Campeã dos X Games concilia aulas, competições e crossfit – 22/01/2025 – Esporte

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Oito vezes campeã dos X Games entre o término dos anos 1990 e o início dos anos 2000, a patinadora paulistana Fabiola da Silva, aos 45 anos, continua na ativa, participando de competições e exibições no Brasil e em outros países.

Com a prateleira repleta de troféus e medalhas, a disputa nas pistas não é mais a única prioridade.

Agora, ela divide o tempo entre os treinos e as competições de patins e de crossfit —paixão que cultiva há mais de uma dez— e as aulas em uma escola voltada à modalidade que a consagrou, localizada no Bom Retiro, na região mediano de São Paulo.

Fabiola inaugurou a Fábrica dos Sonhos há tapume de dois anos, junto com a mana, Fabiana, com o intuito de transmitir a crianças e adultos um pouco da experiência que adquiriu ao longo das mais de suas três décadas em cima das rodinhas.

“Percebi quanto o esporte é transformador na vida das pessoas. E pensei que, se Deus me deu um dom tão maravilhoso, que me permitiu viajar o mundo e saber e inspirar pessoas, por que não passar esse conhecimento para a novidade geração?”, afirmou Fabiola à Folha.

Crianças a partir dos quatro anos podem se aventurar na pista estreita de madeira, repleta de obstáculos. Há também entre os alunos pais que se empolgaram ao levar os filhos e pessoas na tira dos 60 anos.

“Se posso ajudar por meio do esporte, é o que vou fazer. Tenho prazer nisso. Não há numerário que pague o sorriso de uma muchacho.”

Nas redes sociais, Fabiola costuma compartilhar vídeos das aulas, das competições e dos treinos de crossfit, que transformaram completamente o físico da jovem franzina de 17 anos que assombrou o mundo ao faturar seu primeiro título dos X Games, conhecidos uma vez que “as olimpíadas dos esportes radicais”, em 1996.

Seu domínio entre as mulheres foi tão grande que, no auge, ela chegou a competir contra os homens, alcançando a medalha de prata, em 2004. Foi nessa idade que a patinadora passou a focar mais o preparo físico, de modo a reduzir a vantagem dos competidores no quesito. “Dei muito trabalho para eles. E nunca fui discriminada. Pelo contrário.”

O hábito nunca foi menosprezado desde logo, e hoje o crossfit a ajuda no necessário fortalecimento muscular para o corpo sustentar os trancos das duras aterrissagens a bordo dos patins.

Campeã brasileira e sul-americana em 2023, Fabiola ficou praticamente todo o ano pretérito fora de ação, devido a uma grave lesão no joelho e a uma infecção bacteriana na manante sanguínea. Aos poucos, tem revezado as aulas com os treinos para voltar às competições.

Ela é bolsista do Programa Talento Esportivo, do governo de São Paulo, pelo qual recebe uma ajuda de dispêndio mensal de tapume de R$ 2.000. Em contrapartida, precisa estar ativa em competições para manter a bolsa. Ela aguarda a definição do calendário para definir os torneios de que participará nos próximos meses.

“Ser desportista é muito difícil no Brasil. Se eu me machucar, quem vai remunerar minhas contas? Vou deixar os alunos na mão? Sou estratégica, não vou participar de qualquer coisa. Palato de competir, mas não tenho só isso em mente”, afirmou.

Ela disse que, apesar das conquistas em série ao longo dos últimos anos, tem de conviver com a falta do devido reconhecimento no Brasil.

“A pessoa só é lembrada quando está no auge. Depois, é esquecida”, afirmou a desportista, que abriu a escola no Bom Retiro com recursos próprios da família, sem base financeiro extrínseco. Ela mesma pintou a frente do espaço, que antes era uma fábrica abandonada. “Ainda falta muito para valorizar mais os atletas que o país tem de outras modalidades, não é só futebol.”

Fabiola afirmou que procura não desmotivar os jovens que chegam à escola com o sonho de um dia também se tornar profissionais, mas sempre ressalta a valimento dos estudos para ter alternativas além do esporte.

“Tem que ter os pés no soalho, um projecto B, porque é difícil”, disse ela, que ganhou exclusivamente no término do ano pretérito, posteriormente uma curso de sucesso muito estabelecida, um protótipo de patins feito em sua homenagem.

“Eu não sou apegada a bens materiais, porque daqui a gente não vai levar zero. Não busco luxo, riqueza. Quero deixar sementes boas na vida das pessoas. A maior riqueza para mim é estar em sossego e poder ajudar o próximo.”



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