Derretimento rápido da Groenlândia ameaça planos de Trump – 25/02/2025 – Ambiente

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Desde que Donald Trump reassumiu a presidência dos Estados tem cobiçado a Groenlândia. Trump tem insistido que os EUA controlarão a ilha, atualmente um território autônomo da Dinamarca, e se suas propostas forem rejeitadas, talvez tomem a Groenlândia pela força.

Durante uma recente audiência no Congresso, senadores e especialistas se concentraram no valor estratégico da Groenlândia e seus recursos naturais: minerais críticos, combustíveis fósseis e força hidrelétrica. Ninguém mencionou os perigos, muitos deles exacerbados pela mudança climática induzida pelo varão, que aqueles que desejam possuir e desenvolver a ilhota inevitavelmente encontrarão.

Isso é imprudente, pois o clima do Ártico está mudando mais rapidamente do que em qualquer outro lugar da Terreno. Esse rápido aquecimento aumenta ainda mais o já sumoso risco econômico e pessoal para aqueles que vivem, trabalham e extraem recursos na Groenlândia e para o resto do planeta.

Sou um geocientista que estuda a história ambiental da Groenlândia e sua categoria de gelo, incluindo riscos naturais e mudanças climáticas. Esse conhecimento é importante para entender os riscos que os esforços militares e extrativistas enfrentam na Groenlândia hoje e no porvir.

Terreno de extremos

A Groenlândia é dissemelhante de onde a maioria das pessoas vive. O clima é gelado. Durante a maior segmento do ano, o gelo oceânico se agarra à costa, tornando-a inacessível.

Uma categoria de gelo, com até 3 quilômetros de espessura, cobre mais de 80% da ilhota. A população, tapume de 56 milénio pessoas, vive ao longo da costa íngreme e rochosa da ilhota.

Ao pesquisar para meu livro “When the Ice Is Gone” (quando o gelo completar), descobri porquê o clima rigoroso e a vasta dimensão selvagem da Groenlândia impediram os esforços coloniais do pretérito. Durante a Segunda Guerra Mundial, dezenas de pilotos militares dos EUA, desorientados pela neblina espessa e ficando sem combustível, caíram sobre a categoria de gelo.

Um iceberg da Groenlândia afundou o Titanic em 1912 e, 46 anos depois, outro afundou um navio dinamarquês projetado especificamente para se proteger do gelo, matando todos as 95 pessoas que estavam a bordo.

Agora, ampliados pelas mudanças climáticas, os riscos naturais tornam a extração de recursos e os empreendimentos militares na Groenlândia incertos, caros e potencialmente mortais.

Rocha em movimento

A paisagem costeira da Groenlândia é propensa a deslizamentos de rochas. O risco surge porque a costa é onde as pessoas vivem e onde a rocha não está escondida sob a categoria de gelo. Em alguns lugares, essa rocha contém minerais essenciais, porquê o ouro, muito porquê outros metais raros usados em tecnologia, inclusive em placas de rotação e baterias de veículos elétricos.

As encostas instáveis refletem porquê a categoria de gelo erodiu os fiordes profundos quando era maior. Agora que o gelo derreteu, zero reforça as paredes quase verticais do vale e, portanto, elas desmoronam.

Em 2017, uma encosta de serra no noroeste da Groenlândia caiu 3.000 pés (tapume de 0,9 km) nas águas profundas do fiorde inferior. Momentos depois, a vaga gerada pela queda da rocha (um tsunami) arrastou os vilarejos próximos de Nuugaatsiaq e Illorsuit.

A chuva, carregada de icebergs e gelo oceânico, arrancou casas de suas fundações enquanto as pessoas e os cães de trenó corriam para salvar suas vidas. Quando tudo terminou, quatro pessoas estavam mortas e os dois vilarejos estavam em ruínas.

As paredes íngremes dos fiordes ao volta da ilhota estão repletas de cicatrizes de deslizamentos de rochas anteriores. As evidências mostram que, em um determinado momento nos últimos 10 milénio anos, um desses deslizamentos lançou rochas suficientes para encher 3,2 milhões de piscinas olímpicas. Em 2023, outro deslizamento de rochas desencadeou um tsunami que se espalhou por nove dias em um fiorde da Groenlândia.

