Cinco anos depois prisão de Ronaldinho Gaúcho junto ao irmão por possuir passaportes falsos no Paraguai, aquela que é a peça-chave do caso segue foragida. Apontada porquê quem viabilizou os documentos à dupla, Dalia López nunca se apresentou à Justiça e, ao que tudo indica, segue driblando autoridades locais desde portanto.
López teve ordem de prisão emitida em 7 de março de 2020, um dia depois Ronaldinho ser recluso. Duas semanas depois, diante de sua recusa de se entregar, uma ordem de tomada internacional foi emitida —e tem sido renovada desde portanto. Há exclusivamente quatro meses o pedido foi feito novamente à Interpol por um juiz de Assunção.
A empresária que se dizia “em procura da vacina contra a pobreza” e tinha conhecidos laços com o poder público foi acusada de associação criminosa e produção de documentos falsos.
Ela é desde portanto considerada a responsável intelectual pelo caso, a peça que falta para entender qual foi o real objetivo dos passaportes falsos feitos e entregues para Ronaldinho.
Desde a quadra, o ex-jogador diz ser inocente e que estava no país com contratos firmados por seu irmão para a inauguração de um cassino online e o lançamento de um livro, “Craque da Vida”.
O Ministério Público Federalista trabalha desde portanto com a hipótese de que López pretendia utilizar os documentos paraguaios falsos para lavar grandes somas de quantia obtidas em atividades ligadas ao contrabando e, possivelmente, ao narcotráfico.
A Polícia Pátrio paraguaia nunca a encontrou, ainda que cidadãos já tenham, mais de uma vez, afirmado tê-la visto em zonas públicas de Assunção. Uma caminhonete sua também foi encontrada há menos de dois anos na capital do país, e ao menos uma testemunha disse que ela, acompanhada de dois seguranças, havia saído do sege. Zero mudou no caso, mas a Justiça afirmou na ocasião que passou a investigar quem estaria dando pedestal para López seguir foragida.
A reportagem não conseguiu contato com a resguardo dela.
Uma confissão de López preencheria um quadro que há cinco anos tem muitas lacunas em branco. Ronaldinho e seu irmão, Roberto de Assis, ficaram quase seis meses presos, mas foram liberados depois pagarem multas que somadas e em valores corrigidos equivaleriam a R$ 1,4 milhão. Eles já não devem zero à Justiça paraguaia. Já Dalia López…
A empresária aparentava ter alguma relação com o governo do ex-presidente Mario Abdo Benítez (2018-2023) e já apareceu em fotos com ele. Chegou a participar de eventos presidenciais. Os lucros de suas oito empresas registradas em categorias porquê a de exportação não são conhecidos, mas em 2019 elas eram investigadas por lavagem de quantia e evasão fiscal. Outrossim, López era uma benfeitora.
Em uma pomposa entrevista que concedeu à unidade argentina da revista Caras, foi descrita assim: “Sua filosofia procura o estabilidade entre a ganância e o místico; na sua terreno, o Paraguai, desfruta tanto dos negócios porquê de ajudar ao próximo”. O texto foi publicado três semanas antes da chegada de Ronaldinho a Assunção.
López dizia ter muitos amigos brasileiros e que o ex-jogador supostamente iria ao país para participar de eventos de seus projetos de filantropia. Ela chegou a gerar unidades móveis de postos de atendimento de saúde para atender mulheres, crianças, idosos e indígenas guaranis. “Palato de me vestir muito, paladar de perfumes caros, da gastronomia dissemelhante, de carros de marca, mas também me satisfaz ser solidária”, disse ela naquela conversa.
Os promotores do caso, porém, descreveram López porquê uma pessoa muito dissemelhante daquela que ela própria apresentava. Disseram que ela integrava uma organização criminosa organizada para facilitar a confecção de documentos de identidade e passaportes falsos para usá-los em lavagem de quantia. Isso ocorreria com participação de funcionários do Estado. A teoria é a de que o caso do brasiliano jogou luz sobre o tema, mas nem de longe seria solitário.
Em dezembro de 2023, a Justiça sítio concluiu o julgamento de sete réus envolvidos no caso e os condenou a penas de dois a cinco anos de prisão. Dois deles eram funcionários públicos.
Ronaldinho recém-lançou o programa “Manual do Bruxo”, um curso online para ensinar jovens atletas a melhorar a performance. Nos últimos dias, no X, deu a entender que em breve poderia lançar uma memecoin (criptomoeda baseada em tendências da internet).
É um tipo de investimento polêmico que tem desenvolvido entre famosos e políticos e gerado crises, porquê a mais recente na Argentina, com o escândalo do criptogate no seio do governo de Javier Milei.
Ronaldinho já foi investigado por um suposto esquema de fraude nesses ativos digitais.