O juiz distrital dos Estados Unidos Dale Ho, em Manhattan, decidiu nesta sexta-feira (21) que não irá atender imediatamente o pedido feito pelo Departamento de Justiça para arquivar acusações contra o prefeito de Nova York, Eric Adams, e nomeou um legisperito para o inculcar sobre o caso.
Na prática, o julgamento de Adams por essas acusações, anteriormente previsto para ocorrer no dia 21 de abril, agora fica suspenso e sem data definida.
Na decisão, o juiz afirma que, uma vez que Adams e o Departamento de Justiça têm posições alinhadas, argumentos contrários ao pedido de arquivamento não foram devidamente explorados.
Ele disse que nomearia o legisperito Paul Clement para ajudar a instaurar se uma investigação suplementar seria necessária antes de tomar uma decisão sobre o arquivamento das acusações.
“A nomeação é apropriada para facilitar na tomada de decisão do tribunal”, escreveu Ho. “Isso é particularmente relevante à luz da valimento pública do caso, que exige uma deliberação cuidadosa.”
Clement, 58, chegou a ser procurador-geral por um breve período durante a presidência de George W. Bush e, desde que retornou à advocacia privada, tem defendido causas conservadoras.
O legisperito era um dos cotados pelo presidente Donald Trump, em 2020, para preencher uma das vagas abertas da Suprema Incisão americana.
O gabinete do prefeito, o legisperito de resguardo de Adams, Alex Spiro, e o Departamento de Justiça não responderam a pedidos de glosa da dependência Reuters.
O prefeito democrata tem se aproximado de Trump, republicano, e criticou a gestão anterior de Joe Biden, quando as acusações contra ele foram apresentadas.
O Departamento de Justiça, sob ordens do procurador-geral coadunado interino Emil Bove, nomeado político e ex-advogado pessoal de Trump, pediu na semana passada o arquivamento das acusações ao juiz Ho.
Funcionários do departamento renunciaram em protesto contra o que consideram ser interferência política de Trump —antes de buscar a Justiça, Bove havia ordenado que procuradores do órgão retirassem as acusações.
Bove argumentou que o arquivamento é necessário para que Adams se concentre em reprimir a imigração ilegal, prioridade do governo Trump.
A controvérsia gerou crise política na cidade mais populosa dos EUA. Democratas afirmam que arquivar as acusações torna Adams submisso à gestão republicana federalista.
Adams, 64, foi culpado em setembro pretérito por promotores federais, ainda durante o governo de Joe Biden, de concordar subornos e doações de campanha de cidadãos turcos que buscavam influenciá-lo. O prefeito, que concorre à reeleição nascente ano, declarou-se singelo.
Especialistas dizem que o juiz Ho não tem mando para obrigar o Departamento de Justiça a levar o caso em frente, caso indefira o pedido de arquivamento. A Common Cause, uma organização apartidária que promove governança responsável, em um documento enviado a Ho na segunda-feira (17), instou o juiz a considerar a nomeação de um promotor peculiar para dar ininterrupção ao caso.
Anteriormente, Bove havia ordenado à logo procuradora dos EUA em Manhattan, Danielle Sassoon, que arquivasse o processo contra Adams, sob o mesmo argumento de que o caso prejudicava a candidatura do prefeito e inibia a capacidade dele de trabalhar com autoridades federais em pautas consideradas prioritárias pela Morada Branca, uma vez que a segurança pública e a transmigração.
Sassoon, considerada uma estrela em subida nos círculos jurídicos conservadores, renunciou em vez de satisfazer a ordem de Bove. Outros seis promotores a seguiram. Bove afirma que a decisão de retirar as acusações não questiona os méritos do caso.
Em uma missiva enviada na semana passada à procuradora-geral Pam Bondi opondo-se à diretiva de Bove, Sassoon disse que os advogados de Adams propuseram um congraçamento segundo o qual o prefeito ajudaria a utilizar as políticas de imigração linha-dura de Trump exclusivamente se as acusações contra ele fossem arquivadas.
Os advogados de Adams negaram que ele tenha trocado pedestal às políticas de Trump por assistência da Morada Branca no processo em que culpado.
A perturbação no Departamento de Justiça levou muitos políticos democratas de Novidade York a pedir a repúdio de Adams.
Quatro membros do seu gabinete disseram na segunda-feira que planejam renunciar nas próximas semanas. A governadora do estado de Novidade York, Kathy Hochul, também democrata e com o poder de destituir o prefeito, realizou reuniões com figuras políticas em Manhattan na terça-feira (18) sobre o horizonte de Adams.
Ela afirmou que o proclamação de que as autoridades do governo renunciariam levantou “questionamentos sérios sobre o horizonte de longo prazo da gestão municipal”. Na quinta-feira (20), Hochul disse que não removeria Adams do função, mas propôs novas formas de supervisão do gabinete do prefeito.
Adams já afirmou, sem apresentar provas, que o Departamento de Justiça sob Biden apresentou as acusações uma vez que retaliação por suas críticas à política de imigração do ex-presidente democrata. Adams se aproximou de Trump nos últimos meses, visitando-o na Flórida em janeiro e mais tarde participando de sua posse.