A semifinal do Campeonato Paulista entre Palmeiras e São Paulo, nesta segunda-feira (10), foi marcada por ações de combate ao racismo por secção dos dois clubes. As medidas vêm depois de Luighi Santos, 18, jogador das categorias de base do alviverde, ter sido fim de ataques racistas de um torcedor paraguaio durante partida contra o Cerro Porteño na Despensa Libertadores sub-20, na quinta-feira (6).
O caso ganhou repercussão com a reação de Luighi em entrevista posteriormente o jogo, e se soma a outros que envolveram atletas uma vez que Vinicius Junior, Neymar e Aranha. O relatório anual do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, divulgado no ano passado, contabilizou 136 casos de racismo, nem todos com pena, no Brasil em 2023. Um aumento de 38,8% em relação à temporada anterior.
A repercussão do caso de Luighi reacendeu ainda o debate sobre punições. As sanções ao Cerro Porteño se resumiram à categoria de base do time paraguaio, que já foi eliminado da Libertadores Sub-20, e uma multa. O Palmeiras e a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) consideraram insuficientes as medidas tomadas pela Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol).
O Moca da Manhã desta terça-feira (11) discute por que o futebol tem dificuldades para punir o racismo de forma eficiente. O diretor executivo do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, Marcelo Roble, trata da repetição de ataques racistas nos estádios, discute as respostas institucionais a eles e analisa uma vez que o cenário impacta jogadores negros dentro e fora de campo.
O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É provável ouvir o incidente clicando supra. Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente.
O Moca da Manhã é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no início do dia. O incidente é apresentado pelos jornalistas Gabriela Mayer e Gustavo Simon, com produção de Gustavo Luiz, Lucas Monteiro, Maurício Meireles e Raphael Concli. A edição de som é de Thomé Granemann.