Este incrível Real Madrid – 12/02/2025 – Juca Kfouri

Esporte


A expectativa pela temporada de Manchester City e Real Madrid era de vitória espanhola, mesmo com o jogo na Inglaterra.

Diante da impossibilidade de Carlo Ancelotti usar pelo menos um zagueiro da resguardo titular, o nepotismo diminuiu.

Finalmente, por maior que seja a sisudez da carência do Esfera de Ouro Rodri no time de Pep Guardiola, os cidadãos estavam com o que tinham de melhor. E em lar.

Além de ter no banco Gündogan, Phil Foden, Kovacic, que acabaram por entrar no clássico, e Jeremy Doku. Um luxo.

Mais: mesmo sem merecer pelo que fazia em campo, o City saiu na frente, com o primeiro gol do norueguês Haaland que não havia marcado contra o Real.

E o primeiro tempo terminou com 1 a 0 para os ingleses.

Os espanhóis têm um trio de ataque muito sério, muito contente, muito talentoso, bastante competente.

De canela, Mbappé empatou quando o empate já era mesmo anunciado pela pressão infernal dos três e de Bellingham, o meio-campista que joga de cabeça em pé e desempenha em seu time o papel que Kevin De Bruyne é incapaz de repetir hoje em dia no dele —e que Rodri está inapto de desempenhar.

Mpabbé, Rodrygo e Vinicius Júnior são o verdadeiro MRV que o Atlético Mineiro sonhou ter.

Aos trancos e barrancos, depois de ter sido submetido a verdadeiro amasso da esquadra madridista, os Citizens são agraciados com pênalti que Haaland converte, já aos 79 minutos.

Desculpe, Pep, mas era para completar o jogo ali, sem vergonha de chutar esfera para o mato, de estacionar dois ônibus na ingressão da extensão, até de fazer muito mais que as nove faltas feitas em mais de 90 minutos, mesmo que os rivais tenham feito unicamente seis.

Que Telê Santana não nos ouça, mas mesmo num clássico mundial disputado com tanta lealdade, sem nenhum cartão amarelo, a situação do City é tão delicada que valia alguma recurso, alguma resignação do protótipo vitorioso que fez do clube vencedor europeu, mundial, tetracampeão inglês seguido etc etc.

Tomar o empate de novo, agora de Brahim Díaz, ao faltarem quatro minutos, foi um perversão imperdoável, porque dava aos visitantes a vantagem de jogar por vitória simples no jogo de volta, no Santiago Bernabéu.

Ora, senhor Pep, o Real Madrid é o maior clube de futebol de todos os tempos porque sempre fez o necessário nas horas em que as coisas pareciam perdidas.

E, se não bastasse o perversão imperdoável, no penúltimo minuto dos acréscimos, aos 92 minutos —percebam a rara leitora e o vasqueiro leitor porquê o jogo foi limpo, descontos unicamente em função dos gols e das substituições—, acontece o perversão mortal, o 3 a 2 para os merengues vestidos de laranjas, graças a Vini, golpe final de Jude Bellingham.

Vini foi espezinhado pela deselegante direção do City com edital no vestiário em menção a Rodri; pela torcida, com vaias naturais sempre que pegava a esfera e bandeirão mandando que parasse de chorar, e respondeu à profundeza.

Participou de dois dos três gols, mandou uma esfera no travessão, deu passes mirabolantes para Mbappé e acabou escolhido melhor em campo, embora talvez o inglês Bellingham merecesse mais.

Manchester viveu noite de gala, unicamente mais uma para o Real.

Talvez a última para o poderio mouro/britânico que desmorona a olhos vistos.

Porque camisas ainda pesam.


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