Netanyahu se diz comprometido com plano de Trump para Gaza – 17/02/2025 – Mundo

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O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (17) que “não haverá nem Hamas nem Domínio Palestina” na Faixa de Gaza posteriormente a guerra e disse estar comprometido com o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de mudar os 2,4 milhões de habitantes do território palestino para o Egito e a Jordânia —apesar de recusa dos dois países.

“Assim porquê me comprometi a, no dia seguinte à guerra em Gaza, não ter nem Hamas nem Domínio Palestina, estou comprometido com o projecto do presidente dos EUA, Trump, para a geração de uma Gaza dissemelhante”, afirmou Bibi, porquê o premiê também é chamado, sobre a proposta de transformar Gaza em um orientação turístico de luxo sob o controle de Washington.

A enunciação é uma referência indireta a relatos transmitidos na véspera pela emissora Sky News Arabia de que o grupo terrorista no poder em Gaza teria concordado em passar o território a seu rival, a Domínio Palestina, posteriormente ser pressionado pelo Egito, onde ocorrem as mesas de negociação referentes ao conflito.

A Domínio Palestina foi criada nos Acordos de Oslo, em 1993, para dirigir temporariamente o território ocupado por Israel antes da geração de um Estado palestino independente —o que nunca se concretizou. Controlada pelo Fatah, que governa parcialmente a Cisjordânia, a organização defende uma solução de dois Estados e exclui o Hamas, que governa a Fita de Gaza desde 2006.

Desde o início do conflito, o premiê defende que a guerra termina exclusivamente com a aniquilação do grupo terrorista, mesmo que leste seja considerado um objetivo pouco passível de concretização. Antes de Trump mencionar a tomada de Gaza, Bibi já havia recusado a presença da Domínio Palestina no território no pós-guerra, mas, de forma privada, não descartava tal possibilidade, segundo o jornal Times of Israel.

À medida que a proposta do republicano ganha força, porém, Netanyahu parece permanecer mais resistente à teoria de essa outra entidade palestina, mais moderada, gerir o território devastado por 15 meses de guerra.

Para concretizar o projecto, o que configuraria limpeza étnica, segundo especialistas, Bibi precisa passar por cima de aliados na região. Um deles é a Arábia Saudita, que sediará na sexta-feira (21) uma cúpula de vários países árabes para tentar apresentar uma resposta à iniciativa, que despertou indignação internacional.

Também nesta segunda, o Ministério da Resguardo israelense anunciou a geração de uma novidade diretoria no contextura da pasta destinada a gerir os processos de “êxodo voluntária” de palestinos da Fita de Gaza. “O projecto inclui ampla assistência para permitir que qualquer morador de Gaza que queira homiziar para um terceiro país receba escora, incluindo arranjos especiais de saída por mar, ar e terreno, entre outras medidas”, afirmou o gabinete do ministro Israel Katz.

Tudo isso ocorre posteriormente uma semana de tensão que quase colapsou o cessar-fogo entre Hamas e Israel, em vigor há um mês. No último dia 10, o grupo terrorista afirmou que adiaria a devolução de reféns israelenses devido a supostas violações do pacto de cessar-fogo por secção de Israel —delação que ambas as partes do conflito trocam desde o início da trégua.

Depois os esforços dos mediadores Qatar e Egito, no entanto, a partido libertou no sábado (15) três reféns em troca de 369 prisioneiros palestinos detidos em prisões israelenses —a sexta troca desde o início do cessar-fogo, no dia 19 de janeiro.

Mas o pacto permanece frágil. Nesta segunda, o gabinete de segurança de Netanyahu deve se reunir para abordar a segunda tempo da trégua.

Em Jerusalém, dezenas de familiares de reféns —retidos em Gaza há 500 dias nesta segunda— marcharam até o Parlamento, carregando as fotos de seus parentes e exigindo sua libertação. “Tenho os olhos queimados pelas lágrimas que derramo há 500 dias”, disse Einav Tzangauker, das quais fruto foi sequestrado no kibutz Nir Oz. A mulher pediu que os deputados “façam todo o verosímil para trazer” de volta os reféns.

A primeira tempo do cessar-fogo, negociada com a mediação de Qatar, Egito e EUA, permitiu até agora a libertação de 19 reféns israelenses e 1.134 palestinos. O pacto prevê que 33 reféns sejam libertados nessa lanço em troca de 1.900 prisioneiros palestinos.

A segunda tempo deve permitir o retorno de todos os reféns e o termo definitivo da guerra, mas sua implementação é incerta porque as negociações ainda não começaram. A terceira e última lanço será dedicada à reconstrução da Fita de Gaza, para a qual a ONU estima que serão necessários mais de US$ 53 bilhões (R$ 302,6 bilhões).



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