Levantamento mostra visitas aos parques do Brasil – 02/04/2025 – É Logo Ali

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Enquanto o Brasil volta a solfejar “olha a tua rostro”, tema da romance das nove Vale Tudo, na voz eterna de Gal Costa, é o caso de perguntar se esse Brasil sabe mesmo que rostro tem para além das mazelas que devem ser escancaradas ao longo da trama renovada. E mais: se sabe o que seu Brasil tem de bom para mostrar ao mundo.

Pesquisa recentemente divulgada pelo Instituto Semeia, que trabalha para potencializar o desenvolvimento socioeconômico sustentável de unidades de conservação brasileiras, e que leva o sugestivo nome de Visitômetro, se propôs levantar um pouco do muito que nosso país tem para oferecer sob a forma de parques nacionais e estaduais. E a epílogo óbvia ao se olhar o estudo é: a maioria dos brasileiros desconhece o torrão que lhe coube no planeta além dos poucos quarteirões pelos quais circula no seu dia a dia.

A primeira informação que confirma essa tese é o traje de a unidade mais visitada ser o Parque Nacional da Tijuca —que, para a maioria de seus 4.464.257 visitantes de 2023, sequer é reconhecido porquê tal, fazendo secção da paisagem urbana instagramável do Rio de Janeiro, incluindo não unicamente a dimensão da floresta da Tijuca, mas o Corcovado, a Pedra Formosa e a Pedra da Gávea. Ele é seguido, de longe, pelo mundialmente famoso Iguaçu (PR), que recebeu 1.800.225 visitantes no mesmo ano para apreciarem as imponentes cataratas. Esses dois, mais o de Jericoacara (CE), com 1.487.283 visitantes, representaram 49% dos 15,9 milhões que somaram toda a visitação a parques nacionais e estaduais, segundo o estudo. Esses quase 16 milhões, a propósito, foram 160% mais que o totalidade que havia sido contabilizado em 2012.

Outro oferecido importante do levantamento é que 74% das visitas ocorreram em parques nacionais, e 26% em parques estaduais. E, das 308 unidades consultadas, 165 mantêm visitas monitoradas, mas 136 não oferecem esse serviço ou estão simplesmente fechadas a visitação. Sete deles sequer se deram ao trabalho de responder.

O bioma que teve mais registros de visitação aos parques foi a mata atlântica, com mais de 10,4 milhões, seguido da caatinga, com 2,5 milhões. Isso, segundo o estudo, “reflete não só o número de parques nesse bioma (153), mas também a concentração populacional nas regiões próximas, porquê o sudeste”.

“Hoje temos um patamar de quase 16 milhões de visitantes”, conta Renata Mendes, diretora executiva do Semeia, “mas a gente pode chegar a 56 milhões de forma sustentável e, com isso, gerar mais de um milhão de postos de trabalho e R$ 44 bilhões para nossa economia todos os anos”.

O grande repto revelado pelo estudo, segundo Mariana Haddad, gerente de políticas públicas do Semeia, é o traje de que “muitos parques têm uma carência enorme de infraestrutura, de dados, de monitoramento, e o grande objetivo agora é a gente estrear a olhar para esse tema do monitoramento, que parece muito fácil e principal, mas ainda é um repto nos parques brasileiros”. Para ela, o grande passo representado pelo levantamento é “estrear a colocar essa sementinha junto aos órgãos gestores e fabricar um hub para promover trocas entre eles de boas práticas, protocolos”.


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