William Martins é um dos principais nomes da categoria Open no país. Fisiculturista profissional desde 2019, o desportista catarinense representou o Brasil em diversos locais, uma vez que por exemplo Portugal, Itália e Estados Unidos. Em entrevista exclusiva ao blog, ele falou sobre a sua repartição dentro do fisiculturismo e abordou as dificuldades que enfrenta por ser um gigante de quase 150kg, dentre outros temas.
Open é dissemelhante
Na categoria em questão, os atletas que participam dela não precisam atender a nenhum pré-requisito relacionado ao seu peso corporal antes do campeonato. Isso faz com que, nessa repartição, estejam os fisiculturistas que apresentam um volume muscular superior aos demais, uma vez que aqueles que participam da Classic Physique ou da Men’s Physique, por exemplo.
Para William, a situação faz com que os “opens” demorem muito mais tempo para chegar ao seu auge na curso. “Você vê muitos atletas na vivenda dos 20 e poucos anos de idade já no topo do mundo, e isso é impensável para um Open (…) leva muito tempo para chegar nos 120kg, 130kg de palco – sem quase zero de gordura no corpo. O Cbum, por exemplo, pesou menos de 110kg no último Olympia dele. O Andrew Jacked, da Open, que tem uma profundeza parecida e pesou 140kg. Geralmente, os atletas conseguem juntar de 2kg a 3kg entre um ano e outro, numa temporada boa”, pontua o profissional de ensino física.
O desportista acrescenta que “o open vai ter que manducar mais, se utilizar mais, passar mais miséria (…) geralmente, a categoria leva mais tempo. Não é normal ver um open com 30 e poucos anos de idade no topo da categoria”.
Genética
No meio fitness, é dito que a Open é dissemelhante de todas as demais categorias e que, para seguir curso nessa repartição, é preciso ter uma genética privilegiada – no que tange o lucro de volume muscular.
William, por sua vez, acredita em um conjunto de fatores que podem levar um sujeito a ser bem-sucedido no esporte: “Tem a genética de propensão ao aumento da volume muscular, mas também tem a segmento de se cevar. Tem gente que não consegue manducar em grandes quantidades. Tem gente que é mais ou menos resistente aos efeitos colaterais dos hormônios. Portanto não é só uma coisa, são vários pilares”.
Ele também não acha que metas objetivas podem definir o potencial de um iniciante. “Muitas vezes, o praticante iniciante de musculação tem uma pré-disposição genética favorável ao lucro de músculos, mas não sabe explorar esse potencial. Portanto não é um tanto tão assim: ‘se não ganha 20kg no primeiro ano de musculação, não tem uma vez que ser Open’. Eu já ouvi que eu não tinha genética para o fisiculturismo. Se eu tivesse oferecido atenção às pessoas que me disseram isso, não seria um desportista hoje”, explica o educador físico.
Padrões
Dentro desse esporte, a estética é caracterizada por um conjunto de fatores, uma vez que por exemplo o formato dos músculos, a periferia da cintura, a simetria e as proporções do físico em questão. Geralmente, os fisiculturistas que mais chamam atenção são aqueles com ombros largos, cintura fina e pernas grossas, o que faz o corpo comprar uma silhueta semelhante à de uma ampulheta.
Diante desse contexto, William alega não ter a mais favorável das estruturas: “eu tenho uma cintura um pouco mais grossa e a inserção do meu dorsal é subida”. Por isso, o fisiculturista trabalha para aumentar principalmente suas pernas e a largura de suas costas, o que deixaria seu físico “mais harmônico”.
Atualmente, ele se encontra no início do “bulking”, período em que os fisiculturistas aumentam o consumo calórico a término de edificar mais volume muscular. Para juntar ainda mais músculo na estrutura que já pesa tapume de 145kg em jejum, o gigante come aproximadamente 4kg de comida por dia, o que representa pouco mais de 6 milénio calorias diárias.
Perrengues
Ter um corpo completamente fora dos padrões exige sacrifícios. William conta que já afundou diversas camas e chegou a quebrar dois bancos de coche: “dependendo do coche, é difícil entrar ‘normalmente’, portanto às vezes a gente ‘se joga’ para dentro. E nessa, foram dois bancos”.
Tarefas simples do cotidiano, uma vez que por exemplo amarrar os cadarços ou utilizar um mictório, podem se transformar em um teste de paciência. Segundo o fisiculturista, ele está “sempre com calor, sempre suado”.
A pior segmento, ainda de concordância com o desportista, é o vestuário: “Roupa é uma coisa quase impossível de encontrar. Não me lembro da última vez que fui ao shopping e achei uma roupa legítimo que servisse em mim (…) até porque, mesmo quando eu acho uma que serve, não tem caimento”.
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