Uma mulher de 37 anos e sua filha de 2 anos morreram neste sábado (15) devido aos ferimentos que sofreram posteriormente terem sido atropeladas por um varão que jogou seu carro contra uma multidão em uma rua movimentada de Munique, na quinta (13).
A informação foi divulgada pela polícia alemã. Elas são as primeiras vítimas do acidente a morrerem.
A polícia prendeu o motorista e o identificou porquê um afegão de 24 anos —seu nome não foi divulgado.
Na sexta (14), as autoridades tinham afirmado que ao menos 39 pessoas ficaram feridas na ação, algumas em estado grave. O sege avançou sobre ativistas sindicais que protestavam por salários mais altos.
As autoridades estão tratando o incidente porquê um ataque motivado por ações religiosas.
O incidente ocorreu às vésperas das eleições na Alemanha, marcadas para 23 de fevereiro. Também ocorreu horas antes da chegada de líderes internacionais à cidade do sul da Alemanha para a Conferência de Segurança de Munique.
Inicialmente, as autoridades haviam afirmado que o varão tivera sua solicitação de asilo negada e que havia uma ordem contra ele para que deixasse o país. Disseram ainda que ele teria sido fichado por porte de drogas e pilhagem. Entretanto, o ministro do Interno da Baviera, Joachim Herrmann, desmentiu mais tarde as afirmações: na verdade, o afegão não tinha antecedentes criminais e estava no país legalmente.
Segundo a polícia, por volta das 10h30 locais (6h30 no Brasil), o suspeito, a bordo de um Mini Cooper, se aproximou de uma marcha de manifestantes convocada pelo sindicato de servidores Verdi antes de ultrapassar a viatura que protegia a sintoma e seguir em direção às pessoas, causando pânico.
“Estou profundamente chocado”, disse o prefeito de Munique, Dieter Reiter, segundo a revista Spiegel. “Meus pensamentos estão com os feridos.”
O primeiro-ministro teutónico, Olaf Scholz, por sua vez, disse que o suspeito não pode esperar indulgência. “Ele deve ser punido e deve deixar o país”, disse Scholz, de concórdia com a revista Focus. “Se foi um ataque, devemos tomar medidas consistentes contra possíveis criminosos com todos os meios da Justiça.”
De concórdia com a Spiegel, o suspeito nasceu em Cabul, capital do Afeganistão, em 2001, e foi para a Alemanha em 2016. A revista afirma ainda que ele teria divulgado mensagens islâmicas antes de agir.
A Folha conversou com uma funcionária de uma loja de equipamentos ortopédicos que fica a poucos metros do sítio do incidente. Segundo ela, no momento do atropelamento ela realizava um atendimento quando ouviu gritos da rua e uma povaléu correndo. Algumas pessoas entraram no estabelecimento em procura de abrigo.
O incidente ocorreu na confluência da Dachauer Strasse com a Seidl Strasse, duas ruas importantes da cidade. O sítio fica sobre 1,3 km do hotel que recebe a Conferência de Segurança de Munique.
O ponto foi só pela polícia, que permitia a aproximação exclusivamente de jornalistas para registrar imagens. Ao lado do Mini Cooper, que estava com vidro e faróis estilhaçados, havia pertences das pessoas que estavam na sintoma espalhados pela rua, porquê coletes de sinalização, guarda-chuvas e um carrinho de moço.
A conferência de Munique é um dos mais importantes eventos de segurança e diplomacia do mundo, e a superfície em que ela ocorre já estava fortemente vigiada na manhã de quinta, antes do atropelamento.
Apesar da proximidade do sítio do ataque com o hotel onde acontece o evento, o ministro do Interno da Baviera disse não suspeitar que a conferência tenha sido o motivo do provável ataque. De qualquer forma, o suposto atentado coloca a segurança do país novamente no núcleo do debate a dez dias das eleições gerais, que escolherão o novo premiê, no próximo dia 23.
Que o ataque tenha ocorrido não exclusivamente em um momento em que a cidade já está em alerta sumo, mas também no reduto político do partido CSU, sigla-irmã da CDU do favorito Friedrich Merz, complica a estratégia eleitoral desse grupo de centro-direita de se vender porquê os únicos do campo democrático capazes de utilizar toda a força do magnificência de segurança contra imigrantes.
Com efeito, o partido de extrema direita AfD (Escolha para a Alemanha) pediu a repúdio de Söder, governador da Baviera, nome possante da CSU e uma das principais vozes do partido que pedem um endurecimento da política migratória. A AfD, que está em segundo lugar nas pesquisas, tenta explorar a série de ataques recentes na Alemanha para conseguir sucesso eleitoral.
Horas posteriormente o atentado, centenas de pessoas se reuniram no núcleo de Munique em um protesto natural contra o aparelho do ataque por políticos anti-imigração. A sintoma reuniu tapume de 4.000 pessoas, de concórdia com os organizadores, e por volta de 500, segundo a estimativa da polícia.
A discussão migratória ganhou novos contornos no final de janeiro, quando um afegão de 28 anos usou uma faca de cozinha para lutar pessoas em um parque público, incluindo um grupo de crianças, em Aschaffenburg, na Baviera. Um menino de dois anos e um varão de 41 não resistiram aos ataques, e outras três pessoas ficaram feridas.
O incidente se soma a outros da mesma natureza na Alemanha nos últimos anos. Em dezembro do ano pretérito, por exemplo, um médico oriundo da Arábia Saudita invadiu com o carro um mercado de Natal em Magdeburgo, localizada sobre 130 km de Berlim, matando ao menos cinco pessoas e ferindo dezenas.
Antes disso, em agosto, um refugiado sírio esfaqueou diversas pessoas durante o festival de 650 anos da cidade de Solingen, no estado da Renânia do Setentrião-Vestfália, no oeste da Alemanha. Três pessoas foram mortas e oito ficaram feridas.
Assim, a campanha eleitoral vem sendo marcada pela possante polarização sobre questões migratórias que pressionam Scholz, o social-democrata que, em dezembro, pediu um voto de crédito como uma estratégia para antecipar as eleições no país europeu após ver sua coalizão colapsar.