Apesar da frustrante derrota na primeira rodada do Rio Open, o tenista brasílico João Fonseca já alcançou feitos comparáveis aos de grandes nomes do esporte.
Ao atingir o 68º lugar na lista da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) em seguida a conquista do ATP de Buenos Aires, o jovem tenista brasílico igualou o ranking que o italiano Jannik Sinner, atual número um, e o russo Marat Safin, primeiro posto nos anos 2000, atingiram na sua idade –precisamente 18 anos e seis meses.
O levantamento da Folha considerou qual a melhor marca alcançada até essa idade por todos os tenistas que ocuparam a liderança da ATP desde os anos 1990, quando se iniciou o atual formato de competições ATP Tour.
Sinner, que recebeu recentemente uma suspensão de três meses por doping, conquistou o primeiro título da curso aos 17 anos, quando faturou o Challenger de Bergamo, na Itália, em 2019. No mesmo ano, venceu mais dois torneios da categoria Challenger: Lexington, nos Estados Unidos, e Ortisei, na Itália.
Torneios challenger são geralmente disputados por jovens em início de curso no rotação profissional, em procura dos primeiros pontos para o ranking. Em seguida, há os torneios nível ATP, divididos nas categorias 250, 500 e Masters 1000, relativas ao número de pontos distribuídos ao vencedor. No topo da jerarquia, estão os quatro Grand Slams —Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open—, que dão 2.000 pontos ao vencedor.
Sinner ainda levou o troféu do Next Gen ATP Finals, que reúne os oito melhores tenistas de até 20 anos, aos 18 anos e dois meses. Ele é o mais novo a invadir o torneio, iniciado em 2017, e se tornou o número um em junho de 2024, aos 22 anos, em seguida ter levantado no início do ano o troféu do Australian Open.
Fonseca passou a atrair a atenção dentro do rotação profissional ao vencer o Next Gen no fim de 2024, aos 18 anos e quatro meses, dias antes de levar o Challenger de Canberra, na Austrália.
Na sequência, em sua primeira participação em um Grand Slam, derrotou o então número nove do mundo, o russo Andrei Rublev, por 3 sets a 0, no Australian Open.
Com o título na Argentina, ele se tornou o décimo tenista mais novo da história na era oportunidade a vencer um título de nível ATP. A liderança é do australiano Lleyton Hewitt, que venceu o torneio de Adelaide aos 16 anos e dez meses.
Na sequência, com a queda precoce no saibro do Jockey Club, Fonseca perdeu dez posições no ranking da ATP, caindo para a 78ª posição.
Safin, que teve grande rivalidade dentro das quadras com o brasílico Gustavo Kuerten, o Guga, venceu o primeiro título também aos 17 anos, com a conquista do Challenger de Espinho, em Portugal.
Aos 18, o russo teve porquê maiores conquistas seguir até a período oitavas de final em Roland Garros —tirando o logo vencedor Guga na segunda rodada— e no US Open. Acabou eliminado pelos tenistas da morada Cédric Pioline e Pete Sampras, respectivamente.
Safin alcançou o posto de número um no ano 2000, aos 20 anos, carregando na bagagem o título do US Open, derrotando Sampras na final daquele ano, além dos Masters de Paris e de Toronto.
No totalidade, dez tenistas que já ocuparam o posto de número um do mundo não alcançaram, até os 18 anos e meio, uma posição tão subida quanto a de Fonseca neste mês.
O sérvio Novak Djokovic, vencedor olímpico e recordista de títulos de Grand Slam, com 24 torneios de primeira risco do tênis, é o que mais se aproxima na lista, sendo o 75º do mundo aos 18 anos e seis meses.
Na era, Djokovic tinha porquê maiores conquistas da curso três Challengers (de Budapeste, na Hungria, de Aachen, na Alemanha, e de San Remo, na Itália).
O russo Daniil Medvedev, que alcançou o topo em 2022, aos 26 anos, nem sequer constava no ranking nessa idade.
Guga, por sua vez, era o 371º do mundo. Seu melhor resultado até logo havia sido a período das quartas de final do Challenger de São Luís, no Maranhão.
Em novembro de 1996, aos 20 anos, venceu o primeiro título da curso (Challenger de Campinas). No ano seguinte, surpreendeu o mundo quando, ocupando o posto de 66º do ranking, venceu Roland Garros.
Único brasílico até hoje a saber o topo do ranking da ATP em simples, Guga chegou à liderança em dezembro de 2000, aos 24 anos, em seguida o título da Masters Cup, em Lisboa.
Há, ainda, outros dez tenistas que foram líderes do ranking ao longo da curso que já haviam superado o ranking de Fonseca até a idade atual do brasílico. O primeiro à sua frente é o escocês Andy Murray, que chegou ao posto de 66º.
“Mal posso esperar pelo primeiro jogo entre Fonseca e [Carlos] Alcaraz”, disse Murray, citando o espanhol de 21 anos que é o mais novo da história a saber a liderança do ranking, aos 19 anos e quatro meses, em 2022.
“A maneira porquê ele jogou sua primeira partida de Grand Slam contra seu primeiro opoente do top 10 é incrível”, disse Alcaraz em seguida a vitória de Fonseca contra Rublev na Austrália. “A forma porquê ele abordou o jogo, porquê administrou tudo, os nervos, o jogo em universal, foi fantástico”, acrescentou o atual número três do ranking. Ele era o 35º na idade de Fonseca.
O germânico Boris Becker e o estadunidense Andre Agassi chegaram a saber o posto de número quatro do mundo aos 18 anos e seis meses.
Becker já havia conquistado o Grand Slam de Wimbledon, em 1985 —ele é, até hoje, o mais jovem vencedor do tradicional torneio disputado na grama, aos 17 anos e sete meses.
Agassi, que conquistou aos 17 anos o primeiro título em Itaparica, na Bahia, batendo o brasílico Luiz Mattar na final, enfileirou no ano seguinte seis conquistas de torneios da ATP, além de seguir até as semifinais do US Open, sendo eliminado por Ivan Lendl.
“Sou unicamente um garoto de 18 anos, tentando melhorar meu jogo e saber meu sonho. Sei que algumas partidas são difíceis e que o nervosismo vai nascer”, afirmou Fonseca, em seguida rota para o francesismo Ugo Humbert pela Despensa Davis.