Não existe uma rede de estradas pavimentadas na Groenlândia. A única maneira viável de transportar equipamentos pesados, minerais e combustíveis fósseis seria pelo mar. Docas, minas e edifícios a dezenas de metros do nível do mar ficariam vulneráveis a tsunamis induzidos por deslizamentos de rochas.

Derretimento do gelo será mortal e custoso

O aquecimento global induzido pelo homem, impulsionado pela queima de combustíveis fósseis, acelera o derretimento do gelo da Groenlândia. Esse derretimento está ameaçando a infraestrutura da ilhota e os estilos de vida dos povos nativos, que durante milênios adaptaram seus sistemas de transporte e alimento à presença de neve e gelo. Inundações recordes, alimentadas pelo derretimento da categoria de gelo induzido pelo calor, recentemente varreram pontes que estavam de pé há meio século.

À medida que o clima se aquece, o permafrost —rocha e solo congelados— que está sob a ilhota, derrete. Isso desestabiliza a paisagem, enfraquecendo encostas íngremes e danificando a infraestrutura importante.

O derretimento do permafrost já está ameaçando a base militar dos EUA na Groenlândia. À medida que o gelo derrete e o solo se assenta sob as pistas de pouso, formam-se rachaduras e crateras —um risco para os aviões. Os prédios se inclinam à medida que suas fundações se assentam no solo molificado, inclusive instalações de radar essenciais que escaneiam os céus em procura de mísseis e bombardeiros desde a dezena de 1950.

Os icebergs da Groenlândia podem ameaçar as plataformas de petróleo. À medida que o aquecimento do clima acelera o fluxo das geleiras da Groenlândia, elas fazem surgir mais icebergs no oceano. O problema é pior perto da Groenlândia, mas alguns icebergs se deslocam em direção ao Canadá, colocando em risco as plataformas de petróleo de lá. Os navios ficam de guarda, prontos para rebocar icebergs ameaçadores para longe.

Pretérito e porvir desafiadores

A história mostra claramente que muitos empreendimentos militares e coloniais do pretérito fracassaram na Groenlândia porque não levaram em consideração o clima rigoroso e a categoria de gelo dinâmica da ilhota.

As mudanças climáticas expulsaram os colonos nórdicos da Groenlândia há 700 anos. Exploradores que tentaram passar a categoria de gelo perderam suas vidas devido ao insensível. As bases americanas construídas dentro da categoria de gelo, porquê o Camp Century, foram rapidamente esmagadas quando a neve que as envolvia se deformou.

No pretérito, o foco americano na Groenlândia era em ganhos de limitado prazo, com pouca preocupação com o porvir. As bases militares americanas abandonadas da Segunda Guerra Mundial, espalhadas pela ilhota e que precisam ser limpas, são um exemplo. A realocação forçada das comunidades inuítes da Groenlândia durante a Guerra Fria é outro exemplo.

Acredito que as demandas atuais de Trump pelo controle americano da ilhota para explorar seus recursos são também míopes.

No entanto, quando se trata da habitabilidade do planeta, argumentei que o maior valor estratégico e econômico da Groenlândia para o mundo não é sua localização ou seus recursos naturais, mas seu gelo. Essa neve branca e esse gelo refletem a luz do sol, mantendo a Terreno fria. E a categoria de gelo, empoleirada na terreno, mantém a chuva fora do oceano. À medida que derrete, o véu de gelo da Groenlândia elevará o nível global do mar, chegando a respeito de 6 metros quando todo o gelo vanescer.

A elevação do nível do mar causada pelo clima já está inundando regiões costeiras em todo o mundo, inclusive os principais centros econômicos. À medida que isso continuar, as estimativas sugerem que os danos totalizarão trilhões de dólares.

A menos que o gelo da Groenlândia permaneça gelado, a inundação costeira forçará a maior transmigração que a humanidade já testemunhou. Prevê-se que essas mudanças desestabilizem a ordem econômica global e estratégica mundial.

Esses exemplos mostram que menosprezar os riscos dos perigos naturais e da mudança climática na Groenlândia é um sinistro, tanto sítio quanto globalmente.

Nascente texto foi publicado no The Conversation. Clique aqui para ler a versão original



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