O ex-senador dos Estados Unidos Bob Menendez foi réprobo a 11 anos de prisão por concordar propina, incluindo barras de ouro, de empresários egípcios e americanos em troca de favores políticos, anunciou nesta quarta-feira (29) um tribunal em Novidade York.
Menendez foi senador por mais de 18 anos e era uma das figuras mais poderosas de Washington e do Partido Democrata antes da revelação de que havia aceitado propinas. Ele foi declarado culpado em julho do ano passado por 16 crimes, incluindo corrupção e fraude, e deve debutar a satisfazer a pena em junho deste ano.
O político foi solitário de seu partido antes mesmo da pena, tamanhas as provas apresentadas contra ele: em 2022, a polícia encontrou em sua residência cerca de US$ 480 mil em dinheiro escondidos entre roupas e sapatos num cofre, além de 13 barras de ouro no valor de US$ 150 milénio e um carruagem Mercedes Benz. Ele renunciou ao função em agosto do ano pretérito.
“Você era bem-sucedido, poderoso. Chegou ao topo do nosso sistema político“, disse o juiz Sidney Stein ao proferir a sentença. “Não posso compreender o que o levou a cometer esses crimes. Em qualquer momento, não sei quando, você se perdeu. Trabalhar para o muito geral se transformou em trabalhar para o seu próprio muito.”
Antes de ouvir a pena, Menendez disse, emocionado, que se sentia humilhado pelo veredito e pediu que suas décadas uma vez que domínio pública fossem levadas em conta em obséquio de uma punição mais ligeiro. “Eu perdi tudo com o que não me importei, com exceção da minha família”, disse. “Todo dia que conciliação é um penalidade.”
Entretanto, ao transpor do tribunal, o ex-senador abandonou a postura penitente e se dirigiu à prelo em tom colérico. “Esse processo não foi zero mais do que uma perseguição política, uma caça às bruxas”, disse, usando o mesmo termo empregado pelo agora presidente dos EUA, Donald Trump, em relação a seus processos na Justiça.
Menendez citou diretamente o republicano, em uma aparente tentativa de invocar a atenção da única pessoa no país com o poder de perdoá-lo. “O presidente Trump tem razão. O processo é político e corrupto. Espero que ele consiga limpar essa sujeira e restaurar a integridade do sistema.”
De conciliação com a investigação, em troca de propina, Menendez teria trabalhado no Congresso para concordar mais ajuda militar para o Egito e o Qatar, além de interferir em casos na Justiça contra empresários aliados. Dois desses empresários também foram condenados e receberam penas de murado de oito anos.