Guerra da Ucrânia segue incerta após promessa de Trump – 21/01/2025 – Mundo

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Primeiro eram 24 horas. Depois, 100 ou 180 dias. Bandeira de campanha de Donald Trump, o término da guerra na Ucrânia é sua taxa internacional meão, em privativo em seguida o pregão de cessar-fogo em Gaza. Experts do conflito, porém, alertam que esse prazo ainda não será suficiente.

Ao assumir, Trump abre mais espaço para dúvidas em seu manejo. Elas são de duas ordens: militar-estratégica e política. Ele consegue ajudar a estabilizar o front e trazer a Ucrânia e a Rússia à mesa de negociações? As forças russas avançaram consistentemente no último ano, apesar de duras perdas humanas. Agora, chegaram a Pokrovsk, meio logístico e industrial estratégico no oeste da Ucrânia.

“Eles [Rússia] podem usar isso porquê trampolim para o resto de Donetsk”, disse John Helin, exegeta da guerra do Black Bird Group, à Folha. Conseguindo toda a região de Donetsk, os russos estarão mais próximos do projecto de Putin: dominar Donetsk, Lugansk, Zaporíjia e Kherson.

A situação é outra na região russa de Kursk, que a Ucrânia invadiu em agosto pretérito e pretende usar porquê moeda de troca em negociações. A Rússia continua a alocar tropas para expulsar ucranianos, também contando com a ajuda de soldados norte-coreanos. Até agora, não teve sucesso.

Quanto à interlocução para chegar a uma silêncio “duradoura, justa e ampla”, Trump mantém intervalo de Volodimir Zelenski e arbitra saída com Vladimir Putin. Em comunicado à imprensa na semana passada, ele ressaltou que a guerra não deveria ter sucedido e colocou a culpa no “fiasco de Biden”.

Ao ser questionado se continuaria apoiando os ucranianos em negociações com Putin, respondeu que “não diria se esse fosse o caso”. O tom de descrédito também marcou seus outros comentários sobre a Ucrânia: o país oscilou entre objeto de Biden ou Putin.

Na mesma semana, Zelenski concedeu entrevista de quase três horas a um cientista russo-americano do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets) de reputação controversa. O presidente reforçou que seu país é o mais interessado em um congraçamento de silêncio e, para isso, é preciso assegurar-lhe integridade territorial e garantias de segurança. “Espero muito que Trump possa findar com a guerra”, disse.

Nesse meio tempo, as opiniões na sociedade ucraniana estão divididas. Pesquisas de opinião apontam que metade dos ucranianos hoje aceita negociar com a Rússia. Ao menos 71% deles também optam pela reintegração às fronteiras de 1991 em troca de não integrarem a Otan, mas poderem entrar na União Europeia.

Ou por outra, mais ucranianos têm criticado a gestão militar de Zelenski e do comandante-chefe das Forças Armadas, Oleksandr Sirskii. Se antes a falta de suprimentos era o maior duelo no front, agora a baixa de alistados e a coordenação precária de tropas despontam.

Nastia Stanko, editora-chefe do Slidstvo.Info, disse à Folha que teme que Zelenski somente “apague incêndios” midiáticos, em vez de combater problemas reais –porquê a realocação de soldados entre brigadas, que levou a sérias baixas recentemente. “Os soldados não sabem quem é o comandante de sua unidade. Isso é caótico”.

Com Trump, a situação também não é animadora. Ucranianos ouviram por anos suas bravatas geopolíticas e mimos a Putin. O pavor agora é que ele abandone a culpa. Ao mesmo tempo, Trump não descartou continuar o esteio militar ao país e baixou o tom nas críticas à Otan.

Europeus já admitem uma novidade temporada do conflito e diversas autoridades viajaram à Ucrânia nos últimos dias. O primeiro-ministro britânico. Keir Starmer, selou uma “parceria de centena anos” para cooperação ampla, ministros de Estado da França e da Alemanha disseram que vão “continuar a estribar a Ucrânia”, e o ministro da Resguardo italiano anunciou um novo pacote de ajuda.

Não é provável prever os rumos da Ucrânia sob a Presidência de Trump. Mas uma coisa é certa: eles são cruciais para a sobrevivência do país porquê independente e democrático.



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