Gabinete de segurança de Israel aprova cessar-fogo – 17/01/2025 – Mundo

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O gabinete de segurança de Israel superou divergências e aprovou, nesta sexta-feira (17), um tratado de cessar-fogo com o grupo terrorista Hamas, encerrando um processo de negociação que durou meses.

O colegiado votou o tratado, que entrará em vigor no domingo (19), por um placar de 24 ministros em prol e 8 contrários, de tratado com a prensa israelense. A reunião durou mais de seis horas.

O encontro do gabinete de segurança estava previsto para sobrevir na véspera, mas foi adiada em cima da hora por Netanyahu, que acusou o Hamas de querer mudar os termos do documento no último minuto.

O grupo terrorista tinha refutado o relato. Nesta sexta, afirmou que os obstáculos que haviam surgido em relação ao trato foram resolvidos.

O cessar-fogo a princípio está dividido em três fases. Na primeira lanço, 33 mulheres (civis e militares), crianças, doentes e homens com mais de 50 anos sequestrados pelo Hamas no mega-ataque que deu início à guerra seriam trocados por “um patente número de prisioneiros importantes”.

Entre eles estaria Zakaria al-Zubeidi, ex-líder das Brigadas Al-Aqsa, braço armado do partido Fatah, no poder da Mando Pátrio Palestina (ANP).

Também seriam soltos mulheres e menores de 19 anos palestinos mantidos em prisões israelenses.

Informações obtidas pela dependência de notícias AFP dão conta de que as três primeiras pessoas a serem libertadas pelo Hamas seriam mulheres com menos de 30 anos. A quantidade de palestinos soltos ainda é incerta, mas o Ministério de Justiça de Israel publicou na sexta uma lista com 95 prisioneiros, sendo 69 deles mulheres e 10 menores de 19 anos passíveis de soltura. O mais novo deles teria 16 anos.

Na lanço seguinte do tratado, será negociada a libertação dos soldados homens israelenses que também estão em cativeiro, aproximadamente 30 segundo as contas do Tropa do país.

Por termo, os corpos dos mortos durante o ataque e depois que permanecem em Gaza, 36 de tratado com os cálculos mais recentes, serão devolvidos. No totalidade, o Hamas matou 1.200 pessoas e sequestrou outras 250 no atentado —murado de 100 já tinham sido libertadas na primeira e única trégua entre as partes, ocorrida murado de um mês em seguida o início da guerra.

Já Gaza perdeu quase 47 milénio pessoas ao longo dos enfrentamentos segundo as contas das autoridades locais, ligadas ao Hamas, e teve praticamente a totalidade de sua população deslocada pela guerra.

Posteriormente será estruturada a gestão de Gaza, que era dominada pelo Hamas desde 2007, um processo multíplice e ainda incerto, que dependerá muito da vontade do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.

A crise que ameaçava o início do cessar-fogo começou horas depois de a trégua ser anunciada, na quarta (15). Em uma publicação no X, Bibi, uma vez que Netanyahu é divulgado, acusou os palestinos de apresentarem de última hora mais uma exigência para confirmar o texto: a retirada imediata de forças de Israel do chamado galeria Filadélfia, a fronteira de 17 km entre Gaza e o Egito sob a qual seria feito tráfico de armas para os terroristas.

O tratado negociado previa uma retirada gradual das tropas, em 50 dias. O Qatar, que media as negociações do cessar-fogo ao lado dos Estados Unidos e do Egito, chamou Israel e o Hamas de volta à mesa e, ao termo das conversas, o Estado judeu divulgou uma nota dizendo que, “devido à potente insistência do premiê”, o grupo terrorista tinha desprezado a sua demanda.

Houve quem especulasse que Netanyahu estava jogando para a plateia —mais precisamente, para os ministros da ultradireita religiosa que integram a coalizão que o sustenta. Eles defendem que Israel deveria seguir à risca a sua promessa de só fechar a guerra na Faixa de Gaza em seguida exterminar o Hamas, objetivo considerado por muitos utópico.

O ministro das Finanças, o radical Bezalel Smotrich, por exemplo, prometeu deixar o governo caso os enfrentamentos não fossem retomados em seguida a primeira tempo do cessar-fogo, que no totalidade tem duração prevista de seis semanas. Enquanto isso, o director da pasta da Segurança Pátrio, o também extremista Itamar Ben-Gvir, ameaçou renunciar se o tratado fosse validado, ainda que tenha afirmado que não derrubaria o governo.

A maioria da população é em prol do trato, no entanto. Uma sondagem do Meato 12 publicada em dezembro pretérito afirmou que 72% dos entrevistados disseram que apoiariam um cessar-fogo que envolvesse a libertação de todos os reféns, enquanto 15% foram contra, e 13% não souberam responder. Vários israelenses se juntaram em uma rossio em Tel Aviv à espera das deliberações do governo nesta sexta.

Enquanto isso, centenas de caminhões com provisões, tendas e outros itens de ajuda humanitária estão em Arish, cidade no Egito a respeito de 48 km da fronteira com Gaza, aguardando o cessar-fogo. A emissora Al Qahera News também indicou que hospitais egípcios estão prontos para tratar palestinos feridos.

O tratado abre caminho para um aumento significativo de envio de suprimentos para o território, devastado pelos bombardeios e assolado pela penúria e as doenças.

Rik Peeperkorn, representante da OMS (Organização Mundial da Saúde), afirmou nesta sexta que o trato permitiria a ingresso de 600 caminhões em Gaza por dia. É quase dez vezes a média diária de 51 veículos de ajuda humanitária que entraram no território no início deste mês.

“Acredito que a possibilidade está muito presente, mormente quando outras passagens forem abertas”, disse Peeperkorn à prensa em Genebra. “Isso pode ser implementado muito rapidamente.”



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