O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer dar foco peculiar à Ásia e à agenda do clima em suas viagens internacionais de 2025.
Os detalhes do roteiro de Lula para nascente ano ainda estão sendo definidos, mas os primeiros destinos confirmados e os em negociação indicam que o petista procura fortalecer o relacionamento mercantil do Brasil com grandes mercados asiáticos, para além da China.
Isso não quer manifestar que ele pretende reduzir o nível das relações com Pequim, com quem o Brasil registrou um superávit de US$ 30,8 bilhões em 2024 —está no radar, inclusive, uma provável viagem à capital chinesa ainda no primeiro semestre. Mas a diplomacia brasileira procura discutir, com o roteiro, que o governo está trabalhando para aumentar a presença mercantil brasileira em outros países importantes da região.
Em outra frente, o presidente quer aproveitar a cúpula global do clima (COP30). que ocorrerá em Belém em novembro, para pressionar outros países a apresentarem suas metas de redução de emissões, as chamadas NDCs.
Lula realiza uma viagem solene a Tóquio de 24 a 27 de março. Em seguida, emenda uma visitante a Hanói, no Vietnã, até o dia 29. A visitante de Estado ao Japão será a de intensidade mais cimo dentro da jerarquia da diplomacia nipônica, e uma recepção desse escalão não ocorria desde 2019, quando o país recebeu Donald Trump, portanto em seu primeiro procuração.
No caso do Japão, um dos principais pleitos é tentar furar o mercado sítio para a músculos brasileira.
Um interlocutor no governo Lula ouvido pela Folha disse esperar avanços nesse tema, mas adiantou que um pregão solene de preâmbulo será difícil de ocorrer.
No caso do Vietnã, o objetivo é fazer um gesto a uma das mais dinâmicas economias asiáticas, com quem o Brasil tem um crescente fluxo de negócio —cresceu 14% no ano pretérito, para US$ 7,7 bilhões.
Em Hanói, Lula deve ainda fazer um apelo às autoridades vietnamitas para que o país apresente sua novidade NDC. Até o momento, poucos países atualizaram suas metas, e conseguir um comprometimento do maior número de governos provável até a COP30 é visto uma vez que fundamental para o triunfo da cúpula.
É também com esse objetivo, de pressionar pela apresentação das novas metas, que Lula e o secretário-geral da ONU, António Guterres, convocaram para abril uma reunião virtual com diversos líderes internacionais. Ainda na esfera do meio ambiente, Lula trabalha para participar, em junho, de uma conferência da ONU sobre oceanos, em Nice (França).
Entre abril e maio, Lula ainda tenta encaixar uma visitante ao Chile para uma reunião sobre democracia e combate a extremismos.
Trata-se do seguimento de um primeiro encontro realizado em Novidade York, no ano pretérito. A confirmação dessa viagem, no entanto, depende da coincidência de agendas de Lula, do presidente chileno, Gabriel Boric, e do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez.
Em maio, Lula planeja uma viagem à Rússia para participar, a invitação de Vladimir Putin, das tradicionais celebrações da vitória soviética sobre a Alemanha nazista na 2ª Guerra Mundial.
A diplomacia brasileira trabalha com a hipótese de, no mesmo deslocamento, Lula realizar uma visitante solene a Pequim, para participar de uma cúpula da China com os países da Celac (Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos).
O principal evento internacional de junho deve ser a cúpula do G7 no Canadá. A presença de Lula, no entanto, depende de um invitação dos canadenses, um pouco que só deve ser definido posteriormente as eleições naquele país.
O petista foi chamado para as últimas duas cúpulas do G7, no Japão e na Itália. Caso o invitação se confirme, ele pode interagir pela primeira vez com Trump —embora, ao menos por ora, seja difícil imaginar uma reunião bilateral entre eles.
No início de julho, Lula receberá no Rio de Janeiro os governantes do Brics para a cúpula do grupo.
No mês seguinte, pode ir à Colômbia para um encontro da OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica), novamente com a meta de fortalecer a posição da presidência brasileira da COP30.
Com o mesmo objetivo, Lula tenta organizar uma reunião com países insulares às margens da Reunião-Universal da ONU, em setembro, em Novidade York.
Antes de recepcionar os líderes na COP30, o presidente trabalha para fazer uma novidade irrupção pelo Sudeste Asiático e investir no relacionamento com os emergentes da região. A perspectiva é que ele seja convidado para um encontro de líderes da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático) na Malásia e aproveite a ocasião para viajar à Indonésia (país recentemente incorporado ao Brics).
O calendário internacional de Lula para nascente ano deve ser concluído com uma viagem à África do Sul, no termo de novembro, para a cúpula do G20. Em dezembro, Lula deve ser o anfitrião de uma cúpula do Mercosul, que ocorrerá no Brasil.