Equador: Quem concorre a presidente e o que está em jogo – 08/02/2025 – Mundo

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Neste domingo (9), a população do Equador irá às urnas para eleições presidenciais e legislativas pela terceira vez em unicamente quatro anos, em um cenário sem precedentes para o país da América do Sul que se tornou rota estratégica de escoamento do narcotráfico.

No poder há menos de um ano e meio para praticar um discutível mandato-tampão, o milionário Daniel Noboa é o atual predilecto e pode prometer sua reeleição. Tudo indica, porém, que o cenário mais provável seja o de um segundo vez contra Luisa González, nome da esquerda e pupila do ex-líder Rafael Correa (2007-2017).

Não bastasse o agravamento recorde da violência, que fez a taxa de homicídios intencionais quintuplicar em unicamente três anos, de 7,8 crimes por 100 milénio habitantes em 2020 para 46,2 em 2023, no ano pretérito o país se tornou palco de uma crise energética histórica.

Com uma matriz elétrica que depende mais de 70% de suas centrais hidrelétricas —outrora a moçoila dos olhos de ouro na região em procura de uma manancial renovável mas hoje um protótipo diretamente afetado pela emergência climática—, o país viu o suprimento de vigor ruir com a seca. Por meses, a população vivenciou apagões diários de 4 a 14 horas.

Não é um tanto de menor preço em relação à segurança pública. Se por um lado a violência impulsionada pelo narcotráfico levou a um êxodo recorde de equatorianos para outros países, por outro a crise energética fez muitos perderem seus empregos, a ponto de o desemprego figurar porquê a maior preocupação universal em pesquisas.

Estima-se que a economia sítio tenha perdido US$ 18 milhões, muro de R$ 105 milhões, unicamente entre setembro e outubro devido aos apagões, segundo a Câmara de Transacção de Quito. O país decretou recessão econômica, e mais de 263 milénio vagas de tarefa pleno, porquê chamam o tarefa digno, com um salário que permite ao trabalhador se sustentar, foram perdidas.

É diante desses dois desafios principais que dois candidatos se destacam para tentar entregar aos equatorianos a teoria de que esse é, sim, um país onde ainda há perspectiva de edificar a vida.

Por um lado, Daniel Noboa, herdeiro de um dos homens mais ricos do país, cuja riqueza provém do setor bananeiro, e eleito em 2023 para governar por um ano e meio depois o logo presidente Guillermo Lasso, denunciado de prevaricação, implodir o governo e chamar eleições.

Risco-dura, Noboa se dizia de centro-esquerda, mas na prática governou à centro-direita no pequeno procuração, em meio a acusações de uma guinada autoritária na gestão.

Por outro, Luisa González, ex-deputada e pupila de Rafael Correa, o político que vive asilado na Bélgica e foi condenado por corrupção. Se surpreendesse e conseguisse chegar ao missão, a líder de esquerda seria a primeira mulher a fazê-lo no Equador.

Na última pesquisa em habitação da consultoria Cedatos, realizada em 30 de janeiro, Noboa liderava com 48,3% das intenções de voto válido, detrás de González, com 32,2%. A margem de erro é de 2,2 pontos.

É um vasqueiro levantamento que sugere que o hoje presidente poderia lucrar ainda em primeiro vez. Para fazê-lo, é preciso obter mais de 50% dos votos ou, logo, ao menos 40%, neste caso com uma diferença mínima de dez pontos em relação ao segundo disposto.

Noboa adotou uma política rígida de combate ao violação e apostou na militarização da segurança pública. Completou-se recentemente um ano desde que o presidente decretou situação de conflito armado interno, figura jurídica que amplia as capacidades de seu governo de agir. Diferentes partes do país ainda vivem sob regime de estado de exceção. Os resultados vieram, mas de forma tímida.

O número universal de homicídios intencionais apresentou redução de 16% no ano pretérito, até que o último mês de janeiro trouxe um lembrete tétrico: o mês foi o mais violento ao menos desde 2014, com muro de 750 homicídios, 56% a mais do que em janeiro de 2023.

Junto a isso, escalaram as denúncias de violação de direitos humanos diante da estratégia de militarizar tarefas de segurança que outrora cabiam a policiais civis. Organizações de direitos humanos e familiares calculam que houve 16 casos de desaparecimentos forçados de pessoas que haviam sido detidas por patrulhas militares ao longo de todo 2024.

Na viradela deste ano, um novo violação coroou os temores de violações de direitos. Os corpos de quatro adolescentes que tinham sido detidos por soldados três semanas antes e estavam desaparecidos desde logo foram encontrados carbonizados próximo a uma base militar na região portuária de Guayaquil, a mais violenta do país. É no litoral que, em universal, concentram-se essas violações.

Nesta dez, o Equador se tornou ainda mais importante para o envio de cocaína dos vizinhos Colômbia e Peru, grandes produtores mundiais da matéria-prima coca, para a Europa, o México e a América Meão. E, nos últimos anos, a situação foi agravada pela atuação das máfias dentro das cadeias, com cenas de massacre repetidas.

Pelos últimos três anos, milhares de famílias equatorianas viram nos Estados Unidos a sua alternativa. O Equador se tornou uma das principais origens de imigrantes que, sem autorização americana, partiam para o país por ar e por terreno.

A rota já vinha minguando no último semestre de Joe Biden no poder. Agora, com o retorno do radical Donald Trump, há pouca esperança para quem não consegue mais sobreviver na terreno natal.


Três eleições presidenciais em quatro anos

  • Fevereiro e abril de 2021: 1º e 2º vez que deram vitória a Guillermo Lasso
  • Agosto e outubro de 2023: 1º e 2º vez que deram vitória a Daniel Noboa
  • Fevereiro de 2025: 1º vez presidencial com Noboa e Luíza González favoritos



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