Ecos de um Dérbi revelador – 08/02/2025 – Juca Kfouri

Esporte


Choveu tudo o que são Pedro quis que chovesse, e até o gramado sintético ficou impraticável.

Uma vez que os paulistas já estão acostumados, tome protelação do primórdio do jogo, tal qual, só com o Corinthians, já tinha realizado contra o São Paulo e a Ponte Preta.

O que não impediu o Palmeiras de sufocar o rival durante todo o primeiro tempo, embora com cruel dificuldade em fazer gol.

Fez um ainda antes do décimo minuto e zero mais, submetido a três avanços corintianos, um dos quais terminado no empate por 1 a 1 que perduraria até o fim na casa verde.

No segundo tempo, a história se repetiu uma vez que farsa, pois Yuri Alberto deixou o time dele na mão, e Estêvão se perdeu na de Hugo Souza, tão pegador de pênaltis uma vez que Cássio.

Disso já se sabia, e a revelação maior do Dérbi esteve na incapacidade alviverde de machucar o rival.

Mesmo dominante, o Palmeiras não foi capaz de fazer zero além de um gol, porque esfera na trave não altera o placar e pênalti roubado não entra.

Do lado alvinegro, deu-se o segundo bom resultado seguido graças ao casualidade, mostra de que, talvez, os ares tenham mesmo mudado dentro de campo.

Porque tanto a vitória com o time C sobre o Novorizontino quanto o empate no clássico, ambos fora de morada, foram mais achados que conquistados, com más atuações individuais e pouco conjunto, situação agravada pela escassez ainda do cérebro do time, o prateado Rodrigo Garro.

Ao Palmeiras, mais que um centroavante, anda em falta a tal da eficiência que transforma domínio em resultado.

O Planeta Esfera está cansado de ver times sem o camisa 9 de ofício lucrar jogos e campeonatos —e não é de hoje, haja vista a seleção brasileira tricampeã mundial em 1970 com Tostāo, além do próprio Palmeiras, cuja segunda Liceu teve em Leivinha, meia de vasqueiro talento, cintilante solução para a suspensão de César Maluco.

Do lado dos treinadores, o clássico mais renhido entre os paulistas zero revelou.

Abel Ferreira continua mal nas entrevistas para explicar resultados insatisfatórios.

Botar na conta da arbitragem o empate em morada contra o rival acuado, e com dez jogadores na maior secção do segundo tempo, infâmia sua indiscutível capacidade.

Além do mais, a invasão na cobrança do pênalti, que disse ter visto na televisão dele, só foi vista nela.

Já Ramón Díaz continua na milonga do estar “contento”, embora o time continue descontentando o leal minimamente exigente.

É verdade que ambos dirigem equipes em primórdio de temporada —e que o nível de cobrança deveria ser o de torneios de verão, não o das jornadas em alto-mar.

Campeonatos estaduais são traiçoeiros.

Valem mesmo na hora dos clássicos e das decisões.

Neymarmota

Impossível saber quanto tempo mais durará o inverno de Neymar.

Os 45 minutos disputados na reestreia permitem olhar otimista. Mesmo caçado sem trégua, ele mostrou o talento que ninguém lhe nega.

Não fosse o goleiro estraga-prazeres do Botinha, João Carlos, Neymar teria marcado golaço de deixar os sauditas com um camelo detrás da ouvido.

O comportamento tóxico com parças da qualidade de Pablo Marçal e Nikolas Ferreira, para não falar do velho da Havan, porém, desanima.

Sua falta de noção é pandêmica e disruptiva.

Mano Brown e Supla devem estar arrependidos.


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