A deputada federalista Érika Hilton (Psol-SP) e o Ministério do Esporte reagiram às declarações do presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, criticadas como racistas.
Nesta terça-feira (18), ele disse que uma edição da Despensa Libertadores sem clubes do Brasil seria como “o Tarzan sem a Chita”.
Hilton afirmou que denunciou Domínguez ao Itamaraty para que ele seja considerado “persona non grata” no país.
“Em meio a um debate sobre racismo no futebol, ele comparou brasileiros com macacos”, disse a deputada.
Ela se refere à repercussão do recente caso de racismo envolvendo o jogador Luighi, do Palmeiras, que foi atacado por torcedores do paraguaio Cerro Porteño em jogo da Libertadores sub-20.
“É sem razão que essas palavras tenham saído da boca de quem deveria justamente prezar pelo mais tá nível nas competições esportivas, dentro e fora de campo”, completou Hilton.
Já o Ministério do Esporte publicou uma nota de repúdio contra as declarações de Domínguez.
“As declarações ocorrem em contexto em que as autoridades da Conmebol têm reiteradamente falhado em adotar providências efetivas para prevenir e evitar a repetição de atos de racismo em partidas por ela organizadas, incluindo medidas para combater a impunidade e promover a responsabilização dos responsáveis”, afirmou a pasta.
O senador Carlos Portinho (PL-RJ) apresentou um requerimento para que a Morada faça um voto de repúdio contra Domínguez e a confederação. Ele recebeu base em sua iniciativa de nomes porquê o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP).
Portinho justificou seu pedido pela “postura complacente e incabível da entidade diante de reiterados atos de racismo no futebol sul-americano”, afirmou. E classificou as declarações do presidente da entidade porquê “ofensivas, desrespeitosas e inapropriadas”.