Alemanha: Parlamento assume, e AfD quer protagonismo – 24/03/2025 – Mundo

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A partir desta terça-feira (25), 630 Figuras estarão em ação no Parlamento em Berlim. Assim são chamadas as cadeiras de estofado azul do plenário boche, protótipo fora de catálogo da marca suíça Vitra. A cor, “azul Bundestag”, foi patenteada pelo arquiteto inglês Norman Foster, responsável do projeto que requalificou o vetusto prédio do Reichstag, porquê tentativa de barrar um qualquer delírio estético horizonte.

À idade, nos anos 1990, o tom foi escolhido por passar longe das cores dos partidos tradicionais. Em uma ironia destes tempos, o padrão tão meticulosamente procurado parece agora mais próximo do azul evidente da AfD (Selecção para Alemanha), a legenda de extrema direita que assegurou a segunda maior bancada da Morada nas eleições de fevereiro: 152 Figuras estarão sob comando da {sigla}, maior patamar atingido pelo extremismo no pós-guerra.

Do outro lado da sala, 64 Figuras caberão ao partido A Esquerda, que experimentou um salto de 25 cadeiras, em outro sinal grandiloquente da debilidade das legendas de meio. A primeira sessão da 21ª legislatura alemã, inclusive, será ensejo por um esquerdista, Gregor Gysi, 77. É sempre o membro mais vetusto do Parlamento que abre a sessão constituinte.

Em entrevista à prensa alemã, o deputado, que chegou à Morada em 1990, antes das cadeiras azuis, descreveu-se porquê anormalidade e sugeriu que nenhum político fique mais de oito anos na função. “A maioria perde o contato com os cidadãos e começa a crer que a veras é o que acontece no Bundestag.”

A autocrítica, ou pelo menos o exposição sobre ela, é um dos exercícios preferidos da política alemã no momento. A principal tentativa é diagnosticar a subida da AfD. Friedrich Merz, vencedor da eleição com a federação conservadora CDU/CSU e avante de 208 Figuras, antes mesmo das eleições apontava para questões divisivas como imigração e transição energética. “Precisamos mostrar que estamos atentos aos verdadeiros problemas.”

Merz negocia uma coalizão com o SPD, do atual premiê, Olaf Scholz. Juntos, os partidos alcançam a maioria do Parlamento, mas não uma maioria constitucional, de dois terços. AfD e A Esquerda, por sua vez, têm juntas a minoria de bloqueio para alterações na Lei Básica.

Não por outra razão Merz se arriscou a sancionar o maior pacote de estímulo da Alemanha desde a reunificação ainda no Parlamento vetusto, na semana passada, quando a feitio parlamentar era mais confortável.

Esse meio mais restringido ocorre em um Bundestag também menor. Uma reforma política tirou 103 deputados da Morada, e os funcionários da instituição tiveram somente uma semana para montar a novidade feitio. Uma vez que em boa secção dos Parlamentos europeus, o boche segue a lógica de repartir espacialmente seus deputados pelo inclinação ideológica, porquê fatias de um bolo, facilitando a identificação dos representantes pelos cidadãos.

Também nesta terça-feira os principais cargos da Morada estarão em disputa. Merz já indicou e deve escolher porquê presidente do Bundestag a tesoureira da CDU e ex-ministra Julia Klöckner. Sua disposição de conversar com todos os grupos políticos, inclusive com a AfD, gerou uma sátira pública dos Verdes. Para o partido ambientalista, ela deveria ter mantido o isolamento da {sigla} populista.

Um útil desencontro de agendas poupou maiores constrangimentos à aliada de Merz, mas colisões com o chamado Brandmauer, a intervalo que o campo democrático mantém da legenda de extrema direita, devem se tornar ainda mais frequentes.

A AfD deve indicar pela 27ª vez um nome para o missão de vice-presidente do Bundestag. Todos os partidos podem fazer indicações, mas é preciso elegê-los no plenário. Zero indica que o partido de Alice Weidel terá sucesso desta vez. A líder populista quer usar o peso de sua novidade bancada para buscar maior protagonismo nos trabalhos da Morada e em comissões.

Porém terá que lastrar o argumento democrático, de que o tamanho da AfD representa a vontade dos eleitores, com a presença de personagens conhecidos por exposição de ódio e manifestações neonazistas. Antes suspensos pelo partido, Maximilian Krah e Matthias Helferich foram reabilitados em seguida a eleição e estarão entre as novas Figuras da AfD.



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