Fintech suspeita de ligação com PCC atua no futebol – 25/02/2025 – Cotidiano

Esporte


A 2GO Bank, fintech que segundo o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Federal servia uma vez que instrumento para lavagem de moeda da partido criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), tem atuação no futebol por meio de bancos digitais.

Ela é responsável pelas iniciativas do Vitória-BA e da Torcida Independente do São Paulo, além de ter lançado o Banco Torcedor, que, de concordância com a empresa, oferece melhor gestão e aproveitamento financeiro para potencializar as receitas a partir de pontos de contato com torcedores.

Procurado, o Vitória disse que foi surpreendido pela prisão do CEO da 2GO em operação nesta terça-feira (25) e com a existência de ordem judicial de suspensão das atividades da empresa. O clube reiterou que os contratos formalizados por ele dispõem de cláusulas que versam sobre responsabilidades por atividades ilegais e práticas de devassidão, entre outras.

“O Vitória assim atua nas suas relações jurídicas, porque não compactua, e não compactuará, com a prática de qualquer ato que margeie a ilicitude. Por tais razões, diante do paisagem público dos fatos noticiados, e neste específico momento, é que a questão fora submetida a imediata avaliação do Departamento Jurídico do Vitória, para, juntamente com o Juízo Gestor, adotar as providências cabíveis para a proteção dos direitos e interesses do Vitória”, diz nota.

A Torcida Independente não se posicionou até a epílogo desta reportagem.

De concordância com as autoridades, tanto a 2GO Bank e quanto a Invbank empregavam estratégias complexas de engenharia financeira para ocultar os verdadeiros beneficiários dos recursos movimentados.

A Operação Hydra prendeu preventivamente (sem prazo) o policial social Cyllas Salerno Elia Júnior. Ele é identificado uma vez que CEO da 2GO Bank e foi quem se posicionou no lançamento do Vitória Bank (em janeiro de 2024) e do 1972 Bank (em maio de 2024).

O policial social foi remoto de suas funções desde dezembro de 2022, segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública). A Corregedoria da Polícia Social acompanha os desdobramentos da operação, conforme a pasta da segurança, e está à disposição para colaborar com as investigações.

A proposta dos bancos de torcida, afirmou a fintech à idade, era de que o ‘SuperApp’ levasse engajamento por meio de teor, serviços financeiros e experiências exclusivas. Os serviços inclusos são conta do dedo, Pix, Ted, pagamento de contas, aplicativo restrito, internet banking e cartão personalizado, conforme materiais de divulgação da 2GO Bank. Estavam nos planos futuros linhas de crédito, seguros e assistências.

Nas lojas de aplicativo, porém, ambos têm avaliações ruins. Na Google Store, o Vitória Bank tem nota 2,6 de 5 possíveis, com 286 avaliações, enquanto o 1972 Bank conta com nota 3,2 em 115 avaliações. O cenário é semelhante na App Store: nota 2,6 em 76 avaliações para o Vitória Bank e nota 3,6 em 29 avaliações para o 1972 Bank.

Comentários recentes em ambos os casos reclamam da falta de suporte, da morosidade para fazer estudo em relação à franqueza de conta e também pela falta de possibilidade de movimentar o moeda posteriormente depositá-lo. O cartão de crédito funciona no padrão pré-pago, ou seja, o valor depositado na conta serve uma vez que limite.

A investigação teve início a partir do concordância de delação premiada de Antônio Vinicius Lopes Gritzbachassassinado com tiros de fuzil no Aeroporto Internacional de Guarulhos em novembro do ano pretérito— com o Gaeco (Grupo de Atuação Peculiar de Combate ao Delito Organizado).

A 2GO Bank foi fundada por Cyllas. Ele já havia sido preso em novembro do ano pretérito durante uma operação da PF, sendo solto em dezembro. Elia Júnior já estava remoto de suas funções na Polícia Social no momento da prisão, e há um procedimento contra ele crédulo na Corregedoria da corporação.

Segundo relatório de perceptibilidade financeira obtido pela reportagem, o 2GO Bank atua uma vez que banco para casas de apostas, corretoras de criptomoedas, estrangeiros e investidores em jogadores de futebol.

À Folha o professor de Gestão e Marketing Esportivo do curso de Governo da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Marcelo Paganini de Toledo, explica que a associação entre clubes e fintechs surge no caráter de oportunidade para as duas partes.

“Os clubes têm torcedores no Brasil contados de dezenas de milhões, portanto as fintechs têm essas pessoas uma vez que clientes em potencial de forma rápida. E é também uma novidade receita para o clube, que engaja a torcida, já que ela é uma manancial selecção de receita e que pode consumir esses produtos”, analisa.

A associação, por outro lado, não torna o clube necessariamente um polo de possíveis ações que surjam nesse tipo de investigação. A parceria entre clubes e fintechs, inclusive, é uma tendência no futebol brasiliano.

O Flamengo tem, em parceria com o BRB, o Pátria Fla, que é um banco do dedo, assim uma vez que o Palmeiras possui o Palmeiras Play.

“O clube é um agente passivo, tal qual a torcida, que não tem zero a ver com a história. A investigação é sobre o que é feito com a fintech, não necessariamente com o futebol.”



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