Nos tempos de Zenon, Sócrates e Casagrande, início da dez de 1980, o Corinthians, que sempre se caracterizou mais pela luta que pelo refinamento, proporcionava momentos deliciosos aos amantes do futebol muito jogado, sofisticado.
Também nos idos do final do século 20, Marcelinho Carioca, Edílson e Luizão, divertiam a Leal com lances e gols de pura magia. Deveriam ter sido chamados de trio MEL, porque era mesmo gulodice saboreá-lo.
O mundo gira, a Lusitana roda, e desde a temporada passada surgiu novo trio alvinegro capaz de encantar pela eficiência e arte: Memphis, Yuri e Garro, o trio MYG.
MiG, porquê sabem a rara leitora e o vasqueiro leitor, é o nome do temido caça a jato russo, infelizmente criado para a guerra.
Já o trio alvinegro é puro entretenimento.
O gol que os três produziram no clássico contra o Santos nesta semana, em Itaquera, foi de extasiar os mais de 48 milénio torcedores que quebraram o recorde de público no estádio da zona leste paulistana.
O lançamento do prateado Rodrigo Garro, da intermediária, para o holandês Memphis Depay matar no peito e, sem deixar a esfera desabar na grama, tocar para a cabeça de Yuri Alberto, encantou quem curte o jogo muito jogado.
“No futebol, matar a esfera é um ato de paixão”, ensinou rabino Armando Nogueira. Memphis a namora porquê poucos, e Garro não lhe fica detrás.
O trio tem feito a diferença e explica a atual superioridade corintiana no Paulistinha, embora importante de vestimenta será trazer três pontos de Caracas, na quarta-feira (19), quando enfrentará a modesta Universidad Mediano de Venezuela, pela chamada pré-Libertadores.
A liderança no campeonato estadual também se explica pela premência de a equipe queimar etapas para estar pronta agora, quando lutará por vaga no torneio que importa.
O preço a ser pago no percorrer do ano é coisa para ser resolvida adiante, já que a impressionante recuperação nas nove rodadas finais do Brasileirão permitiu aquilo que só os mais fanáticos dos fiéis acreditavam.
O trio MYG tem tudo a ver com tudo isso.
Os números 8, 9 e 10, porquê é vasqueiro hoje em dia, quando as camisas dos futebolistas concorrem com as do basquete, são os maiores responsáveis pelo clima vivido porquê se não houvesse o amanhã no Parque São Jorge.
O CHOQUE-REI
Palmeiras e São Paulo jogarão na lar virente o clássico que deveria ser decisivo unicamente para o alviverde, ainda na luta por classificação às quartas de final, mas que é também importante para o tricolor, já classificado.
Tudo porque o São Paulo vem de três resultados desastrosos, contra três times que lutam contra o rebaixamento.
Lucrar unicamente dois dos nove pontos disputados contra Bragantino, Inter de Limeira e Velo Clube impõe ao clube do Morumbi reação à profundeza do vexame –Bragantino e Inter, ambos os dois, porquê diria Luís de Camões, atuaram boa secção dos duelos com dez jogadores.
Verdade que não deveria ser assim em pré-temporada, mas, no Brasil, é.
O Palmeiras é favoritaço em sua lar e deve nos fazer o obséquio de manter acesa a maior perdão deste Paulistinha-25, a possibilidade de ocupar o tetracampeonato inédito.
Por incrível que pareça, no momento, está mais complicada para os palmeirenses a vaga nas quartas do que o título nunca comemorado no profissionalismo.
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