EUA ficam para trás enquanto China avança sobre o Ártico – 21/03/2025 – Igor Patrick

Mundo


“Apoiamos fortemente o seu recta de instaurar o próprio porvir e, se escolherem, daremos as boas-vindas aos Estados Unidos da América. Mas [se não], vamos tomar a Groenlândia de um jeito ou de outro“.

Foi mal Donald Trump tratou uma das suas maiores prioridades de política externa em um oração ao Congresso neste mês. Sandice ou “zero fora do roteiro” para oriente novo normal na Mansão Branca, diriam alguns. Mas a fala carrega implicações geopolíticas significativas, talvez ignoradas pelo proporção de excentricidade em tudo que muro o novo líder americano.

A Groenlândia é um sintoma de uma anseio americana maior: o controle do Ártico. Com posição estratégica entre a América do Setentrião e a Europa, abriga a base aérea de Thule, pilar da resguardo americana na região e já fez segmento dos sonhos expansionistas do republicano desde seu primeiro procuração, quando abordou a Dinamarca com uma proposta de compra.

Se a Groenlândia se tornasse de vestimenta um estado americano, o controle do território ampliaria a presença militar dos EUA, limitaria a influência de rivais uma vez que China e Rússia e garantiria chegada às significativas reservas de minerais críticos, uma vez que terras-raras, essenciais para tecnologias verdes e sistemas de resguardo.

Preocupados com a subordinação da China em insumos estratégicos, os EUA há muito veem a exploração dessas reservas uma vez que uma oportunidade para variar suas cadeias de suprimentos e fortalecer a segurança econômica. O crescente interesse também se justifica pela possibilidade de chegada a petróleo e gás natural, à medida que as mudanças climáticas fazem o gelo recuar e novas áreas de exploração se tornam viáveis.

Mas a questão médio cá é que zero parece coeso o suficiente para ser levado a sério. A despeito da sanha extrativista de Trump, a preocupação pelo Ártico também vem acompanhada de um paulatino desmantelamento das estruturas governamentais que cuidam de temas assim.

No término da semana passada, por exemplo, foi a vez de tesourar a Percentagem de Pesquisa do Ártico dos EUA e a Iniciativa Polar do think tank Wilson Center, dois dos principais centros dedicados à estudo estratégica da região. O desmonte terá implicações claras, principalmente no que tange à cooperação com aliados tradicionais nesta seara uma vez que Canadá e Noruega, abrindo espaço para que instituições nestes países busquem parcerias não nas Américas, mas na Ásia.

Enquanto os americanos recuam, a China avança. Formalizada em sua Política para o Ártico de 2018, Pequim procura solidar presença na região por meio de pesquisa científica, exploração de recursos naturais e investimentos em infraestrutura.

Autodenominada “Estado Próximo ao Ártico”, a China vê a região uma vez que estratégica para sua Rota da Seda Polar e tem reforçado parcerias com a Rússia em projetos energéticos uma vez que o Yamal LNG, além de financiar tentativas de investimentos na mineração de terras raras na Groenlândia.

Sem uma presença científica robusta, os EUA estão perdendo capacidade de monitoramento ambiental e enfrentam um crescente déficit de conhecimento e estrutura em relação às mudanças climáticas no Ártico. É uma política errática, demasiadamente centrada na militarização e desprovida de uma visão de longo prazo, que coloca Washington em desvantagem estratégica enquanto Pequim consolida seu papel uma vez que uma potência emergente também por oriente pequeno pedaço gelado do planeta Terreno.


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