Coreia do Sul: Justiça prorroga prisão de presidente Yoon – 18/01/2025 – Mundo

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A Justiça da Coreia do Sul aprovou neste domingo (19), ainda tarde de sábado (18) no Brasil, um pedido que prorroga por até 20 dias a prisão do presidente remoto Yoon Suk Yeol no contexto de uma investigação por insurreição.

A decisão, emitida pelo Tribunal do Província Ocidental de Seul, cita a preocupação de que o líder destruísse provas se fosse solto. Na quarta-feira (15), Yoon se tornou o primeiro presidente em tirocínio do país a ser recluso, em uma investigação criminal relacionada à sua declaração de lei marcial no início de dezembro.

Ao saber que sua prisão tinha sido estendida, centenas de seus apoiadores invadiram o tribunal por volta das 3h (15h do horário de Brasília) e, aos gritos de “Yoon”, danificaram estruturas e agrediram policiais, relatou a filial de notícias sul-coreana Yonhap.

A TV ao vivo mostrou um grande passageiro de agentes tentando moderar os manifestantes dentro do prédio.

Policiais conseguiram controlar os manifestantes poucas horas depois. De convénio com as autoridades, 46 pessoas foram presas.

“Nós rastrearemos aqueles que cometeram atos ilegais e os instigaram”, disse a Política Metropolitana de Seul em um transmitido.


Yoon tinha comparecido a uma audiência que analisava o pedido de prorrogação do mandado de prisão mais cedo. O líder, que vem se recusando a prestar depoimento aos investigadores, usou a audiência com duração de quase cinco horas para proteger o decreto de lei marcial, derrubado por parlamentares posteriormente poucas horas em vigor.

Esta foi uma das poucas vezes em que o líder discorreu sobre o matéria ao vivo —ele tinha se só na residência solene depois de tolerar um impeachment.

“[Yoon] explicou e respondeu perguntas de forma honesta sobre as relações factuais, evidências e princípios legais”, disse um jurisperito do presidente remoto ao termo da audiência. Antes, ele tinha afirmado que Yoon tinha disposto participar da sessão “para restaurar sua honra, explicando pessoalmente […] que a insurreição não se configura”.

Um comboio de muro de uma dúzia de carros e motos da polícia escoltou Yoon da prisão para o tribunal e vice-versa.

A polícia chegou a dissiminar uma povaléu de apoiadores do líder que bloqueava o portão do tribunal pela manhã. Por volta das 14h (2h em Brasília), depois que a audiência já tinha começado, milhares de pessoas já cercavam novamente o prédio aos berros de “libertem o presidente”.

Diversos manifestantes foram presos pela polícia ao tentarem invadir o terreno do tribunal, incluindo um jovem que tentou evadir, disse uma testemunha.

O violação de insurreição de que Yoon é suspeito é um dos poucos pelos quais um presidente em tirocínio da Coreia do Sul não tem isenção, e pode levar a uma sentença de prisão perpétua ou mesmo pena de morte.

Yoon foi destituído em 14 de dezembro pretérito, depois que sua enunciação de lei marcial mergulhou seu país em sua mais grave crise política em anos. Além da investigação criminal, ele ainda enfrenta desde o início da semana um julgamento de impeachment na Galanteio Constitucional.

O colegiado tem 180 dias para deliberar se suspende permanentemente seus poderes ou conduz o presidente destituído de volta ao função.



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