Rosamaria se destaca em projeto da liga japonesa de vôlei – 02/03/2025 – Esporte

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Ter duas estrangeiras porquê maiores pontuadoras da liga japonesa feminina de vôlei não chega a ser motivo de orgulho para o Japão, mas está desempenado com as ambições do país para o esporte.

A meta é ousada. Os organizadores do torneio, oficialmente chamado de SV.League, querem torná-lo o mais competitivo da modalidade no mundo até 2030.

A teoria é aumentar a presença de grandes atletas internacionais, interessadas em repetir os passos da italiana Silvia Nwakalor e da brasileira Rosamaria Montibeller, destaques da atual temporada.

Com 793 pontos, a europeia é a maior pontuadora da atual edição, jogando pelo Toray Arrows, enquanto a catarinense, com 727, atuando pelo Denso, é a segunda do ranking.

A temporada 2024/25 marca o início de uma novidade era nas quadras japonesas, com regras mais flexíveis para estrangeiros, quebrando um paradigma no país em prol do desenvolvimento da modalidade.

“Em qualquer liga, quanto mais pluralidade de estilos de jogo, mais é preciso você se conciliar à particularidade de cada jogadora, criada e educada em uma escola dissemelhante de voleibol. Essa pluralidade de nacionalidades dentro do mesmo campeonato traz esse tirocínio para todas as atletas”, disse Rosamaria à Folha.

Prata com o Brasil nos Jogos de Tóquio-2020, realizados em 2021 por justificação da pandemia de Covid-19, e bronze nos Jogos de Paris-2024, a oposto está em seu segundo ano no país asiático.

Sua decisão de trocar a Itália pelo Japão teve porquê uma das motivações a procura por uma evolução técnica. Rosa considera as japonesas muito habilidosas: “Elas colocam a globo onde querem”.

A consciência tática para testilhar e proteger é outra particularidade que foi buscar. “Elas têm uma visão de jogo diferenciada.”

Houve um tempo em que o Japão era reconhecido porquê uma das maiores potências do voleibol mundial, principalmente a partir da dezena de 1960, quando sediou os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964, e conseguiu formar seleções competitivas tanto no masculino porquê no feminino.

Terceira colocada no quadro universal de medalhas daquela edição, a país asiática conquistou dois pódios com o vôlei, o bronze dos homens e o ouro das mulheres.

Nas décadas seguintes, porém, o Japão freou o desenvolvimento de sua liga doméstica ao optar por gerar uma espécie de suplente de mercado para seus atletas e limitar a presença de estrangeiros.

Foi nesse cenário que a Daido Life SV.League, que organiza os campeonatos masculinos e femininos de vôlei no país, lançou o projeto descrito porquê “renascimento”.

Com a regeneração, a principal mudança foi a introdução para estrangeiros. Antes, cada clube podia ter somente um jogador do exterior em seu elenco. Agora, não há mais limites de inscrições, e o time pode ter até dois atletas de fora do Japão em quadra ao mesmo tempo, com uma vaga extra para asiáticos não japoneses.

Considerando as ligas feminina e masculina, há jogadores de 25 países, incluindo o Japão.

Na temporada 2024/25, em curso desde outubro, a disputa dos homens reúne dez times, e a competição das mulheres tem 14.

O processo de “renascimento” envolve também uma tentativa de mudança na relação com as empresas que patrocinam e controlam as equipes. A maioria das atletas tem contrato com essas companhias, nas quais não exclusivamente jogam vôlei.

“É porquê se fosse um contrato parecido com a CLT. Além de jogar, elas fazem serviços em nome da empresa”, afirmou Rosamaria, que é exceção. “Eu tenho contrato de desportista profissional independente. Já as outras meninas são funcionárias da empresa que controla o time.”

A meta da SV.League é que o padrão de Rosamaria seja a regra, não a exceção, até 2027. Assim, os clubes teriam melhores condições para atrair estrelas do esporte.



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