Em seguida tomar posse uma vez que presidente dos Estados Unidos, Donald Trump seguiu para uma sequência de festas de gala no termo da segunda-feira (20). “Estamos tendo um dia e tanto”, disse ao público no Dança da Liberdade, depois dançar com a primeira-dama Melania ao som de música lenta. Era o segundo de três bailes previstos para a noite.
Trump discursou, repetindo os pontos centrais de sua campanha, e foi embora alguns minutos depois. Antes, porém, assistiu a uma apresentação do Village People, do qual “Y.M.C.A.” virou trilha da campanha republicana. Até dançou um pouco.
Estava presente na sarau o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que afirmou à Folha estar entusiasmado com o porvir dos EUA sob Trump. Lamentou, porém, a ausência do presidente brasileiro Jair Bolsonaro, impedido pela Justiça de deixar o país. “É uma pena. O mundo está indo para uma direção, e o Brasil, para outra”, disse.
O impedimento foi uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista, que citou o risco de fuga de Bolsonaro. O passaporte do ex-presidente está retido devido a investigações —incluindo a de um suposto envolvimento na trama de um golpe em 2022.
Depois, Trump foi para o terceiro dança solene da noite, chamado “Starlight” (luz da estrela na tradução para o português). O republicano chegou por volta de 00h (2h em Brasília) no evento.
O presidente dançou ao menos três músicas com a primeira-dama Melania Trump, sendo uma delas My Way, de Frank Sinatra.
Em seguida, discursou para centenas de apoiadores. “Muito obrigada, vocês foram meus doadores, muitos doaram grandes quantias de quantia”, afirmou o presidente.
Trump repetiu suas bandeiras de endurecimento da política de imigração e reforçou que assinou ordens nesta segunda (20) implementando um estado de emergência na fronteira com o México. Repetiu também crer que “criminosos” entram no país oriundos de outros países.
O oração foi feito diante da plateia de apoiadores, mas também da equipe que trabalha na extensão de serviço da sarau formada majoritariamente por imigrantes, intuito das críticas de Trump.
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro estavam no dança. O presidente da Argentina, Javier Milei, também passou pelo pelo sítio, que ainda teve a presença do pugilista Mike Tyson.
É praxe que o presidente empossado participe das festas depois as cerimônias. O Dança da Liberdade reuniu tapume de 15 milénio pessoas, segundo a organização, em um imenso salão no núcleo de convenções da cidade. Chique, exigia traje completo. Menos elegante era a comida: queijos cortados de qualquer jeito e servidos em pratinhos de papel. A bebida era paga, e tinha longa fileira.
Antes de Trump chegar, houve dois grandes shows. O primeiro, de Billy Ray Cyrus, pai de Miley Cyrus, foi um sinistro. Ele parecia confuso e não conseguiu concluir as primeiras canções. Ainda não está evidente o que ocorreu. Veio depois Jason Aldean, que animou a plateia com seu repertório country —gênero bastante popular entre os apoiadores de Trump nas regiões centrais do país. Sua cantiga “Try That in a Small Town”, de 2023, foi criticada por ter teor supostamente racista.