Nauhany Silva, 14, lembra-se toda vez que pisa em uma quadra de tênis do pacto que selou com o pai, Paulo Silva, publicado uma vez que Paulinho.
Ela lhe prometeu que nunca jogaria uma raquete no pavimento. O entendimento dos dois é que a atitude seria uma vez que um desrespeito à memória de tempos difíceis enfrentados pela própria família até pouco tempo detrás.
“Por tudo o que passamos, esse é o nosso combinado. Não posso controlar, mas, se ela fizer isso, ficarei muito triste, porque vi os olhos dela brilharem por cada raquete que ganhou, todas usadas”, disse Paulinho à Folha.
Uma das primeiras, eles recordam aos risos, nem sequer tinha o “protetor de cabeça”, inferior plástico para proteger a segmento superior da raquete. “Ela era horroroso”, afirmou Naná, antes de completar: “Mas agora tenho um diamante nas mãos”.
“Nossa família é muito simples. Portanto, levamos tudo com muita simplicidade, porque essa é nossa núcleo e forma de ser”, acrescentou Paulinho.
Nahuany, a Naná, é uma promessa do tênis brasileiro. Ela é vista uma vez que um dos destaques em formação no país –assim uma vez que Victoria Barros, de 15 anos, destaque na edição juvenil do último Australian Open–, mas há um esforço da família e dos treinadores para controlar expectativas.
“Estamos julgando uma petiz. E você ser bom hoje não significa que será amanhã. A capacidade de estar sempre melhorando, de treinar, faz mais diferença do que sovar muito direita ou de esquerda”, disse o “head coach” da Rede Tênis Brasil (RTB) Léo Azevedo, responsável pela curso da pequena, ao lado do técnico Danilo Ferraz, com quem ela trabalha no dia a dia.
Mais jovem brasileira no atual ranking da WTA (o ranking mundial feminino) –ocupa a 1.184ª colocação–, a paulistana vem de origem pouco favorável para crescer em um esporte considerado de escol, a comunidade da zona Sul de São Paulo chamada de Real Parque.
O paixão pelo tênis foi gestado pelo pai, logo nos primeiros anos de vida da moçoila. Ele propunha desafios com uma varíola e afastava o sofá para que ela pudesse treinar fundamentos no paredão da sala.
Logo os limites da mansão ficaram pequenos. Sem numerário para alugar quadras em clubes, eles treinavam em quadras públicas, principalmente no Parque Villa-Lobos. Quando elas estavam em uso, improvisavam-se linhas no asfalto. O quique irregular ajudou a amadurecê-la.
Desde 2022, Naná está sob cuidados da RTB, entidade sem fins lucrativos que faz investimentos na modalidade. A rotina, hoje, pouco lembra os tempos de diversão ao lado do pai.
Ela treina diariamente em dois períodos, com monitoramento de uma equipe multidisciplinar que conta com o seguimento de uma psicóloga, trabalhos físicos intensos e o aprimoramento das técnicas. Os estudos passaram a ser completados a intervalo. A jovem só folga aos domingos, quando aproveita para almoçar com a avó.
“Não é fácil, corta o coração de um pai ter que tirá-la da rotina da escola. Mas tudo é pelo paixão que ela tem pelo tênis, pelo desenvolvimento. A Naná muito patroa tudo isso”, disse Paulinho.
Há limites rígidos estabelecidos em duas das redes sociais mais usadas por jovens: 40 minutos por dia no Instagram e outros 40 no TikTok. E uma meta diária de dez minutos de leitura, acumulada para o dia seguinte em caso de falta. Atualmente, ela lê “Hábitos Atômicos”, best-seller do noticiarista inglês James Clear.
“Estou viajando mais do que antes, comecei a estudar online e sinto muitas mudanças visíveis no meu jogo. Eu senhor jogar tênis, é a coisa mais importante da minha vida. Falamos o tempo todo do jogo”, afirmou Naná.
Em mansão, os ensinamentos estão sendo também transmitidos para a mana mais novidade, Natália, de somente sete. É cena generalidade o pai flagrar na sala Naná “fazendo sombra” enquanto assiste a nomes uma vez que Aryna Sabalenka, atual número um do mundo, e a cazaque Elena Rybakina, a sétima.
“Naná, olha o ponto de contato. Pega mais na frente essa esfera”, brinca Paulinho ao passar pela sala, o que provoca gargalhadas na jovem.
“Adoro ver a Bia [Haddad Maia], a Sabalenka e a Rybakina, principalmente essas duas. Também adoro [Novak] Djokovic e [Carlos] Alcaraz”, contou a paulistana.
A maior segmento dos jogadores preferidos dela são conhecidos pelo estilo ofensivo. Naná tem uma vez que o ponto potente o saque –já atingiu 184 km/h, número impressionante para sua idade.
“Sonho sobranceiro, sou sonhadora mesmo: quero ser número um do mundo e vencer Slams, mas sei que para isso tem trabalho duro e disciplina”, afirmou.
O pai se contenta com menos. “Ela precisa ser só uma boa moçoila, respeitar treinadores, saber perder… não quebrar raquetes. Já me vale uma vez que um Grand Slam.”