Forças da Ucrânia recuam para fugir de cerco na Rússia – 12/03/2025 – Mundo

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As Forças Armadas da Ucrânia anunciaram nesta quarta-feira (12) o recuo de suas unidades operando em Kursk, região do sul da Rússia que invadiram de forma surpreendente em agosto passado. A medida vem em meio a uma grande operação de Moscou para retomar a região.

As forças estão cercadas, anunciou também nesta quarta o encarregado do Estado-Maior das Forças Armadas russas, general Valeri Gerasimov. “É uma ruína sistemática”, afirmou ao lado do presidente Vladimir Putin, que visitou a dimensão pela primeira vez desde a invasão.

“As unidades de forças de resguardo manobram para posições mais favoráveis, se necessário”, disse no Facebook o comandante Oleksandr Sirskii. Ele tentou negar estar abandonando os combates, e sim querendo proteger seus soldados. “As operações vão continuar enquanto for tempestivo e necessário”, disse, afirmando que os combates estão se dando “rumo à fronteira” —uma outra forma de falar em retirada.

As evidências acumuladas nas últimas semanas evidenciam o problema de Kiev. As forças de Putin começaram um movimento em pinça no termo de semana posteriormente reduzir a presença ucraniana a um saliente de 400 km2, em verificação aos murado de 1.300 km2 tomados inicialmente.

Segundo a Resguardo russa, só da segunda (10) para a terça (11), mais 100 km2 foram retomados. Sites de monitoramento independentes, uma vez que o do americano Instituto para Estudos da Guerra e o referencial ucraniano Deep State, corroboram a versão.

Imagens em redes sociais mostravam a rendição em volume de soldados ucranianos, e soldados russos com a bandeira do país na praça central de Sudja, a principal cidade tomada por Kiev em sua operação. Sirskii disse, porém, que combates prosseguem “dentro e fora” da localidade.

“No tempo mais rapidamente provável vamos derrotar o inimigo entrincheirado e ainda conduzindo ações defensivas cá”, afirmou Putin durante visitante a um meio de controle perto de Kursk, a capital provincial homônima. Ele vestia uniforme camuflado, um tanto vasqueiro e simbólico no momento em que é pressionado por Donald Trump a admitir um cessar-fogo com a Ucrânia.

A debacle em curso é um revés político para o governo de Volodimir Zelenski em um momento menos desfavorável politicamente para Kiev, com a ratificação da trégua de 30 dias proposta por Trump colocando Putin na berlinda —o russo até cá vinha sendo favorecido nas negociações com os Estados Unidos.

Zelenski colocou muitas fichas na operação em Kursk, visando ter secção da região na mão na hora de sentar-se à mesa para discutir a silêncio. Algumas de suas melhores unidades e equipamentos foram empregados na ação, que serviu mais para humilhar Putin do que para modificar o rumo da guerra.

O ucraniano colocou em uso, por exemplo, poderosos tanques americanos Abrams, dos quais só recebeu 31 unidades dos EUA —19 já foram perdidos, inclusive um que foi tomado e exibido em vídeo nesta semana em Kursk.

O esperado ramal de recursos militares russos do leste da Ucrânia para lá não ocorreu, e até tropas da Coreia do Setentrião parecem ter sido empregadas como contingência. Ao contrário, Putin só fez seguir nas áreas já dominadas da Ucrânia, país que invadiu em 2022 e onde controla murado de 20% do território.

Em verificação, o domínio de Zelenski nunca passou de 0,007% da vasta dimensão da Rússia. Se de vestimenta perder essa missiva e Putin admitir a trégua para discutir o formato de uma negociação de silêncio, o que é incerto, o ucraniano começa o jogo com uma peça importante a menos.

Há estimados 10 milénio ucranianos ainda em Kursk, operando cercados. Apesar da retórica russa, não há certeza sobre a eficiência do cerco, no sentido de ser o que os militares chamam de “caldeirão fechado” por todos os lados.

Analisando imagens divulgadas pela escritório RIA Novosti que mostravam uma situação calma em Sudja, o influente meio militar russo no Telegram Fighterbomber questionou: “Alguém está mentindo”.

Aos prisioneiros em Kursk, integrantes da primeira invasão da Rússia desde a Segunda Guerra Mundial, o orientação não parece bom. Putin disse que eles serão “tratados uma vez que terroristas”, não uma vez que combatentes a quem a Convenção de Genebra garante proteções.



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