderado pelo primeiro-ministro Han Duck-soo, que lida com a maior crise política em décadas no país e também foi níveo de impeachment, posteriormente anulado pela Justiça.
Os apoiadores do presidente destituído enfrentaram a chuva para realizar a sintoma.
“O processo de destituição não é válido” e “anulem as eleições antecipadas!”, gritavam.
Um dos manifestantes, Yang Joo-young, de 26 anos, disse que a decisão do tribunal “destruiu a democracia livre” do país.
“Falando porquê alguém entre 20 e 30 anos, estou profundamente preocupado com o porvir”, acrescentou.
A destituição definitiva de Yoon foi aprovada de forma unânime pelo Tribunal Constitucional. O político estava longínquo desde 14 de dezembro, quando o Parlamento votou para removê-lo do cargo, numa decisão agora chancelada pela Justiça.
O tribunal afirmou que as ações de Yoon representaram uma “grave ameaço” para a segurança do país.
O ex-presidente tem o suporte de líderes religiosos extremistas e youtubers de direita que, segundo especialistas, usaram a desinformação para tutorar Yoon.
O líder da oposição, Lee Jae-myung, desponta agora porquê predilecto para as próximas eleições e seu partido adotou uma postura mais conciliadora em relação à Coreia do Setentrião.
“Acredito sinceramente que a Coreia do Sul está acabada”, opinou outra seguidora de Yoon, Park Jong-hwan, de 59 anos.
“Parece que já fizemos a transição para um Estado socialista e comunista”, acrescentou.