Foi dada a largada para mais uma temporada da F1, com muitas caras novas, incluindo uma rostro brasileira, Gabriel Bortoleto, que não terminou a prova incipiente, na Austrália.
Em um esforço de reportagem, levante humilde escrivão conseguiu permanecer acordado para testemunhar ao GP na Band. E fiquei surpreso ao notar que a narração seria, e foi, de Sérgio Maurício.
Possessor de bordões porquê “tá ligado” e “no pertinácia”, Maurício se ligou no Twitter há poucas semanas para expor que a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), trans e negra, era uma “fake news humana“.
Chegou a expor que sua conta foi hackeada antes de permitir que foi o responsável da frase. Porquê diria uma amiguinha, “liberdade de frase não é uma licença para ser estúpido”. Depois, contrito pelos problemas causados, pediu desculpa para a parlamentar, seus eleitores “e a quem mais tenha se ofendido”. Essa segmento é sempre importante. Se desculpar a quem tenha se ofendido.
A Band tirou a rostro de Sérgio Maurício das postagens de transmissões e, obviamente, tomou a única atitude sensata ao distanciar o profissional.
Fiquei pensando na enorme coincidência do retraimento quase na mesma idade em que a emissora contratou Galvão Bueno para ter um programa semanal. Seria uma conspiração do universo para a volta de GB aos motores? Não.
Sem Galvão, a emissora voltou a ter Sérgio Maurício, perdoado pelo dono Johnny Saad, senhor que provavelmente não liga para “quem mais tenha se ofendido”.
Faltou (muito) pertinácia à Band e a todos os envolvidos.
Com pista meio molhada, meio seca, meio molhada, meio seca, a corrida em si conseguiu ser ao mesmo tempo boa, ter várias disputas e o resultado mais previsível de todos: vitória de Lando Norris.
O ano de 2025 começa porquê terminou 2024, com Norris e a McLaren laranja-papaya superiores. Vice na prova, o tetracampeão Max Verstappen pouco ameaçou.
Já Oscar Piastri, companheiro de Norris, sofreu a maldição dos australianos correndo em lar. Estava em segundo quando rodou —por culpa da pista molhada— e caiu para o final do pelotão. Terminou em um honroso nono lugar.
Vi a corrida logo depois de maratonar a sétima temporada da série “Guiar para Viver”, da Netflix, que retrata o que aconteceu no ano pretérito.
É curioso ver a turminha de 2024 e pensar que a próxima temporada terá uma grande repaginada, enxurrada de figurinhas novas, porquê Bortoleto; ou Kimi Antonelli (Mercedes), que já deu as caras em um incidente, com carinha de quem vai ser o protagonista teen do próximo “Varão-Aranha”.
E porquê brasileiros não sabem entrar para recrear, já imagino que a próxima temporada, com Bortoleto, baterá recordes de audiência —vide o que aconteceu recentemente com João Fonseca ou Fernanda Torres. É bom a Netflix preparar um incidente só para o jovem, fica a dica.
Curiosamente, essa última temporada do streaming pinta Norris porquê um sujeito referto de inseguranças no circo da F1 e que gosta de curtir a vida —exatamente o contrário do que acontece com nove entre dez pilotos arrogantes. Arrogância faz segmento da profissão.
A temporada, porquê as últimas, também não conta com depoimentos de Lewis Hamilton ou Verstappen, nosso malvado predilecto, que já disse que a série é uma obra de ficção, que distorce a verdade.
Ficção ou documental, a série pode sim ser apontada porquê um dos fatores para o aumento do público da categoria nos últimos anos.
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