UE enfrentará desafios na área militar e ataque das big techs em nova era Trump – 20/01/2025 – Mundo

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“As nossas férias da história acabaram”. A frase é de Alexander Stubb, presidente da Finlândia, durante um encontro de chefes de Estado da região do mar Báltico na semana passada, em Helsinki.

Ele fazia referência ao retorno de Donald Trump ao governo dos Estados Unidos, nesta segunda-feira (20). De indumento, especialistas preveem que tempos complicados se anunciam para a União Europeia. Segundo eles, o conjunto terá que líder com duas questões-chave, para além das possíveis sanções comerciais: a resguardo militar e a ofensiva das big techs contra o seu território.

Nos dois casos, vale recordar o primeiro procuração de Trump –e, na verificação, o segundo parece ainda mais reptador.

“Em sua primeira presidência, Trump pressionou a UE para aumentar seus gastos com resguardo”, diz Folha o investigador político espanhol Francisco Rodríguez-Jiménez, coautor de um livro sobre Trump, “Breve História de uma Presidência Uno”. “Agora, com a guerra [na Ucrânia], a pressão será muito maior”.

Rodríguez-Jiménez lembra que os orçamentos militares dos países da UE variam em termos de porcentagem de PIB segundo a intervalo que os separa da Rússia. “Os maiores gastos são da Polônia e da Estônia, da ordem de 4%”, diz sobre dois países cujos primeiros-ministros, Donald Tusk e Kristen Michal, respectivamente, estiveram no encontro em Helsinki.

Já a Espanha e a Irlanda, “que ficam longe, investem murado de 1% do PIB ou até menos”, afirma o investigador político, codiretor de um meio de estudos de política internacional ligado à Universidade de Salamanca.

Foi-se o tempo em que a Europa era um paraíso protegido pelo poder militar dos EUA, porquê escreveu em 2003 o historiador americano Robert Kagan em seu livro “Do Paraíso e Poder”. Estar de volta à história, nas palavras do patrão de Estado finlandês, significa responsabilizar-se pela própria resguardo. Será um repto dada a disparidade de gastos e as idiossincrasias da política interna de cada país.

“As nações europeias abriram mão de secção de sua soberania em questões fiscais ou monetária. O ideal agora seria que fizessem o mesmo em resguardo, com um orçamento unificado”, afirma Rodríguez-Jiménez.

No caso das big techs, o cenário em relação ao governo anterior de Trump também se tornou mais reptador. “O grande diferencial é a presença de Elon Musk“, diz o jurisconsulto brasiliano Ricardo Campos, professor-assistente na Universidade Goethe, em Frankfurt, e perito em legislação sobre plataformas digitais.

“Em sua primeira gestão, Trump passou grande secção do tempo em guerra com as plataformas. Agora, elas o querem porquê coligado.” O republicano alojará Musk em sua gestão, num recém-criado Departamento de Eficiência Governamental.

O presidente eleito americano recebeu outro endosso importante do mundo do dedo quando Mark Zuckerberg, fundador da Meta, decidiu dispensar checadores do Instagram e do Facebook. “As plataformas viram aí uma janela de oportunidade”, diz Ricardo Campos. “Elas querem transformar uma questão normal —o indumento de que empresas multinacionais se submetem ao ordenamento jurídico dos países em que atuam— numa questão diplomática, de suposta resguardo de empresas americanas no estrangeiro.”

Para a revista britânica The Economist, os EUA sempre exerceram seu poder em nome de valores porquê liberdade e democracia. Trump representaria uma inflexão: o seu “America First”, EUA antes de tudo, é somente uma resguardo de um país contra os outros, não de uma teoria.

O caso das big techs é ilustrativo. De um lado, a UE promulgou em agosto pretérito sua Lei dos Serviços Digitais, considerada por especialistas porquê Ricardo Campos um progresso na resguardo do debate democrático fundamentado em evidências. De outro, o governo Trump sinaliza que irá endossar empresas americanas que consideram esse tipo de lei uma forma de exprobação.

A Lei dos Serviços Digitais, no entanto, segue inspirando a discussão sobre plataformas digitais mundo afora, porquê se vê por exemplo nos casos do Brasil e da Austrália. No contraponto com o “America First” de Trump, a Europa poderia se fortalecer porquê soft power?

“Isso só ocorrerá se a UE se mantiver unida”, diz Rodríguez-Jiménez. “O objetivo do novo presidente americano é dividir o continente em países pró-Trump e anti-Trump. Pesquisas mostram que o mundo admira o Estado de Muito-Estar Social, a democracia e os direitos individuais. Está ao alcance da UE fazer disso uma de suas forças”.



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