NFL faz aceno a Trump em primeiro Super Bowl desde eleição – 08/02/2025 – Esporte

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A NFL, a liga nacional de futebol americano dos Estados Unidos, terá neste domingo (9) seu primeiro Super Bowl desde o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. O Superdome, estádio do New Orleans Saints, em Novidade Orleans, Lousiana, será o palco do confronto entre Kansas City Chiefs e Philadelphia Eagles, que decide o campeonato a partir das 20h30 (de Brasília).

A Morada Branca informou que o presidente republicano vai viajar ao lugar para seguir o jogo em um dos camarotes. Ele será o primeiro gerente de Estado em tirocínio a marcar presença na grande decisão do esporte mais popular dos Estados Unidos —a Rede TV, a ESPN e o Disney+ transmitirão o duelo para o Brasil.

A aparição do republicano no evento está alinhada com a estratégia adotada ao longo da campanha na qual derrotou a democrata Kamala Harris e também com sua postura durante o primeiro procuração porquê presidente (2017-2021).

Trump usa o esporte como plataforma política para disseminar suas posições, sobretudo as ideológicas. Nesta semana, por exemplo, ele assinou um decreto para excluir meninas e mulheres transgênero de competições e equipes esportivas designadas para o sexo feminino.

Durante a campanha, o político afirmou que elas “ameaçam o esporte feminino”. Críticos da medida dizem que a ordem viola os direitos de uma pequena minoria de atletas.

Com os Jogos Olímpicos de 2028 marcados para Los Angeles, há um temor de que isso possa colocar o governo dos Estados Unidos em rota de colisão com o COI (Comitê Olímpico Internacional). A entidade permitiu que esportes individuais escolhessem suas próprias políticas de elegibilidade de gênero.

“A principal mobilização política de Trump para o esporte se concentra em atitudes antagônicas, negativas e críticas em relação a grande segmento da cultura esportiva contemporânea”, disse à Folha David L. Andrews, doutor em sociologia do esporte e professor da Universidade de Maryland.

Responsável do livro “Making Sport Great Again?: The Uber-Sport Assemblage, Neoliberalism, and the Trump Conjuncture” (Palgrave, 2019, sem versão em português), o pesquisador afirma que o republicano faz isso para moldar sua imagem e fazer acenos à sua base política. “Embora suas críticas esportivas pareçam de alguma forma apolíticas, elas são encaminhadas e promovem sua agenda política emotiva e divisiva.”

De convenção com o jornal The New York Times, a traço mais radical que o republicano tem adotado neste início de procuração acendeu um alerta nas ligas americanas. A NFL, por exemplo, teme que alguns de seus atletas voltem a viver sob tensão com Trump, porquê ocorreu em sua primeira jornada na Morada Branca.

Na era, o político chamou de antipatrióticos os jogadores de futebol americano que protestaram contra a brutalidade policial contra pessoas negras, ficando de joelho durante a realização do hino pátrio. Em resposta à sátira do republicano, esportistas se ajoelharam em tamanho.

A direção da NFL parece disposta a evitar atritos com o presidente. Pela primeira vez desde 2021, a mensagem “End Racism” (acabe com o racismo) não estará estampada no gramado, logo aquém de um dos gols, no campo do estádio que receberá o Super Bowl.

Segundo o site The Athletic, em seu lugar, estará escrito “Choose Love” (escolha o paixão), em uma ação que tem sido interpretada porquê um meneamento ao governo.

Um dos protagonistas da partida, Travis Kelce, dos Chiefs, afirmou que a presença de Trump no jogo “é uma grande honra”.

O jogador é o namorado da cantora Taylor Swift, que foi atacada por Trump durante a campanha eleitoral do ano pretérito, em seguida ela ter proferido publicamente seu suporte à candidata democrata Kamala Harris.

“Acho que não importa quem seja o presidente. Estou entusiasmado porque é o maior jogo da minha vida, e ter o presidente lá seria muito lícito”, disse Kelce.

Independentemente de sua posição política, Travis e os Chiefs podem ter a torcida de Trump a seu obséquio.

Nas finais de conferência que definiram os classificados ao Super Bowl, no término de janeiro, Trump parabenizou o time de Kansas pela vitória sobre o Buffalo Bills e ignorou o triunfo do Philadelphia Eagles sobre o Washington Commanders.

“Parabéns ao Kansas City Chiefs. Que grande equipe, treinador, quarterback e praticamente tudo mais, incluindo aqueles fãs fantásticos que votaram em mim em números recordes”, escreveu Trump nas redes sociais —no estado do Missouri, onde fica Kansas City, ele teve ampla vantagem sobre Kamala, com 57,2% dos votos.

Na única vitória de sua história até cá no Super Bowl, em 2017, os Eagles tiveram a tradicional visitante dos campeões à Morada Branca cancelada por Trump, logo em seu primeiro procuração, em seguida alguns dos principais jogadores terem afirmado que não compareceriam.

“Alguns atletas não concordam com seu presidente, que insiste para que eles fiquem orgulhosamente de pé para o hino pátrio”, disse o republicano na ocasião, criticando o protesto dos jogadores.

Com a torcida do presidente, os Chiefs lutam por seu primeiro tricampeonato contínuo. Seria o quinto título da história do Kansas City, vencedor também em 1969 e 2019.



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