Quantos jogadores chegaram aos 40 anos atuando em cimo nível no futebol profissional? Se os goleiros forem descartados, pouquíssimos.
Dá para racontar nos dedos: Paolo Maldini, zagueiro italiano do Milan, que jogou até os 41 anos; Francesco Totti, atacante italiano da Roma, que parou aos 40; os brasileiros Romário, o Baixinho, que dispensa apresentações, e Zé Roberto, meia-lateral, das quais último clube foi o Palmeiras –ambos penduraram as chuteiras com 43 anos.
Talvez haja mais alguns poucos, sendo necessário um esforço maior de memória.
O futebolista, principalmente o que atua na traço, precisa que o corpo funcione muito para ter condições de desempenhar com qualidade em idade mais avançada. Entre os 20 e os 30 anos, o auge físico é atingido. Depois disso, é originário possuir decadência.
O português Cristiano Ronaldo é uma exceção. Com quatro décadas de vida nas costas, suas pernas o fazem passar tanto, ou mais, que muito moleque com a metade de sua idade.
Ele sempre se cuidou muito, acredito que mais que qualquer um, com alimento regrada, exercícios intensos de fortalecimento muscular, noites de sono muito dormidas, aliados a treinamentos exaustivos nos clubes por que passou. Possivelmente, tem também uma genética privilegiada.
O conjunto valeu ao CR7, sobrenome que vem das iniciais de Cristiano e de Ronaldo mais o 7 (número da camisa que vestiu na maior segmento da curso e ainda veste), um outro sobrenome, Robozão, pela sublimidade física somada à exuberância técnica.
Cristiano Ronaldo tem uma das arrancadas mais mortais do futebol, dribla muito –apesar de a sua “pedalada” ser feiíssima–, finaliza muito com os dois pés e é exímio cabeceador.
Não à toa, recebeu a Bola de Ouro, prêmio de melhor do mundo, cinco vezes (2008, 2013, 2014, 2016 e 2017), estando detrás exclusivamente do prateado Lionel Messi, 37, eleito em oito ocasiões.
Egocêntrico e fominha, Cristiano Ronaldo vangloria-se da quantidade de gols porquê profissional: 920. É seu principal argumento para se considerar o suprassumo entre quem já esteve dentro das quatro linhas.
Fala isso inclusive para seu fruto Mateo, 7, quando ele lhe diz “pai, o Mbappé [craque francês] é melhor que você”. “Não, eu sou melhor que ele, marquei mais gols” é a resposta.
Uma vez que assim? Mais que Pelé? Mais que Pelé, quando são consideradas exclusivamente partidas oficiais, por clubes e seleção. O Rei do Futebol anotou 1.282, porém mais de 500 foram em jogos considerados não oficiais (amistosos, entre combinados, de exibição, militares).
Por esse critério, o CR7 está no topo dos artilheiros na história, avante de Messi (850 gols), o vice-líder.
Um dos sonhos do luso é chegar aos milénio gols. Realizável?
Uma vez que atua em uma liga medíocre, a da periférica Arábia Saudita, que permite a ele fulgurar e ser protagonista (foram 50 gols na temporada 2023/2024), e continua a proteger a seleção de Portugal, é sim viável.
O CR7 não estabeleceu prazo para se reformar. Adianta exclusivamente que deve ser pelo Al Nassr, seu atual clube. Minha aposta é que só parará depois da marca milenária de gols.
Por ora, entrará, com a ótima forma que lhe é peculiar, no clube dos quarentões. Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro, nascido no Funchal, na ilhéu da Madeira, completa 40 na quarta-feira (5).
Parabéns ao Robozão.
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