Por anos, autoridades da República Tcheca promoveram um projeto de barragem para proteger um rio ao sul de Praga e as espécies ameaçadas que vivem nele. No entanto, o projeto ficou paralisado devido a negociações de terras.
Enquanto isso, um grupo de mamíferos de dentes afiados —renomados por suas habilidades de engenharia e moral de trabalho, e sem a burocracia humana— decidiu assumir a tarefa. Os castores de Praga simplesmente construíram as barragens por conta própria.
O rápido trabalho dos roedores economizou tapume de € 1,2 milhão (R$ 7,2 milhões) para as autoridades locais, de convénio com um transmitido da Escritório de Conservação da Natureza da República Tcheca, órgão governamental responsável pela preservação ambiental no país.
“A natureza seguiu seu curso”, disse Bohumil Fišer, encarregado da Extensão de Paisagem Protegida de Brdy, onde o projeto de revitalização estava planejado. Os castores, acrescentou ele, criaram as condições ambientais ideais “praticamente da noite para o dia”.
O projeto, situado em um idoso terreno militar às margens do rio Klabava, tapume de 65 km a sudoeste de Praga, foi elaborado em 2018 e obteve licença de construção. No entanto, ficou emperrado por anos devido a negociações sobre a posse da terreno, que havia sido usada para treinamentos militares, informou a sucursal de notícias AFP. As autoridades pretendiam erigir uma barreira para proteger o rio e sua população de lagostins criticamente ameaçados dos sedimentos e da chuva ácida provenientes de dois lagos próximos.
Mas os castores começaram a trabalhar antes que as escavadoras pudessem iniciar as obras. Não se sabe exatamente quando as barragens foram construídas e quanto tempo levaram para serem finalizadas.
A novidade espaço alagada criada pelos castores cobre quase dois hectares, segundo o grupo de conservação. Isso é o duplo da espaço planejada pelos humanos. “É um serviço completo”, disse Fiser. “Os castores são absolutamente fantásticos e, quando estão em uma espaço onde não podem promover danos, fazem um trabalho cintilante.”
Apesar da impressionante habilidade para erigir barragens, os castores frequentemente irritam proprietários de terras e agricultores, pois destroem árvores, comem plantações e inundam estradas e campos. Mas ao reduzir a despensa das árvores, os roedores podem facilitar a variar um ecossistema, permitindo que a luz solar alcance outras espécies vegetais, explicou Emily Fairfax, professora assistente de ecologia da Universidade de Minnesota. “Eles mudam fundamentalmente a forma porquê a chuva e a vida se movem por aquela paisagem.”
Para erigir uma barragem, os castores —que, na idade adulta, podem tarar entre 18 e 36 kg— começam empilhando pequenas pedras em um rio ou riacho, fixando-as com vasa e repetindo o processo até formar um lago, que depois expandem até se tornar uma espaço alagada, explicou Fairfax.
O principal motivo para essa construção é o temor de predadores: os castores são excelentes nadadores e podem prender a respiração debaixo d’chuva por até 15 minutos. Porém, em terreno firme, seu andejar desenxabido os torna presas fáceis. “Eles são basicamente um nugget de frango gigante para predadores”, disse Fairfax, citando ursos, pumas e lobos porquê algumas das ameaças naturais.
A barragem na República Tcheca não é a primeira vez que esses roedores ajudam a restaurar uma espaço alagada. Castores na Califórnia ajudaram a restaurar uma planície de inundação tapume de 50 km a nordeste de Sacramento. Nesse caso, o trabalho dos castores também ajudou as autoridades locais a poupar moeda. “Tudo o que precisaram fazer foi deixá-los lá”, disse Fairfax.
Muitas vezes, no entanto, o trabalho dos castores passa despercebido. “Temos uma certa fanatismo em relação aos castores”, disse a professora, explicando que eles frequentemente são vistos porquê incômodos por justificação de seu tamanho e da capacidade de transformar rapidamente uma paisagem.
“Eles são poderosos, grandes e difíceis de conquistar”, afirmou Fairfax. Apesar de seu talento para a engenharia, os castores podem ser um duelo para grupos de conservação ao planejar projetos de restauração ambiental.
“Muitas vezes, não queremos permitir que os castores tomem as decisões, porque é difícil planejar com essa incerteza; é difícil furar mão do controle para um roedor gigante aquático”, disse ela. “Mas é exatamente quando os castores são mais eficientes”.